segunda-feira, julho 30, 2012

Já me falta a paciência para a conversa da redução das ignições

O gráfico não é brilhante, mas quem quiser pode ver o original nos relatórios da AFN (ou clicar no gráfico que já fica bastante visível).
O que me interessa é contestar veementemente a ideia de que a redução de ignições é uma questão importante na gestão do fogo em Portugal.
O gráfico tem o número de ocorrência no eixo dos XX e a área ardida no eixo dos YY. Cada ponto represente a combinação das duas variáveis para cada ano.
Em torno das vinte mil ignições temos quatro anos (2004, 2006, 2007 e 2010) mas as áreas ardidas variam entre cerca de 33 mil hectares (2007) e mais de 130 mil, uma variação  do simples para mais do triplo.
Em torno das 26 mil ignições temos cinco anos (2001, 2002, 2003, 2009 e 2011) com variações da área ardida entre os 73 mil hectares de 2011 e os 420 mil de 2003.
Alguém me explica como com evidências destas nos relatórios oficiais ainda se ouve permanentemente a conversa de que para gerir racionalmente o fogo em Portugal é fundamental diminuir as ignições?
henrique pereira dos santos

quarta-feira, julho 25, 2012

A capa de gelo e neve da Gronelândia derreteu?

 

Ouço esta manhã na TSF que a capa de gelo e neve da Gronelândia derreteu. Leio no Público uma notícia que diz: "A capa de gelo e neve que cobre a Gronelândia derreteu este mês, naquele que é um fenómeno já considerado como extraordinário. A área sem gelo saltou de 40% para 97% em apenas quatro dias.". Lá mais para a frente a notícia já refere que se trata apenas da superfície dessa capa (que tem mais de 2 km de espessura)... Mas penso que para muitos que ouviram na rádio ou leram pela rama, ficaram com uma ideia completamente errada. Era bom haver mais rigor na comunicação de ciência.

Henrique Miguel Pereira