quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Quem quer casar com a carochinha?


Ora lá vem outra vez o anúncio "procura-se noivo" da energia nuclear. O padrinho que se procura é sem dúvida o Governo, mas o noivo que se pretende é mesmo o contribuinte.

E a conversa não muda: o problema são as renováveis, em especial a eólica, que estão a atirar com os preços da energia para o Céu e isso está a liquidar a nossa economia (e eu a concordar, claro, porque basta olhar para os países de energia mais barata, como a Líbia e afins, e para os de energia mais cara, como a Alemanha e afins, para perceber uma relação imediata entre preço da energia e desenvolvimento do país).

Como toda a boa mentira, o anúncio de casamento tem umas verdades à mistura, como seja o potencial da eficiência energética para a melhoria do desempenho do país, matéria a que o Governo anterior ligou raspas.

Depois tem coisas engraçadas, que é identificar o absurdo do apoio à co-geração não renovável e responsabilizar as renováveis intermitentes (leia-se eólicas, porque a hídrica não consideram intermitente, mesmo sabendo que com esta seca passa mesmo a intermitente, quer queiram, quer não queiram) pelos custos desse apoio pouco sensato e pouco inteligente dado à co-geração para a produção de electricidade para venda.

Mas tudo isto serve apenas para disfarçar o óbvio: a defesa da enrgia nuclear. Se é isso que querem, sejam homenzinhos, defendam-no sem problemas e sem truques contabilísticos, como sejam os de pretender que os custos de interesse geral vêm todos do problema da intermitência das eólicas e outros disparates do género.

henrique pereira dos santos



4 comentários:

  1. Olhei por alto para o manifesto lincado e vi um texto muito extenso (talvez uns 30 parágrafos), do qual apenas 3 parágrafos são dedicados à energia nuclear.

    Também entre os signatários vi uma grande variedade de pessoas e custa-me acreditar que todas elas sejam partidárias firmes da energia nuclear.

    Eu diria que é um minfesto com uma variedade de pontos de vista interessantes, mas de forma nenhuma uma coisa que tenha por objetivo único, ou sequer principal, a opção pelo nuclear.

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  2. Ler:
    http://signos.blogspot.com/search/label/nuclear
    para os que tem dúvidas.
    António Eloy

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  3. Anónimo5/2/12

    Apenas discordo do preço do gás: julgo serem preços de alta pressão. Na média pressão, tipica para motores de cogeração de pequena dimensão, esse custo deve andar a cerca de 90€/mw ou mesmo um pouco mais (incluido "redes").
    Amaro.

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  4. Anónimo7/2/12

    Posso saber de onde veio o gráfico do início do post?

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