quinta-feira, agosto 12, 2010

A escola móvel e o mundo rural

Tenho escrito abundantemente sobre o fecho das escolas primárias e a viabilidade do mundo rural.
Reconhecendo sempre que não é a escola que mantém as pessoas mas sim o emprego, tenho repetidamente dito que sem escolas primárias que permitam uma vida de qualidade para os miúdos dificilmente alguém se dispõe a criar o seu próprio emprego em zonas mais ou menos isoladas.
Sobre isso pode ler-se por exemplo este post (e respectivas ligações) ou este (acho que um dos melhores posts que escrevi, sobretudo se lido com este que escrevi depois).
Conheci a escola móvel, agora extinta, quando procurava dar consistência ao programa Escola na Natureza (RIP) e tive pelo menos uma reunião com pessoas responsáveis pela escola móvel. Desde o primeiro momento fiquei rendido à ideia de uma escola para os filhos dos profissionais itinerantes, que tinham aulas e etc., através de meios electrónicos e períodos definidos em que os alunos se juntavam nas escolas.
Tenho pena que tenha acabado. Porque é cara, dizem.
E uma das razões por que tenho pena é porque sempre achei que era um dos modelos possíveis de escolarização das crianças dos territórios de povoamento esparso, em alternativa à loucura normal que se instalou com a criação de mega agrupamentos para onde as crianças são arrebanhadas às primeiras horas da manhã e de onde são retiradas ao fim do dia, como se faz às vacas nos pastos.
henrique pereira dos santos

Sem comentários:

Enviar um comentário

Comentários anónimos são permitidos sempre e quando os seus autores se abstiverem de usar este espaço para desenvolver argumentos de tipo "ad hominem". Comentários que não respeitem este princípio serão apagados ou, no caso do sistema de moderação de comentários estar em funcionamento, não publicados.

Os autores do blogue reservam-se ainda o direito de condicionar a publicação de comentários depropositados, insultuosos, ou provocadores mesmo quando assinados.