quarta-feira, junho 30, 2010

A Hard Rains A Gonna Fall

Quando o banco do regime (o BES) vota contra o governo numa assembleia geral de outra empresa do regime (a PT) o melhor é prepararmo-nos.
A coisa parece estar mesmo complicada.
E não se pense que esta não é uma questão ambiental.

numa interessante versão de pete seeger, numa altura em bob dylan era apenas um young fellow.
henrique pereira dos santos

8 comentários:

  1. Claro que isto tem que ver com uma economia sustentável.
    E com o problema central da política, e da política de ambiente que é a regulamentação...
    do meu blog:
    (...)


    O nacionalismo bacoco arrasa a economia, podia ser o título de um livro de aventuras mas é infelizmente a nossa realidade, em que até vemos ditos internacionalistas "proletários", hoje principal sustentáculo de nacionalistas empedernidos a apoiarem o “nonsense” que é a utilização da “golden share” para adiar uma normal operação do mercado de capitais.
    Sabemos que os mercados não tem pátria e a PT não é um activo com a mínima importância para a continuidade cultural, política ou económica de Portugal, sendo que economicamenete já não existimos, com ou sem PT.
    É para mim absurdo os enfatuamentos, normalmente vindos da esquerda estalinista ou estatizante, mas que também passa pelos tais falsos internacionalistas, em apoio a uma, mais uma, opção desgraçada de José Socrates (mas agora apoiam todos o mesmo candidato!).
    O mercado das telecomunicações é cada vez mais global e o que é importante é que haja uma fiscalização e regulamentação adequada (e nada a ver com a treta da ANACOM, que está ao serviço dos interesses das empresas e despreza completamente os cidadãos).
    Devia ser aí que essa esquerda devia intervir e deixar as velharias económicas e ideias peregrinas do soviete supremo no baú, mas a mitologia chavinista e o estatismo na economia continuam a ter muitos adeptos...
    (...)
    AEloy

    ResponderEliminar
  2. Quer concretizar, Henrique? Pessoalmente acho muito pouco compreensível a existência de golden shares. O Estado devia, de uma vez por todas colocar-se à margem da grande maioria dos mercados (e deste, certamente), assumindo uma posição de regulador. Entende que o mercado é "bom" quando privatiza empresas e isso lhe permite encaixar capital, ao invés não hesita em "pôr a mão" e ser decisivo no futuro dessas empresas mesmo sendo sócio (muito) minoritário. Espero pois que o "neo-liberalismo da Europa", como lhe chamou Sócrates, para consumo interno, corrija a situação.

    Gonçalo Rosa

    ResponderEliminar
  3. Anónimo5/7/10

    "Entende que o mercado é "bom" quando privatiza empresas e isso lhe permite encaixar capital, ao invés não hesita em "pôr a mão" e ser decisivo no futuro dessas empresas mesmo sendo sócio (muito) minoritário."


    Pois Gonçalo, mas o «mercado» quando pagou muito menos pela PT por esta permanecer com uma Golden-Share também não se queixou.
    Se não gostavam tinham bom remédio: não compravam, que a golden share era conhecida de todos e não me parece que alguém tivesse sido a comprar acções da PT.

    Até quero ver se o a Comissão Europeia vai ressarcir o Estado Português pelo dinheiro que este não arrecadou por ter feito a privatização nestes moldes em vez de deixar tudo à magna vontade dos racionais «mercados».

    ResponderEliminar
  4. "e não me parece que alguém tivesse sido a comprar acções da PT."

    tivesse sido obrigado, queria eu dizer

    JMN (também não tinha assinado)

    ResponderEliminar
  5. Caro JMN,

    Entenda que não estou a fazer o choradinho de alguns accionistas. O que contesto é esta vontade do Estado em realizar capital (privatizando uma empresa) sem querer deixar de poder meter a mão quando e caso o entenda. E pergunto-me ainda se estará verdadeiramente em causa o interesse nacional.

    Gonçalo Rosa

    ResponderEliminar
  6. "O que contesto é esta vontade do Estado em realizar capital (privatizando uma empresa) sem querer deixar de poder meter a mão quando e caso o entenda."


    Isso eu também!
    Por mim, se é para privatizar então que realizam todas as mais-valias que conseguirem.

    Entenderam que queriam continuar a ter uma palavra a dizer, criaram a golden-sharen. Com isso em conta o valor da companhia é muito mais baixo e os accionistas pagaram o correspondente.
    Agora não se podem é queixar que o Estado use a golden-share quando e bem lhe apetecer, esteja ou não o interesse nacional em causa (não consta que existam limitações desse tipo para o uso da golden-share)

    Quem não estiver bem, existem muitas empresas na Euronext Lisboa sem golden-share onde podem especular, desculpem, investir.

    ResponderEliminar
  7. O post é sobre uma coisa simples: o BES, entre a relação priveligiada com o poder incumbente e a sua própria recapitalização, preferiu esta última. O que isso signifca é que a situação está mesmo preta no sector bancário.
    Caro JMN,
    A questão não está em saber se os privados têm ou não razão de queixa do governo. A questão está em saber se o governo agiu bem ou mal. Do meu ponto de vista agiu estupidamente. Mas isso sou eu que acho mais estratégico um sector financeiro capitalizado e menos devedor que o crescimento de uma pequena empresa de telecomunicações como a PT.
    henrique pereira dos santos

    ResponderEliminar
  8. "O que isso signifca é que a situação está mesmo preta no sector bancário."

    Pelo que eu tenho visto nas empresas (e nos créditos que estas não conseguem junto da banca nacional) a situação está má na banca em geral, mas está particularmente preta precisamente no BES (não conheço nenhuma empresa - obviamente que conheço muito poucas face às que existem - que nas últimas semanas tenha conseguido crédito junto deles).



    "A questão está em saber se o governo agiu bem ou mal."

    Eu não estava a comentar isso. Eu estava a comentar a legitimidade do uso ou não da golden share. E como a golden share está lá desde início o seu uso, a meu ver, é completamente legítimo. Vou-me repetir, mas aqui vai: quem não gosta, não compra.
    Se a decisão de a usar é boa ou má são outros 500.

    ResponderEliminar

Comentários anónimos são permitidos sempre e quando os seus autores se abstiverem de usar este espaço para desenvolver argumentos de tipo "ad hominem". Comentários que não respeitem este princípio serão apagados ou, no caso do sistema de moderação de comentários estar em funcionamento, não publicados.

Os autores do blogue reservam-se ainda o direito de condicionar a publicação de comentários depropositados, insultuosos, ou provocadores mesmo quando assinados.