O movimento ambientalista nasce da necessidade que grupos de cidadãos sentiram de defender bens difusos, como a qualidade da água ou da alimentação (como explicava uma activista da associação "mothers and others" a organização tinha nascido da tomada de consciência do grau de contaminação das maçãs nos Estados Unidos, o que tinha deixado as mães de repente sem saber o que mandar para os filhos comerem na escola).
Desde o início a crítica a pessoas, organizações, acções, práticas e etc., está no código genético do movimento ambientalista que nasce para defender pessoas e bens face a ameaças externas muitas vezes bem poderosas.
Com o crescimento do próprio movimento ambientalista, feito por pessoas e portanto sujeito às vicissitudes decorrentes da natureza humana, a crítica interna vai nascendo, dando muitas vezes origem a cisões e cortes amargos entre antigos companheiros com objectivos comuns.
Com os ataques vindos dos tais poderes que materializam as ameaças externas pode o movimento ambientalista muito bem. Com as cisões convive o movimento ambientalista resignadamente.
Mas aparentemente há mais dificuldade em integrar a crítica desalinhada e vinda do próprio campo ambientalista.
Talvez seja tempo de pararmos, os críticos e os do mainstream, para pensar por que razão rapidamente os críticos radicalizam a crítica e rapidamente o mainstream desvaloriza a crítica.
henrique pereira dos santos
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