Saiu esta semana o Índice de Desempenho Ambiental das Universidades de Yale e Columbia (The 2010 Environmental Performance Index - EPI). Este Índice analisa dez categorias de políticas ambientais em 163 países com base em 25 indicadores (ver http://epi.yale.edu/). Portugal, embora recuando face à posição do ano passado situa-se, no segundo grupo de desempenho ambiental numa relativamente confortável 19ª posição, em linha com a maioria dos países Europeus.
(http://epi.yale.edu/file_columns/0000/0045/alphacountryprofiles_epi2010_complete.pdf)
Os dados mostram aquilo que em princípio já sabíamos. Nas políticas relacionadas com a água, o saneamento básico e actividades associadas está praticamente tudo feito (falta repensar a eficiência do modelo institucional de gestão, mas isso a este nível são detalhes), assim como nas políticas de protecção da Biodiversidade e redução de impactos sobre os Ecossistemas estamos ao nível do pior que é conseguido pelos nossos parceiros da União (e mesmo atrás de muitos países em desenvolvimento…).
Daqui, torna-se óbvio (se é que já não o era) que pensar numa política de Ambiente em Portugal obriga a equacionar prioritariamente o que fazer para garantir o reforço da Vitalidade dos Ecossistemas no território nacional. Bom desafio para o Ano Internacional da Biodiversidade que agora começa.
João Menezes
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