
As coisas que se encontram no Facebook.
Uma nota remetendo uma notícia de Jornal et voilá.
Não contentes com o desastre da biomassa para gestão do fogo, agora são os biocombustíveis.
17 entidades de I&D, dois países europeus e três grupos empresariais (Galp, Sonae e Siemens).
Quem põe meio milhão de euros? O Fundo Florestal Permanente.
A partir de giesta já foram feitos biocombustíveis, lê-se aqui, mas ao que parece este meio milhão do fundo florestal é uma gota, o que se pretende é um investimento de 118 milhões de euros (espero que seja erro do jornalista).
O busílis está aqui: “Quando o conceito tecnológico estiver provado e a logística operacionalizada, o BioRefina-Ter tem a pretensão de alavancar a indústria nacional de bioenergia, replicando o modelo em todo o país, por via de uma biorrefinaria que poderá gerar entre 250 a 300 milhões de litros de bio-combustíveis".
E a logística operacionalizada? O que quer isto dizer? Que vão andar a passar carradas de mato de um lado para o outro? Alguém fez as contas?
Lá aproveitar resíduos das fábricas (o que pode interessar à SONAE, às celuloses e ao sector do mobiliário) sim senhora, até pode ser que funcione e se assim for, óptimo.
Agora carregar mato de todo o país para uma refinaria e esperar que a operação compense?
Acho que amanhã vou ao Fundo Florestal oferecer-me para por metade do dinheiro que já enterraram nisto, e sem mais investimento, limpar dez vezes mais mato em cinco anos do que alguma vez esta refinaria limpará.
Usando uma tecnologia inversa e já testada: levando as máquinas de aproveitamento do mato para onde ele está em vez de estar à espera que ele vá ter com as máquinas.
E ainda ofereço uns cabritos ao pessoal todo do Fundo Florestal Permanente pela Páscoa até ao fim dos tempos, todos os anos, religiosamente.
henrique pereira dos santos
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