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sábado, junho 26, 2010

ao preço da chuva...

Hoje pelas 16h, em Trindade (Beja), com muito sol e mais de 30ºC de calor...   :S

Gonçalo Rosa

sábado, junho 05, 2010

(ainda) dos jacarandás e d'outras coisas...



Naquela manhã de sábado, subia a avenida arrastando mala e tripé. Dois homens que, árvore a árvore, colocavam um pequeno papelinho violeta em cada tronco, cruzaram-se comigo no meio da alameda. Depois de meia dúzia de fotos tiradas pelas bandas do café Républica, fiz-me ao regresso calçada abaixo. Cruzei-me com um dos homens que, entretanto, havia terminado a sua tarefa. Ofereceu-me um dos papelinhos que sobrara e que recusei, como quase sempre recuso publicidade. Só depois, já perto de entrar para o carro, reparei no que anunciava. Uma breve alusão aos jacarandás da avenida, os mesmos que eu acabara de fotografar, fixava alguns transeuntes que, uns madrugadores, outros de regresso a casa vindos de bares e discotecas, se deixavam surpreender pelos papelinhos da cor da flor dos jacarandá. 

Mais abaixo, encontrei Luís e Ricardo tomando café e apreciando a reacção de uma ou outra pessoa que descobria o pequeno papelinho violeta. Explicaram-me que gostavam de passear e fotografar a cidade e elucidaram-me que, este ano, se haviam lembrado de fazer esta acção, pelo gosto que têm pelos jacarandás de Lisboa. Não tinham um fim muito concreto. Não pertenciam a nenhuma organização. Não procuravam trabalho. Não tinham nada para vender. Apenas gostam de ver a reacção das pessoas e partilharem a beleza dos jacarandás.

E é por isso que sorrio, cada vez que me vêm com a história que os portugueses não querem saber, não participam, têm pouca cultura associativa. É como dizer que este ano não conseguimos comer cerejas porque a época foi fraca. Santa paciência!

Gonçalo Rosa 
ps - que me perdoem o Luís e o Ricardo, se a minha memória lhes trocou os nomes... :)

tempo: flor de jacarandá

os jacarandás da Avenida D. Carlos I, há alguns dias atrás

Há muitos fins de Primavera que não descia a Avenida Dom Carlos I, que nasce na Calçada da Estrela, bem perto do Palácio de São Bento, e desagua na 24 de Julho, como se de um afluente do Tejo se tratasse. Por estes dias, as suas calçadas ganham a sombra das flores dos jacarandás que ladeiam a avenida e despertam os transeuntes que durante meses os ignoraram, achando-os iguais a uma árvore qualquer. Pela dimensão, densidade e ensombramento que proporcionam, talvez sejam estes jacarandás os meus preferidos, a par dos da Rua Castilho e do Parque Eduardo VII, bem no coração da cidade. Mas há-os um pouco por todos os jardins e espaços verdes de Lisboa.

Gonçalo Rosa

sexta-feira, junho 04, 2010

Previsões?

Anúncio da BP publicado em 1999. Pelo menos não  podem acusar a empresa de "green washing". Eles bem avisaram mas ninguém lhes quis prestar atenção.

terça-feira, maio 18, 2010

lutos difíceis (tempo) 1


Babuíno, PN Kruger, África do Sul
(Maio de 2010)
Esta fêmea de babuíno que acompanhei ao longo de algumas manhãs, segurava o corpo do seu filhote, nado-morto ou com muito pouco tempo de vida. Enquanto o resto do grupo passava o tempo em brincadeiras e busca de comida, esta fêmea, com ar triste ou mesmo deprimido, isolava-se, não participando nas actividades com os seus companheiros. Não parecia gostar que outros macacos se aproximassem. Deixava-os observar, cheirar o corpo da sua cria, reagia agressivamente à tentativa curiosa, dos mais jovens, de tocarem no corpo.


E trouxe-me à memória um poema de Amalia Bautista… 


Ao Fim 

Ao fim são muito poucas as palavras
que nos doem a sério e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
que tocam o coração e menos
ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nossos filhos.


E ali ficou dias, talvez semanas, como me referiram alguns guias do parque, no seu difícil luto. Porque o tempo, para estes seres, não urge como para nós humanos.

Gonçalo Rosa

quinta-feira, maio 06, 2010

free food, why not?


alguns tubarões-de-pontas-pretas (Carcharinus limbatus) fotografados
depois de engodados por clube de mergulho local
Aliwal Shoal, Durban, África do Sul (Maio de 2010)


Por motivos diversos, tenho andado a mergulhar em locais onde vivem algumas espécies de tubarões. Muitas das espécies que observo e fotografo – como os que aqui ilustro – não são conhecidas como perigosas para o Homem, mas outras, como o tubarão-tigre, o tubarão-mako, o tubarão-touro e, principalmente, o tubarão-branco, são espécies tidas como potencialmente perigosas. Estes mergulhos são oferecidos por centros de mergulho locais, que fornecem a informação necessária a cada mergulhador, relativamente ao comportamento a ter debaixo de água por forma a minimizar riscos.

Em Aliwal Shoal, dezenas de operadores turísticos exploram diversos recursos que a natureza, com mais ou menos gestão, proporciona: o mergulho, a caça submarina, a pesca desportiva, o birdwatching, a observação de grandes mamíferos, a caça maior, o surf, o windsurf e outros desportos/actividades relacionados com mar e vento. Na prática, tornam o património natural economicamente valioso. Promovem-no. Estes operadores e tudo o que com eles se relaciona (desde os próprios turistas que aqui passam, aos hotéis, companhias aéreas e de aluguer de automóveis, restaurantes e, em geral, a população local que beneficia com a circulação de dinheiro) tornam-se pois parte do movimento ambientalista. Ou, pelo menos, na definição ampla que tenho de “movimento ambientalista”. Porque se preocupam com conservação destes recursos que, para muita desta gente, representa assim o seu ganha-pão.

No caso concreto – do mergulho com tubarões - é óbvio que estes operadores se preocupam com duas coisas aparentemente contraditórias: 1) a conservação destas espécies, por forma que possam garantir fartura de animais em cada mergulho, e; 2) com a não ocorrência de ataques que, a acontecerem ainda que em número muito reduzido, seguramente levariam a que muitos dos turistas que visitam estas águas procurassem novos destinos ou, pelos menos, procurassem aventuras menos dramáticas. Para garantir a presença de um bom número de animais em cada mergulho, os operadores que visitei engodam regularmente o local com peixe fresco colocado em tambores de aço, como facilmente se pode observar na figura que se segue.


aspecto do sistema de engoda de tubarões utilizados por clubes de mergulho locais
Aliwal Shoal, Durban, África do Sul (Maio de 2010)

Os animais praticamente não são alimentados (pontualmente são lançadas algumas sardinhas, o que representa quase nada quando comparado com a quantidade de presas que os muitos tubarões que visitam o local necessitam para se alimentarem).

Algumas associações ambientalistas questionam se é correcto mudarmos o comportamento destes animais, associando a presença de mergulhadores a comida, tornando-os assim mais sedentários a uma área restrita e “preguiçosos” na procura de presas. Para além de que tenho muitas dúvidas que boa parte da dieta destas animais seja conseguida através destes operadores, faço notar que o que provavelmente estamos a alterar é o comportamento de uma pequena parcela da população das espécies de tubarões envolvidas. E pergunto-me se o balanço não resulta positivo para a conservação da natureza e destas espécies em particular. É que a valorização económica do património natural e a promoção da ideia de que os tubarões não são devoradores de homens não são, de todo, factores negligenciáveis.

Gonçalo Rosa

sábado, janeiro 09, 2010

O arrefecimento do Reino Unido



Esta espectacular fotografia foi tirada no dia 7 de Janeiro de 2010 por um satélite da NASA. É um presente de ano novo que regalo aos negacionistas. Imagem retirada de aqui.

O texto abaixo, também do dia 7 de Janeiro, é retirado da revista Brasileira ADEGA que, como o nome indica, trata de vinhos. É o meu presente aos alarmistas.

"Apesar do verão atípico do ano passado, os vinicultores classificaram a safra de 2009 como "uma das melhores da história.

O mês de julho na Inglaterra foi marcado pelo clima úmido, principalmente no sudoeste do país, o que poderia ter afetado a safra, se não fosse o calor percebido no outono.

Pelo visto, essa confusão de climas e temperaturas apenas tornou a uva ainda mais gostosa. A associação dos Produtores de Vinho da Inglaterra reportou que foram colhidas frutas excepcionais em todo o país, com as variedades Chardonnay e as Pinots possuindo nível alcoólico possivelmente entre 11% e 13%". Ver notícia completa aqui

A vantagem de confundir meteorologia com clima é a possibilidade que nos oferece de agradar a todos.

terça-feira, dezembro 29, 2009

O elogio da ignorância (II)


Publicado na revista FreeSurf

Tem havido por aí um sururu porque alguém roubou uns mails privados a uns investigadores, publicou-os, retirou umas frases do seu contexto e com isso acusou os investigadores (e por arrasto todos os outros investigadores que não tinham nada com o assunto mas têm as mesmas ideias) de andarem a fabricar dados e teorias sobre as alterações climáticas na terra.
Fui acompanhando mais ou menos a discussão, apesar daquilo ter muita física, muita matemática, muita estatística para a minha pobre ignorância.
Mas o que mais me espantou foi a quantidade de gente, que sabendo tão pouco como eu, tinha opiniões absolutamente seguras sobre um assunto que é mais que muito complicado. Por isso fui tentar perceber e descobri a técnica: só lêem as opiniões que estão alinhadas com o que pensam e se por acaso tropeçam em alguma informação que os contrarie, ignoram-na dizendo que foi manipulada.
Confesso que fiquei fascinado com a inteligência desta opção: não só não temos de nos preocupar com a realidade para pensarmos de determinada maneira, como estamos sempre cheios de razão porque se não estivermos é porque os outros estão comprados e nos querem manipular.
É uma maneira desarmantemente simples de lidar com problemas complexos.
Fez-me lembrar uma conversa que há tempos tive com um surfista da Costa a quem perguntei se as ondas tinham melhorado ou piorado com os enchimentos da praia.
A diatribe que eu ouvi contra tudo e todos que tinham alguma coisa, por vaga que fosse, com os ditos enchimentos de praia. Quem pôs aqui a areia devia ser enforcado, pelo menos, garantia o rapaz. A questão é que a areia tem a estúpida mania de se mexer e demora algum tempo até atingir um equilíbrio dinâmico e naquela altura os fundos estavam maus, pelo que percebi da conversa, ou melhor dizendo, da irritação, que da conversa não percebo nada com agueiros, ondas tortas e outras coisas que tenho dificuldade em perceber bem o que são (para mim todas as ondas se entortam).
Mas ao contrário dos outros das alterações climáticas, que não querem ouvir nada com o qual não estejam de acordo, o rapaz ficou interessado quando lhe disse que talvez não fosse bem assim.
Apontei-lhe para a Serra de Sintra e expliquei-lhe que ali estava um esporão natural que impedia a foz do Tejo de se deslocar para Norte. Depois voltei-me para o outro lado e lembrei-lhe que o cabo Espichel era outro esporão natural. E que entre os dois estavam então extensas zonas de areias.
Em tempos estes areais eram alimentados pelo que o Tejo trazia. Mas com a quantidade de barragens que entretanto se tinham feito no rio, e com o aumento de cobertura do solo da bacia do Tejo, a quantidade de areias que o Tejo trazia tinham diminuído drasticamente.
E aqueles areais, que viviam de um sistema dinâmico de perdas e ganhos de areia, passaram a ter permanentemente um défice de sedimentos que as faria inevitavelmente recuar.
Como o défice é permanente, o mais natural é que as defesas costeiras, a mais ou a menos longo prazo, sejam também engolidas pelo mar, por mais fortes que se tentem construir.
Por isso a solução, também temporária, mas que alguns acreditam ser a melhor e mais barata, é ir buscar areia ao canal de navegação do Tejo, numa zona em que as areias já estão fora deste vai e vem que todos conhecemos, e despejá-la o mais a Norte possível, esperando que assim se resolva não só o problema destas praias como se evitem os problemas futuros das praias a Sul.
Confesso que achei que a reacção do surfista tinha sido tão serena que olhei com mais atenção.
Tinha adormecido com tanta explicação.
Talvez na práctica ficasse tão ignorante como estava antes, mas ao menos, ao contrário do pessoal da negação das alterações climáticas não é uma atitude orgulhosamente voluntária, é apenas um agudo sentido das prioridades dos momento.
E não havendo boas ondas, é razoável que a prioridade seja dormir.
henrique pereira dos santos

terça-feira, novembro 17, 2009

Animais proibidos

Da lista de discussão Ambio reproduzo, com autorização de Sérgio Henriques, uma mensagem interessante:

"Saíu a 12 de Outubro a portaria n.º 1226/2009, onde no seu artigo 5.º se pode ler que "Os detentores de espécimes das espécies listadas no anexo II da presente portaria, que dela faz parte integrante, têm de ser maiores de idade e registar os espécimes detidos no ICNB, I.P."
O referido anexo contém espécies como
4 — Arachnida (classe dos aracnídeos):
4.1 — Araneae (ordem das aranhas) — todas as espécies;
4.2 — Scorpiones (ordem dos escorpiões) — todas as espécies não listadas no anexo I.
5 — Chilopoda (classe das centopeias) — todas as espécies não listadas no anexo I.
sendo que o anexo 1 refere:
4.1 — Scorpiones (ordem dos escorpiões) — todas as espécies das famílias Buthidae e Buthridae;
4.2 — Chilopoda (classe das centopeias) — todas as espécies da ordem Scolopendromorpha.
Não dando muita ênfase ao facto dos escorpiões da familia Buthridae não existirem e que é possívelmente um gafe com a família Buthidae, já referida no mesmo anexo. Solicito a todos o receptores desta mensagem que regularizem a sua situação legal até ao dia 12 de Dezembro como mencionado na mesma portaria), uma vez que certamente serão detentores de exemplares das espécies referidas (muitos de vós possivelmente possuem sotãos, caves, garagens ou jardins, e mesmo no interior das vossas casas certamente já terão visto aranhas).
Pelo que de acordo com a referida portaria, o que deverão fazer é registar os animais destes grupos que possuam em vossas casas, e caso não os consigam determinar o que lhes sugiro é que enviem fotos dos mesmo para o ICNB, para que este proceda a essa identificação e ao seu respectivo registo.
O texto a enviar poderá ser algo do tipo:
Eu........., portador do B.I. nº.........., venho ao abrigo da Portaria n.º 1226/2009, requerer o registo de espécimes do grupo ..............., como exigido de acordo com o anexo 5.º da mesma portaria.
Enviando em anexo fotos dos referidos exemplares, para que se possa proceder à sua identificação e registo.
Cumprimentos
..........; ......., ../../..
Refira-se que o referido registo tem uma taxa de inscrição inicial de 125,00 €, podendo o valor ser acrescido de um pagamento anual de 50,00 €, conforme a parte V da tabela de Taxas anexas à Portaria nº1245/2009, de 13 de Outubro.
Melhores cumprimentos
Sérgio Henriques
Almargem

henrique pereira dos santos

quinta-feira, outubro 15, 2009

Don Abel não gosta de lixo!


Curral Velho, Boavista, Cabo Verde (Dezembro de 2007)
clique na imagem para ampliar

Irresistível... e com cheirinho a nacionalismo pós-independência :)))

domingo, setembro 27, 2009

ideia radical


Bartoon (integralmente roubado do Público de hoje)...

... radicalismo esse que aconselho vivamente!

Gonçalo Rosa

segunda-feira, agosto 03, 2009

Fundo para a Conservação da Natureza



Foi hoje publicado o diploma que institui o Fundo para a Conservação da Natureza.
Vejamos a origem dos recursos:

  • As dotações do orçamento do Estado (sobre isto estamos conversados, dado o nível de afectação de recursos que já hoje, e desde há muito, a Assembleia da República atribui à conservação);
  • As taxas, contribuições, impostos e percentagens de coimas que lhe venham a ser atribuídas (que eu saiba, até hoje, nenhumas);
  • Rendimentos financeiros, doações e coisas que tal (um mão cheia de vento);
  • Os recursos resultantes de comprar ao Estado a isenção de responsabilidades pela execução de medidas compensatórias que o próprio Estado define em situações excepcionais (uma situação pantanosa geradora de corrupção institucional).

Vejamos agora para que serve este Fundo:

  • Apoiar projecto de conservação na Rede Fundamental de Conservação;
  • Promover projectos que contribuam para alargar a Rede Fundamental de Conservação;
  • Incentivar projectos de conservação de espécies ameaçadas (estes três pontos são generalidades que estariam sempre entre as atribuições de qualquer fundo deste tipo mas que, ao não deixarem de fora os projectos do próprio Estado, se transformam numa sobreposição das funções do ICNB);
  • Apoiar a aquisição de terrenos para a conservação, mas apenas por entidades públicas (curiosa esta estranha preocupação de explicitamente blindar o fundo em relação à sua utilização por terceiros que não o Estado);
  • Participar em fundos e sistemas de créditos de biodiversidade (futurismo);
  • Educação, sensibilização, investigação, comunicação, visitação;
  • Apoio ao empreendedorismo nas áreas classificadas (extraordinária esta visão do fundo para a conservação da natureza: não são os fundos de apoio à economia que devem incorporar os critérios de apoio ao empreendedorismo nas áreas classificadas, é o fundo da conservação, financiado com as coimas, as medidas compensatórias e etc., que deve apoiar a economia das áreas classificadas. Notável como se chega a este ponto de inversão conceptual na gestão da biodiversidade).

Com uma gama de aplicação tão horizontal e tão sobreposta ao que é suposto o Estado fazer através do ICNB e com o dinheiro dos nossos impostos, pareceria sensato que a gestão deste fundo tivesse um sólido processo de decisão autónomo face ao ICNB.
Mas isso seria se o Fundo fosse para levar a sério.
O Presidente do ICNB é o gestor do Fundo por inerência, há um gestor operacional na dependência do Presidente do ICNB e não existe um único mecanismo de transparência na gestão do Fundo e muito menos de participação de outros interessados na gestão da biodiversidade. Com excepção da risível disposição que permite à direcção do fundo fazer protocolos com outras entidades... públicas, claro.
Bom, para o Fundo funcionar, para além de dinheiro, ainda vai ser criado um regulamento que definirá tipologias de apoios e beneficiários elegíveis (pensei que qualquer pessoa ou entidade com bom projectos poderia ser apoiada pelo Fundo, mas pelos vistos a ideia é mesmo que o dinheiro tenha um circuito especial e alterável a qualquer momento) e coisas que tal.
Mas o fundo tem disposições divertidas face a esta arquitectura do diploma, como é a de que o incumprimento na execução dos projectos determina a devolução do dinheiro.
Já estou mesmo a imaginar o Gestor do Fundo (que por inerência é o Presidente do ICNB) a pedir ao Presidente do ICNB (que por inerência é o Gestor do Fundo) a devolução do dinheiro do Fundo que o aplicará de novo, provavelmente, nas entidades públicas que fazem a gestão das áreas classificadas (que agora não me estou bem a lembrar quem seja).
henrique pereira dos santos

terça-feira, julho 21, 2009

mais barato de bicicleta :)))

foto sacada daqui

A notícia é verdadeiramente deliciosa. Um bordel de Berlim está a oferecer um desconto de 5 euros a quem provar utilizar a bicicleta como meio de transporte!

Segundo o seu dono, «é bom para os negócios, é bom para o meio ambiente e é bom para as meninas». O que eu não duvido. O propritário confirma ainda que a promoção tem ajudado a aliviar o trânsito e o estacionamento em redor do bordel Maison d'Envie, assim como tem ajudado a empresa a conquistar novos clientes. «Nós temos cerca de três a cinco novos clientes que chegam diariamente para aproveitar o desconto».

Cá está uma simpática ideia para alargar a outros negócios :)))

Gonçalo Rosa

quinta-feira, junho 25, 2009

conversa da treta



Do "filme da treta", um naco de treta :) que vale a pena revisitar.

Gonçalo Rosa

sábado, janeiro 24, 2009

A negação da realidade








Ao ver este cartoon, literalmente roubado daqui, lembrei-me de diversos comentários a um par de posts recentes, aqui publicados, sobre o aquecimento global...

terça-feira, janeiro 20, 2009

No meu quintal !



Porque a rir também se dizem e ouvem verdades... um bom exercício também para todos aqueles que se preocupam mais com o seu "quintal" do que com o seu país. E para os outros, também!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Lino & Pino

Neste blog foram várias vezes feitas as críticas a Mário Lino (ministro de má memória). Mas nunca as críticas foram tão agudas e bem dispostas como esta fantástica sátira a Lino & Pino.