Acho excelente a iniciativa que propõe na reportagem de orientar as compras públicas de abastecimento de cantinas de organismos estatais com produtos de origem nacional (regional?) sob critérios ambientais e/ou sociais, para além dos nutricionais.
Quais seriam alguns destes critérios prioritários a adoptar na proposta de um mecanismo de selecção de produtos para a entidade contratadora?
Sendo que seria uma iniciativa com a capacidade de forjar uma relativamente pouco comum cooperação entre ambientalistas e o mundo agrícola, que forma deveria assumir? Uma carta de recomendações, uma petição ou outro meio?
De origem nacional não seria possível, até por ser ilegal, mas cumprindo pressupostos de sustentabilidade e de produção de biodiversidade que podem ser definidos. Um desses critérios pode ser o da distância entre o ponto de produção e o do consumo, mas não me parece o principal. A questão é aceitar remunerar serviços prestados. A forma como se organiza pode ser facilmente discutida. Eu penso que seria fácil haver alguma convergência entre agricultores e ambientalistas nessa matéria, mas chamo a atenção para as declarações de João Machado, da CAP, sempre orientadas para a maior produção e para os apoios aos produtores (como a argumentação sobre o preço político da água com a ideia inconsistente de que o regadio de Alqueva só representa 5% do solo agrícola do alentejo e não se pode desperdiçar o que está feito, escapando à pergunta essencial: se para aproveitar o regadio de Alqueva é preciso o contribuinte pagar a água, qual é a vantagem de transformar sequeiro rentável em regadio ruinoso? Como avançar? Bom, é preciso ir criando massa crítica na discussão sobre as opções alimentares e a gestão do mundo rural. Podemos começar por um "congresso" qualquer coisa que vá juntando as pessoas que acham que vale a pena pensar dois segundos no mundo rural. henrique pereira dos santos
Caro HPS, Embora o meu comentário passe ao lado do seu texto, dada a actualidade do assunto julgo que não se aborrecerá com isso. A observação é esta: a quebra nas vendas dos combustíveis - face a período homólogo em 2010 - é superior a 14%. Por este andar o (des)Governo de Portugal nem precisará de implementar medidas de contenção nos consumos - basta continuar a governar como tem (des)governado, que a poupança energética é garantida... Cordialmente, AM
"basta continuar a governar como tem (des)governado"
Realmente há pessoas que têm o Sócrates em muito grande estima. Este caríssimo até acha que foi ele que provocou as revoluções no Norte de África e no Médio Oriente que levaram ao aumento do barril do petróleo e diminuição do consumo em Portugal. O homem deve estar a um passo de entrar para o Panteão dos Deuses.
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Caro HPS,
ResponderEliminarAcho excelente a iniciativa que propõe na reportagem de orientar as compras públicas de abastecimento de cantinas de organismos estatais com produtos de origem nacional (regional?) sob critérios ambientais e/ou sociais, para além dos nutricionais.
Quais seriam alguns destes critérios prioritários a adoptar na proposta de um mecanismo de selecção de produtos para a entidade contratadora?
Sendo que seria uma iniciativa com a capacidade de forjar uma relativamente pouco comum cooperação entre ambientalistas e o mundo agrícola, que forma deveria assumir? Uma carta de recomendações, uma petição ou outro meio?
Agradeço a atenção
Nuno Oliveira
De origem nacional não seria possível, até por ser ilegal, mas cumprindo pressupostos de sustentabilidade e de produção de biodiversidade que podem ser definidos.
ResponderEliminarUm desses critérios pode ser o da distância entre o ponto de produção e o do consumo, mas não me parece o principal.
A questão é aceitar remunerar serviços prestados. A forma como se organiza pode ser facilmente discutida.
Eu penso que seria fácil haver alguma convergência entre agricultores e ambientalistas nessa matéria, mas chamo a atenção para as declarações de João Machado, da CAP, sempre orientadas para a maior produção e para os apoios aos produtores (como a argumentação sobre o preço político da água com a ideia inconsistente de que o regadio de Alqueva só representa 5% do solo agrícola do alentejo e não se pode desperdiçar o que está feito, escapando à pergunta essencial: se para aproveitar o regadio de Alqueva é preciso o contribuinte pagar a água, qual é a vantagem de transformar sequeiro rentável em regadio ruinoso?
Como avançar? Bom, é preciso ir criando massa crítica na discussão sobre as opções alimentares e a gestão do mundo rural.
Podemos começar por um "congresso" qualquer coisa que vá juntando as pessoas que acham que vale a pena pensar dois segundos no mundo rural.
henrique pereira dos santos
Caro HPS,
ResponderEliminarEmbora o meu comentário passe ao lado do seu texto, dada a actualidade do assunto julgo que não se aborrecerá com isso. A observação é esta: a quebra nas vendas dos combustíveis - face a período homólogo em 2010 - é superior a 14%. Por este andar o (des)Governo de Portugal nem precisará de implementar medidas de contenção nos consumos - basta continuar a governar como tem (des)governado, que a poupança energética é garantida...
Cordialmente,
AM
... e já agora uma canção de intervenção:
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=hWm49I-P4TU
"basta continuar a governar como tem (des)governado"
ResponderEliminarRealmente há pessoas que têm o Sócrates em muito grande estima. Este caríssimo até acha que foi ele que provocou as revoluções no Norte de África e no Médio Oriente que levaram ao aumento do barril do petróleo e diminuição do consumo em Portugal.
O homem deve estar a um passo de entrar para o Panteão dos Deuses.