Entramos hoje na fase mais intensa da iniciativa Pé n'a Terra, uma iniciativa para celebrar o dia da terra (22 de Abril) passeando e registando biodiversidade.
No calendário das actividades estão agora quase sessenta actividades à disposição de qualquer pessoa, incluindo actividades em Lisboa e Porto.
Sim, a chuva pode ter levado algumas pessoas a achar que as condições não são óptimas, mas a biodiversidade é assim, diversa, e por isso há mesmo grupos que beneficiam com estas condições (que o diga o projecto charcos com vida que organiza a partir de hoje quase uma dezena de visitas em diferentes localizações até Domingo. Podem mesmo aproveitar para ir renovado Jardim Botânico do Porto, o jardim da casa de infância de Sofia de Mello Breyner, hoje às 15).
Para o primeiro ano da iniciativa é muito animador. O tráfego no site está a aumentar e estamos quase nas 40 mil observações, o que torna credível o meio milhão de observações nos primeiros dez anos. Suspeito que com tudo o que é preciso ainda melhorar (a lógica de acesso é a do observador e do registo, e é ainda muito pouco intuitivo o acesso na óptica do utilizador dos dados, por exemplo) é bem possível que estejamos a caminhar no sentido de ter informação de biodiversidade com verdadeiro interesse, com verdadeira amplitude de grupos e verdadeiramente acessível no prazo de alguns, poucos, anos.
Não serve, nem nunca servirá, para a produção de informação que exija métodos de observação e protocolos de registo mais sofisticados, mas serve muito bem como informação complementar para muitos e muitos fins, desde os mais científicos aos mais turísticos.
Acho que vou propor que se avalie a possibilidade de repetir a iniciativa num espaço de tempo mais curto do que pensava e concretizar uma ideia antiga: casar finalmente a tradição sulista e muito popular da quinta feira da espiga com as modernas ideias da conservação da natureza democrática.
henrique pereira dos santos
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