quinta-feira, maio 25, 2006

Quercus contra as touradas


A Quercus apoiou uma manifestação contra as touradas, no Campo Pequeno, promovida por organizações defensoras dos direitos dos animais. Muitos ambientalistas, entre os quais alguns membros desta organização, consideram esta posição um anacronismo. Outros consideram-na uma posição louvável. Este é um tema que divide mais do que une os ambientalistas e o blogue da ambio oferece o espaço de comentários a esta mensagem para que cada um deixe a sua opinião sobre a matéria.

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PS (30 de Maio de 2006)
Seria bom que algumas pessoas entendessem que as associações devem tomar posições que reflictam, sempre que possível, o pensamento dos seus associados. E para que tal aconteça as associações devem concentrar-se no que é essencial e não no acessório.

E o que é essencial? Essencial, no quadro de uma associação, é o que une e motiva as pessoas a constituir-se como associação.

Neste contexto cumpre perguntar se a causa das touradas está relacionada com devir da associação Quercus e se é partilhada pela maioria dos associados?

Bastará conhecer um pouco da história desta associação para entender que não foi esta causa que esteve na origem da sua fundação. Também não foi o vegetarianismo, muito menos a ideologia que alguns teimam em colar a opções de dieta que são, ou deveriam ser, do foro pessoal.

Quem quer defender ideias pessoais em matéria de valores morais tem dois caminhos: fazê-lo sozinho ou fazê-lo no quadro de organizações que perfilham esses pontos de vista.

Tomar de assalto uma associação, com um capital de prestigio conquistado noutras batalhas, como é a Quercus, para agendas pessoais, terá inevitavelmente a oposição dos que se revêm numa linha mais próxima dos princípios fundadores da organização.

Fotografia de João Santiago

28 comentários:

Anónimo disse...

Caros/as senhores/as,

Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns a todas as pessoas e associações de defesa dos animais e de defesa do ambiente (que envolve tanto flora como fauna), que trabalham para ajudar a fazer a diferença e melhorar o mundo de forma positiva.

Em segundo lugar, vamos esclarecer de uma vez por todas que, qualquer organização que diga defender verdadeiramente o ambiente, naturalmente não se preocupa apenas com a questão da flora, mas também com os animais, pois ambos os reinos estão intrinsecamente interligados representando um ou mais ecossistemas, além de que os animais tal como nós ditos "animais racionais" (humanos), são seres sencientes tendo uma capacidade de sentir dor e emoções, que as plantas não possuem na mesma escala.

Seria simplesmente ridículo e uma completa hipocrisia, que uma dita organização de defesa do ambiente, apoiasse a tortura e morte de animais, seres sencientes que são. Como a própria definição da palavra Ambiente diz, representa: "Tudo aquilo que envolve os seres vivos e as coisas" (Flora, Fauna, Minerais). Assim, seria também lógico e positivo, que em listas de protecção do Ambiente, se discutisse soluções para proteger o ambiente no seu todo e não, obviamente, apoiar a exploração e tortura de animais (como a caça, touradas, entre outras actividades) que não faz qualquer sentido neste tipo de listas, além de não se criticar outros que *verdadeiramente* se preocupam e lutam pelo Ambiente em todos os seus aspectos, sem nenhuma forma de especismo.

Nesse sentido, os meus parabéns e apoio para a Quercus e toda e qualquer organização que tenha o objectivo de proteger o ambiente no seu geral (flora, fauna e o planeta em si).

Em relação à questão da "cultura e tradição" sobre as touradas ou qualquer outra actividade que seja negativa, exploradora e destrutiva. Se fossemos por essa lógica então haveria legitimidade para continuar com os jogos romanos no coliseu e no circo máximo de roma. Por essa lógica estaríamos ainda na idade média, em que a evolução de pensamento, mentalidades e atitudes não teriam evoluido. É simplesmente vergonhoso que se explore animais e os torture apenas para simples recriação, dentro de um dito "espectáculo" sangrento e violento. Se fossemos pela lógica que sem touradas o touro não existiria, poderia-se dizer o mesmo em relação a centenas de outros animais. E o touro não sofre? Então será que alguém que apoie as touradas gostaria de por uma noite estar no lugar do touro??? Se um touro sente uma mosca a poisar no seu dorso, como será sentir uma farpa tipo arpão com 20 cm?

Simplesmente não existe absolutamente nenhum argumento lógico e ético que justifique as touradas.

Vídeos que mostram o quão violenta é a tourada (aconteça esta onde acontecer): http://www.barcelonacontrabalana.com

Cumprimentos verdadeiramente ecologistas,
Paulo

"A liberdade de um ser termina onde começa a liberdade de outro ser".

Henrique Pereira dos Santos disse...

Meu caro senhor,
Não discuto a tourada em si (que há nos que não vejo), percebo o argumento de que o sofrimento de um animal não possa ser utilizado num espectáculo público, quando a sociedade assim o achar (o que está longe de acontecer), mas de maneira nenhuma aceito a forma leviana como se descartam os efeitos negativos na economia rural e, consequentemente, nos valores e conservação associados com o eventual fim abrupto das touradas. Talvez estudar mais com menos preconceito seja um conselho útil.
Quanto à posição da quercus o que eu gostaria de perceber é se é uma posição da quercus ou de alguns sócios e dirigentes da quercus mais voluntaristas.
henrique pereira dos santos

Anónimo disse...

O texto que o senhor Paulo apresenta é insulto há inteligência das pessoas e repete a mesma demagogia barata que tem sido usada pelos famigerados membros das seitas de defesa dos animais, na acepção patética do termo, que têm invadido Portugal, qual testemunhas de Jeová.

Pena que a Quercus tenha alinhado na histeria destes senhores. Dá-me ideia que a “seita” acabou por penetrar os seus tentáculos nesta organização, outrora foi respeitável.

Uma pena. Uma pena.

Anónimo disse...

O que se pode dizer é que só é verdadeiro ambientalista, aquele que se preocupa com o planeta no seu todo e não uma pequenissima parte.

Sobre a questão das touradas servir para alimentar a economia, também se pode afirmar que também guerras civis e internacionais, com a consequente destruição e morte de pessoas, servem para alimentar a economia de muito mais pessoas que as touradas, ou dando o exemplo do comércio de drogas, entre muitos outros exemplos.

Ainda assim, a questão é: Será MORAL e ÉTICAMENTE correcto continuar com esse tipo de trabalho?

Obviamente que não.

Alguém gostaria de estar no lugar do touro?

Obviamente que não.

...

aeloy disse...

Não penso polemizar sobre este tema, onde os argumentos anti-toiro são demagógicos,mentirosos, falsos e incapazes de abarcar a totalidade, chave do pensamento ecologico. Apanágio de toda a intolerância.
Etica e moral são criações sociais e não existem entre os toiros, mas entre os que os fazem e criam, com vidas de lorde, 70 vacas por ano e campo em fartura durante 4 ou 5 anos, e são criados para a lide e o prato (que também horroriza os animalistas).
Já escrevi muito sobre o tema, está publicado ou em www.signos.blogspot.com, e não recuso qualquer debate, mas com argumentos. Que não vejo aqui. Só emoção e desrazão.
Sem mais, identificando-me, como sempre.
António Eloy
Acho má esta ideia... mas ao menos na lista discutimos ambiente... e aqui no refugo dos posts podemos entreter a bengala, como diria o aficionado Francisco Sousa Tavares.

Anónimo disse...

Já é a 2ª vez que o argumento "em lugar do toiro é utilizado". Igualdade entre todos os seres sencientes no seu máximo explendor... E vós, já pensastes em ensinar o vosso cão a passear-vos pela trela?

Jaime pinto

Anónimo disse...

caro aeloy...

Em primeiro lugar não irei descer ao seu nível e discutir os seus insultos, e de outros.

Vamos à questão:

Por acaso alguém "perguntou" ao touro se ele queria ter esse tipo de vida e obviamente ser torturado e morto no final?

Acha verdadeiramente que o touro gosta de ser assim tratado, no que diz respeito a ser torturado e morto?

Se você acha que o touro é muito bem tratado, então não gostaria de estar no seu lugar?

Anónimo disse...

Perguntar ao touro? Mas alguem pergunta a' galinha?

E o tigre, pergunta ao antilope?

Nao se podem lembrar de melhores argumentos?

aeloy disse...
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aeloy disse...

Tenho que ir para a corrida pelo que só aqui volto para 3 coisas:
1- Não sou eu, certamente, o autor de insultos, aliás se alguém acha, que vá ver ao dicionário as palavras que desconhece, a bengala é uma conhecida figura retórica, caso também desconheça.
2- Não me escondo sob qualquer anonimato.
3- E não responde a delírios como o de post anterior., não sou toiro mas é uma felicidade vê-lo sair dos curros para a sua função estetica e sacrificial, em nome da humanidade, que o fez. Mas claro que isso são sentimentos que deus só permite aos humanos.

Henrique Pereira dos Santos disse...

O que eu disse tem pouco a ver com os benefícios para a economia criados pelas touradas, mas sim com os benefícios para a conservação da natureza da economia do toiro bravo. Comparar isto com as guerras ou tráfico de droga é uma tolice.
O fim das touradas tem efeitos negativos de conservação da natureza. Pode-se, por razões éticas e morais, defender que ainda assim deve acabar-se com as touradas, mas convém que as organizações de conservação da natureza expliquem as razões que as levam a ter objectivamente negativas para a conservação da natureza.
E para discutir isto não é preciso descer ao nível de indigência intelectual de grande parte da argumentação que estes comentários demonstram.
henrique pereira dos santos (é de facto lamentável, sendo um direito, que se façam comentários anónimos)
henrique pereira dos santos

al cardoso disse...

Quando vemos as pessoas a preocuparem-se mais com os toiros do que com os outras da mesma especie, algo vai realmente mal. Eu so posso concordar com aqueles que sendo contra as touradas, sao tambem contrarios a todo o uso de qualquer ser vivo para a sua alimentacao. Olhem que ate as alfaces da salada foram seres vivos, que foram cortados com uma faca para servirem a vossa mesa.
Vamos mas e defender formas de promocao humana, porque de uma forma ou outra os animais como o touro tem que ser mortos para nos alimentar-mos.

Um abraco serrano.

JVSerrano disse...

Pedro Bingre escreveu:

[Nunca assisti a uma tourada. Parece-me torpe qualquer tourada onde
um touro sedado e mocho é seviciado por uns valentões que nada têm a
perder. Porém, noutras touradas ultrapassa-me a coragem de um homem
que se dispõe enfrentar a pé, de estoque e bandarilhas, um touro em
pontas pesando dez vezes mais que ele. Nessas circunstâncias, reata-
se o cerimonial de vida e de morte que encontramos em toda a
Natureza, "red in tooth and claw" como diria Darwin. Permitam-me a
este propósito que vos sugira a leitura desta eulogia de um dos mais
famosos toureiros de inícios do século passado.]

Federico Garcia Lorca

LLANTO POR IGNACIO SANCHÉZ MEJIAS

I - LA COGIDA Y LA MUERTE

(...)



Pois, os poetas conseguem pintar de Belo o Horrível, fazerem tocar-se os extremos...

Mas acho a realidade bem diferente, o sangue na arena não tem nada a ver com o "red" de Darwin - este é fruto de "mãos divinas", o derramado para entretenimento unilateral é obra de mãos humanas, ao revés de qualquer equilíbrio de poderes e de vontades. A colossal diferença de peso é, na verdade, imagem das míseras vantagens de quem só tem, realmente, infinitésimas hipóteses de "vitória". Heroicidade? Não vejo onde! Se um "labrego", como diria AEloy, decide arriscar a vida sem qualquer finalidade justificativa, não posso estar de acordo e muito menos vibar com isso e aplaudir delirantemente.

Não contesto, nem poderia, existirem neste espectáculo aspectos "positivos", que justamente fazem dele um espectáculo e que servem habitualmente de argumentos aos seus defensores. Razões conservacionistas não convencem, creio que era viável um turismo rural bem orientado, "explorando" os touros no seu habitat natural, a lezíria, mas há, por exemplo, toda uma estética coreográfica, que em tempos me agradou (até ainda agradará...) e entusiasmou Picasso e muito boa-gente.

A tradição, as memórias, as representações nas artes, poderão ser, temporalmente contextualizadas, um património significativo, valioso até, por que não?, mas, pergunto, teremos o direito de continuar a disfrutar de coisas destas, ou , mais exactamente, da sua prática actual, à luz da evolução do conhecimento científico e dos padrões da ética moderna?

Cumprimentos cordiais do
JVSerrano

Miguel B. Araujo disse...

E' com agrado que registo e divulgo a seguinte mensagem do Presidente da Quercus, sobre este tema. Afinal, o bom senso sempre prevaleceu apesar das tentativas de manipulacao desta antiga organizacao de conservacao da natureza. Parabens a' Quercus!

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From: Helder Spínola

Caro gestor da lista,
Permita-me dar conhecimento da posição oficial da Quercus sobre o tema touradas, reiterada recentemente em reunião da Direcção Nacional desta Associação. Tal como acontece entre os membros da AMBIO, também entre os sócios da Quercus este tema é fracturante.

(Posição oficial da Quercus)
Em sequência da posição sobre as touradas assumida pela Quercus através do Núcleo Regional de Lisboa (em conjunto com outras associações) aquando da reabertura do Campo Pequeno , a Direcção Nacional da Quercus reunida no Monte Barata, Castelo Branco, a 21 de Maio último reiterou a decisão tomada já há alguns anos sobre este
assunto, que consiste no seguinte:

- As opiniões internas dos dirigentes e sócios da Quercus sobre as touradas é muito
diversificada;

- Face a essa situação, a Quercus não deve tomar posição oficial sobre o assunto deixando-o de fora da sua área de intervenção (até porque existem associações pelos
direitos dos animais que muito têm trabalhado esta questão);

- Os colaboradores e dirigentes da Quercus que queiram intervir nesta temática devem fazê-lo a título individual e não em nome da Associação.

Cumprimentos
Hélder Spínola
Quercus

Joao Soares disse...

Pelos vistos há muito motivo de discussão/divisão/pulverização...Pena..
Se os nossos alunos tivessem acesso ao forum Ambio iam ficar boquiabertos e naturalmente decepcionados, por um lado haver alguma espécie de "iluminados" na lista, por outro lado excessos de isultos/anonimatos nos foruns/blogues/etc e finalmente há tradições que urgem mudar e outras perpetuar/recuperar.
Uma das tradições a não perpetuar é a tourada, as corridas de cães, lutas de galos e pegas de bois...
Fora das touradas e no que toca a tradições se quisessemos o País até está bem: era tradição o comércio local e no entanto vamos aceitando que as catedrais de consumo/estádios de futebol/hospitais novos sejam construidos em zonas protegidas????
Bem vindos às "novas tradições"-quer "urbanas", quer "rurais"
Saudações
(Direitos dos Animais-UNESCO)

Artigo 12º

1.Todo o acto que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.


--
João Paulo Soares
http://bioterra.blogspot.com

Anónimo disse...

... Meus caros , a Quercus deve estar emprocesso de evolução ....politica!
O tempo dirá se tenho ou não razao.
Fagundes

Anónimo disse...

www.fightbull.com

Dificilmente se muda a opinião de alguém que concorda com Touradas. Isso é normalmente adquirido pela educação, e a razão pouco costuma conseguir influenciar.

No entanto, ficam expostas algumas respostas aos argumentos mais vulgares de quem se esforça por tentar justificar uma prática sem justificação. Para quem se decidir a pensar.

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1- As Touradas são uma tradição antiga e por isso devem ser defendidas e perpetuadas.

As touradas são de facto uma tradição (importada de Espanha). Mas isso por si só não deve justicar que se pratiquem. As tradições normalmente têm origem em tempos antigos, em que as sociedades, mentalidades e modos de vida eram bastante diferentes dos actuais. Com o tempo, o Homem e as suas comunidades tendem a aperfeiçoar e desenvolver a sua forma de viver e pensar. Chama-se a isso evolução. É por essa razão que já não tomamos banho com baldes de àgua aquecida numa fogueira, é por essa razão que a escravatura, que tanto agradava a algumas pessoas, foi abolida e é também por essa razão que já não acreditamos que basta dançar ou sacrificar um animal para fazer chover.
As tradições, por muito bonitas que sejam, só fazem sentido quando são compatíveis com as formas de pensar e os conceitos vigentes. Como hoje em dia, o respeito pelo sofrimento dos animais começa a fazer parte da forma de pensar de muita gente, as Touradas deveriam ser postas em causa, ou repensadas, colocando na arena, por exemplo, o Toureiro nu em frente ao Touro (sempre era mais masculino do que com aqueles fatos). E cada um que se desenrascasse. Isso era espectáculo!

2- Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.

Isto é evidentemente falso. Os Pandas e outros animais que correram risco de extinção nunca serviram para as Touradas e continuam a existir. Felizmente existem no nosso país reservas e espaços destinados a que determinadas raças subsistam caso os seus habitats naturais não o permitam. De qualquer forma com certeza de que os aficcionados que tanto dizem amar os Touros se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada.
Independentemente de tudo isto, o mais importante é deixar claro que perpetuar uma espécie de animais apenas para que estes possam ser usados em espectáculos que se baseiam no seu sofrimento não é um acto nobre nem louvável. E muito menos favorável ao próprio animal. Se é pra isso, que se extingam!

3- Quem não gosta ou não concorda, não veja.

Felizmente na nossa sociedade, as coisas não são assim. Se toda a gente fechasse os olhos às injustiças que se passam à sua volta o mundo seria certamente bastante diferente.
É evidente que quando sabemos que se passa algo com que não concordamos, o remédio não é olhar para outro lado. Isso já muita gente faz em relação a demasiadas coisas.
Este argumento é tão despropositado que torna-se quase ridículo combatê-lo. No entanto pode dizer-se o seguinte:
Quem se insurge contra as touradas não o faz por prazer nem proveito próprio. Esse esforço deve, por isso, ser respeitado por quem consegue assistir ao espectáculo sem a mínima misericórdia e reflexão pelo que lá se passa.


4- Quem é contra as Touradas devia preocupar-se com outras coisas que também são feitas, nomeadamente o abandono de cães.

O Ser Humano tem a capacidade de se preocupar com várias coisas ao mesmo tempo. É uma espécie de dom.
O facto de se ser contra as Touradas não invalida que a pessoa não se preocupe com muitas outras coisas que se fazem a outros animais. Não é por haver uma guerra no Iraque que não nos podemos preocupar com os assaltos ou com a inflação.
Há sempre coisas mais e menos graves, mas temos evidentemente o direito de nos preocupar com todas.
Certamente que quem critica as touradas insurge-se também contra o abandono de cães, lutas organizadas de animais e muitos outros assuntos.

5- Quem diz que é contra as touradas é hipócrita porque muitas vezes maltrata os cães e outros animais.

Esta é uma afirmação que não se baseia em nada (nem em lógica nem em senso comum) a não ser na experiência pessoal que eventualmente alguém terá.
Pessoas e argumentos hipócritas haverá sempre, e não é por isso que se pode generalizar e tomar a parte pelo todo.
Ao contrário daquela afirmação, o razoável é supor que quem é contra as touradas preza os sentimentos dos animais de uma forma profunda e geral. E é normalmente isso que se verifica.

6- O touro praticamente não sofre com o que lhe é feito na arena.

É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos (http://articles.animalconcerns.org/ar-voices/archive/pain.html) feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes. O touro fica com nervos e músculos rasgados, e a quantidade de sangue que perde continuamente enfraquece-o. Não parece ser sensato pensar que isto pode ser agradável para o Touro, ou mesmo indiferente.
O touro, tal como os outros mamíferos, ao ter sistema nervoso central tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. E os sinais exteriores que mostra na arena denunciam essas emoções. Não é portanto razoável aceitar a ideia de que os Touros sofrem pouco numa tourada.

7- Os Touros nascem para serem lidados. São animais agressivos por natureza.

Uma coisa é o instinto de sobrevivência e auto-defesa de um animal, outra é o seu temperamento e personalidade. Embora o cortex cerebral de um Touro seja bastante mais básico do que o Humano (o que faz com que a sua personalidade seja igualmente menos complexa), cada animal tem o seu próprio temperamento, fruto, como no Homem, de factores genéticos associados a experiências vividas. O que todos têm em comum dentro da espécie é a sua técnica de defesa, que utilizam sempre que se sentem em perigo. Isto não deve ser confundido com a chamada "natureza" do animal. Com certeza que um Touro saudável deixado em paz no campo não anda a atacar tudo o que se mexe.


8- Se quem gosta, respeita a opinião de quem não gosta, porque é que quem é contra não respeita a opinião contrária?

Toda a gente respeita as opiniões de todos e na realidade a opinião de quem é favorável às touradas também deve ser respeitada.
A sua prática é que não.
É fácil entender isto se pensarmos que Hitler era da opinião de que todos os Judeus deviam ser exterminados.
Mesmo que alguém tenha o direito a ter opiniões bizarra sobre qualquer assunto a sua colocação em prática não tem que ser respeitada nem tolerada se isso for ilegítimo. Se a prática de Touradas choca contra princípios considerados importantes por quem se lhes opõe, esta não tem que ser admitida.

9- A arte de tourear é tão bonita que seria uma pena perdê-la.

A “arte” de tourear pode de facto ser considerada bonita e ter grande mérito artístico e principalmente técnico. Mas perde toda a legitimidade quando necessita de fazer sofrer física e psicológicamente animais para ser executada. Tal sofrimento não se pode exigir a um animal que não tem nada a ver com o assunto. É injusto, prepotente e cobarde fazê-lo. Esta arte é bonita, mas injusta e cobarde e nenhuma arte pode ter mérito assim. Nesse aspecto penso que todos concordarão. É uma arte desonrosa, para utilizar a linha de valores da tauromaquia.
A arte de lutar até à morte dos gladiadores era considerada bastante mais honrosa e bonita por quem assistia. Mesmo essa acabou. Será também uma pena?

10- As Touradas enaltecem a nobreza do Touro.

Só uma mente muito ignorante ou distorcida pode realmente acreditar que os Touros quando vão para uma arena cumprem um qualquer desígnio divino.
A justificação de que o Touro é nobre por lutar pela vida numa tourada vem de quem alimenta o seu negócio e enriquece à custa deste espectáculo perverso mas rentável.
A nobreza é um conceito inventado pelo homem. Na natureza todos os animais são iguais e todos lutam pela sobrevivência. Ninguém duvida de que o Homem, numa luta com as suas armas e condições consegue ser superior a qualquer outro animal. Tentar provar isso numa luta desigual não é nobre, é estúpido.

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Os argumentos contra as Touradas:

Não há qualquer justificação moral para se causar sofrimento a uma animal para fins de entretenimento.
A recusa em ter consideração pelo sofrimento de um animal só pode ter origem em três factores:
falta de cultura, falta de educação ou falta de carácter.

É muito simples, e pouco mais há a dizer sobre o assunto.

Henrique Pereira dos Santos disse...

É sempre mais fácil escolhermos nós os argumentos que queremos que os outros digam que rebater os argumentos que os outros efectivamente usam.
A isso chama-se um monólogo e claro que não serve para nenhuma discussão, embora seja útil para a propaganda.
henrique pereira dos santos

aeloy disse...

Os argumentos acima contra as toiradas são todos, TODOS mentira ou eivados de falsidades, e estou sempre disponível para rebate-los um a um.
(Notável a tradução e incompreensão, também, do doc??? da Unesco!)
E nunca, nunca usei a palavra labrego, que num contexto que não percebo me é atribuida.
Para este peditório, agora invadido com mentirolas e detrupações, extraidas de uma qualquer Biblia já dei.
Congratulo-me com a tomada de posição da Quercus (tirem o vosso simbolo daqueles papéis...)
cc
AEloy

Anónimo disse...

Apesar de não concordar com os argumentos do anónimo que termina a sua intervenção com "É muito simples, e pouco mais há a dizer sobre o assunto", gostei de ler a sua opinião, talvez por conhecer pessoas nada fanáticas, educadas, que gostam de bife e chanfana e que usam argumentação semelhante.

Gostaria pois que o anónimo, caso assim o entenda, desse a sua opinião sobre a actividade cinegética, pois touradas e caça sem dúvida que estão interligadas.

Jaime Pinto

aeloy disse...

Pediram-me para dar alguma resposta substantiva a divagação de anomino acima.
Sem muito tempo:
1- Mentira, nem é uma tradição nem é importada de Espanha.
2- Mentira que seja mentira.
3- Certo é que a maioria quer publicidade fácil e tem outra agenda (se calha de couro, com as botas!)
4- A questão não é essa. É: tem cãozinho?
5- Ver anterior
6- Pois quem acha que os animais tem sentimentos e pensam sobre esses...
7- Os toiros não nascem para...são apurados por gerações e casta para... é claro que ainda está no criacinismo biblico não pode perceber a mão do homem...
8- Fabuloso. No coments. e idem 9 e 10.
E pronto. Final
AEloy

Anónimo disse...

Para além do facto de alguns confundirem insultos com simples veemência convicta, fica o facto de que continuam a ser propagados insultos reais, para já não falar de ideias fantasistas sobre as possibilidades de defesa dos animais perante a inenarrável e multiforme crueldade humana - que, valha a verdade, se exerce também e fartamente sobre outros seres humanos.

Estamos tão calejados perante o sofrimento animal e o sofrimento humano que poucos são os que sentem as entranhas a rebelar-se perante qualquer um destes sofrimentos - que a mais profunda sensibilidade culta e artística
humana sempre tendeu a identificar no mesmo reconhecimento de uma única e grande tragédia cósmica.

Tanta baixeza, tanta vulgaridade na incapacidade de tantos de perceberem sequer o que está em causa!

Que uma organização não queira tomar uma posição sobre um tema que divide os seus próprios aderentes - não vejo problema nenhnum nisso. É mesmo inevitável que seja assim. Onde há problema, parece-me, e bem fundo, é quando o facto serve de pretexto a alguns para mais um estendal de profunda
cegueira sobre as infinitas capacidades torcionárias do ser humano.

Eu nunca acusaria um aficionado de torturador ou de assassino, como
infelizmente fazem alguns inseguros e vulneráveis defensores dos animais.

Mas daí a negar as tendências torcionárias universais da espécie humana emrelação aos outros animais e aos animais humanos, sob as mais sofísticas interpretações, a isso não me atreveria. Há um imposto de lucidez que quem vive de olhos abertos neste mundo radioso e horrível onde nos é dado viver não pode evitar pagar - por mais habilidoso que seja em evasão fiscal.

Saudações cordiais,

José Carlos Marques

Anónimo disse...

O ralho de José C. Marques é injusto:

1º: O que cada um sente em relação à morte ou sofrimento alheio não é
contabilizavel em folhas do deve e haver. É algo muito complicado, como
confidente apenas o travesseiro da cama. Não é quem mais grita, se arrepela
ou flagela quem ganha lugar junto aos Santos e conquista a paz eterna, ou
seja, são melhores seres humanos que os outros. Caso assim fosse todas as
carpideiras que já partiram gozariam eternos prazeres celestiais.

2º Manifestações públicas ou filosofias que enaltecem o quanto somos bons e
puros e os outros hipócritas, execráveis, faunos desbragados e sádicos (
neste caso não são ofensas mas verdades indiscutiveis...) são tiros no pé.
Poderá ser óptimo para a consciência dos membros da irmandade, mas que
resultados se consegue por esta via? Mudar-se mentalidades demora gerações e
necessita de trabalho exaustivo, constante, assimilado pelo receptor sem
este se dar conta e sem ferir susceptibilidades. Devagar se vai ao longe,
quem tudo quer tudo perde...

A lucidez não é compatível com a total inadaptação. Quem não aceita a
Natureza, incluindo a humana, e ambiciona alterações radicais, compromete
todo um trabalho sério que se vem fazendo aos poucos, com resultados
positivos (associações ambientalistas, ICN, programas na TV sobre Natureza,
etc.) . Quem não vive ou convive nos meios onde a acção tem lugar e se
amotina contra lógicas que não compreende, pode deitar tudo a perder. As
cabras que o Henrique Pereira dos Santos pretende ver nas Serras a pastar
matos servem para serem comidas por nós, humanos. E morrem com uma lâmina a
entrar-lhes por detrás dos cornos, que de imediato as ajoujam. Estrebucham
uns segundos e a seguir seguem para o fim para que foram criadas. Os que não
aceitam estas evidências, que se mudem para Marte! (não ofendi ninguém...)

Caso a Direcção Nacional da Quercus não tomasse a louvável atitude que
tomou, em breve esta associação seria arredada e desprezada por quem vive ou
pratica actividades relacionadas com a pecuária, cinegética ou mesmo
agricultura, acusada de hostilidade e fundamentalismo. Devido aos forte
protagonismo da Quercus, por arrastamento, todo o movimento ambientalista
seria atingido.

Segue uma mensagem que coloquei, em Janeiro deste ano, num Forum sobre caça
que gerou sadia discussão e despertou consciências adormecidas (forma de
esclarecer eventuais curiosos da estratégia que pratico e proponho):

"Ontem, por volta das 18.30, abati uma grande marrã (114 kilos). Ao ser
aberta tinha dentro da barriga 10 fetos em gestação. Todo o prazer do lance
se esfumou e, por mais que pensasse que só um bruxo adivinharia que se
tratava de uma porca prenha, a tristeza acompanhou-me até Lisboa. Aquela
porca, que já tinha parido várias ninhadas, por certo não criaria os 10,
mas tinha experiência para levar 5 da prole a perderem as listas. Não tenho
dúvidas, é de longe preferível abater-se os pequenos e médios aos grandes,
exceptuando, é evidente, os machos navalheiros.

Não percebo do assunto o suficiente, poderei mesmo estar a dizer um
disparate, mas sendo o pico dos nascimentos desta espécie entre Fevereiro e
Abril, e o período de gestação de 4 meses, conclui-se que a época de maior
pressão cinegética sobre os javalis coincide com o período reprodutivo, o
que é de todo contraproducente: o respeito que devemos às espécies, entre
outros mil e um motivos, não nos permite abater espécies na época
reprodutiva, incluindo o período de dependência juvenil. Mesmo os achigãs
têm época de defeso, quando ainda não há muitos anos se propunha em certos
meios académicos (e não só) a sua total aniquilação do território português
por ser espécie não autóctone, voraz predador e perigoso competidor para com
as espécies indígenas.

Mas enfim, pode apenas ser uma das minhas "mariquices", que isto da caça,
quando dá para cismar e lembrar-nos do dia em que iremos prestar contas a S.
Pedro, ao menos que tenhamos resposta pronta, coerência e alguma lógica na
defesa, quando virmos o prato dos pecados inclinar-se perigosamente sob o
peso das mortes desnecessárias que todo o caçarreta que se preza trás às
costas..."

Jaime Pinto

aeloy disse...

Sofrimento é em latim laborare e os animais não sabem o que é, salvo alguns primatas que tem desta função primicias.
É construir instrumentos e com eles e a actividade exercida mediada por eles, acrescentar valor.
Muitos animais são também instrumento de trabalho, alias são ou foram criados para isso
(embora alguns como os cães tenham hoje funções desvalorizadas, e sejam mantidos em apartamentos, sem que os amigos dos animais façam manifestações à porta destes, e alguns, ultimo estado de hipocrisia, até os mantem eles mesmos!).
Continua aqui na Ambio a falar-se de sofrimento nos animais irracionais.
Pois não acredito em tal. Não há nenhuma sustentação para tal afirmação que não é senão um desiderato de alguns, e port al não se torna facto.
Nunca vi nenhum laborare, nunca vi nenhum chorar a morte da mãe, nem teorizar a dor que eventualmente sente. Aliás nem a morte dos filhos onde por vezes teêm uma relação de falta.
Claro que há alguns casos de animais que de tal forma foram desnaturados que são tema de filmes.
Os animais de criação e o toiro também como o burro foram criados com uma função e no caso do toiro contribuem para estruturar e manter um território amplo, e nesse as condições de ruralidade, além de funções socio-religiosas locais e de cultura e continuidade, além de serem tanto num como noutro caso complemento alimentar, hoje muito valorizado gastronomicamente.
É claro que há quem ache que uma galinha é igual a um judeu, a vida de um toiro deve valer tanto como a de um toreiro, um cão é igual a uma criança.
Não penso assim. Acho que esse pensamento ( e o do sofrimento dos animais… o toiro é lhe no processo de crescimento e para controle várias vezes espetado a vara, as bandarilhas tem uma função, que aqueles que nunca viram uma corrida, e escrevem que os cavalos toreiam com as goelas cortadas e os toiros drogados, nunca poderão compreender) é pernicioso e errado, e sobretudo completamente anti-ecologico.
E sobre ética e moral (tema pantanoso) esses senhores que andam sempre com a não violência na boca mas não na prática leiam o que sobre toiradas disse o Dalai Lama ( claro não façam como fizeram com a Jane Godall).
Saudações
AEloy

Anónimo disse...

gostava de assistir a tve espanhola aqui no brasil no programa que passa à tarde aqui sobre saúde, diabetes, etc e muito no programa de culinária de um senhor jose andres (muito bom por sinal) mas um dia liguei no canal um pouco mais tarde e estavam transmitindo uma "maravilhosa" tourada, fiquei com vontade de vomitar de desespero. Não entendo como um povo culto e belo nos dias de hoje admite e gosta de uma coisa abominável como essa. Confesso que não assisto mais nada dessa maldita e desgraçada tv espanhola pois os espanhóis são uns malditos e desgraçados diabos do mundo por admirarem este imundo e diabólico tipo de tortura e sofrimento imensos de um animal em uma arena que um puto e exibido desgraçado espanhol fica fazendo gestos e movimentos de "puto e viado" com uma espada atrás da outra fincando covardemente em um inocente animal que seguramente não faria com ele jamais na vida. or que eles não experimentam ir dar o cu ou a bosta que lhes apresente mas deixem de ser uns super covardes depravados e parem de judiar, torturar e matar os animais. olha espanha tu inteira não presta não fale meio quilo de bosta. quero que voces todos se fodam e que cada vez mais os touros consigam empalá-los no cu com a guampa (como vi e quase morri de rir quando um puto desses toureiros foi empalado pela guampa de um touro). era isso fui

Anónimo disse...

A Tourada n vale nda se gostam tanto de tourada organizem então uma tourada em k voces sejam os TOUROS.
dpois disso falem comigo!!!!!!!!!

Paulo Silva disse...

desde mais gostaria de dar os parabens aos outores deste blog

Chamo-me Paulo tenho 15 anos e estou a ter o meu 1º ano de filosofia, já tive uma discuçao sobre a tauromaquia na minha escola e consegui um argumento contra a tauromaquia de peso que ate agora ainda nao recebeu oposiçao e que é o seguinte:

1º-O acto de causar dor a animais nao humanos por puro prazer é moralmente incorreto
2º-Na tauromaquia é causada dor ao toro (um animal nao humano) por puro prazer
3- Logo a teuromaquia é moralmente incorreta

e penso que a nossa sociedade nao precisa de actos moralmente incorrecto ao que se conclui que a tauromaquia é uma tradiçao para se extinguir

espero que o meu comentario tenha ajudado.

A FAVOR DA TOURADA disse...

Respondendo-te, tens muito mas muito que aprender da vida puto.

Começemos então,
-Gostaría que esta bodenga fosse lida por todos os anti-touradas:

Porquê negam a ciência? Se foi provado cientificamente que os animais são irracionais; O facto é que a infantilidade, ignorancia e falta de civismo leva a muita coisa, por exemplo a afirmarem que o Touro Bravo (cuja raça só existe porque existem touradas, percebam isto porrah) tem sentimentos, como a vergonha, o medo...
Isso é um preconceito ignorante da parte dos contra as touradas, porque têm pena dos animaizinhos que ão de sofrer na arena, experimentemos agora, colocar um individuo atado a uma estaca sem conseguir sair e um touro lá dentro, verão o que acontece, o individuo é desfeito por completo, porque o touro bravo é capaz de matar. E existem uns homens corajosos e valentes que os enfrentam, normalmente vocês insultam-nos muito, que se chamam cavaleiros, que espetam umas banderilhas no morrilho (parte gordurosa do touro no qual sente menos dor)...
Mas com que direitos vêm manifestar-se a uma praça? Ein? Levam porrada até dizer chega e ainda insistem? Já canta o ditado, "não gosta, não come", aqui é o mesmo, não gostam virem as costas e esqueçam que as touradas existem, porque andarem descascados na rua, fingindo que têm banderilhas com corante nas costas, a igualarem-se a bois e vacas (que é o que realmente são) é um pouco digamos que desumano, selvagem, macabro, um acto infantil, e anormal.
Se pensam que acabam com a Festa Brava em Portugal é porque estão muito a leste do paraiso, porque a todas as festas e praças que vou está sempre a abarrotar, e por mais que se descasquem só se vão humilhar a vocês próprios... Tantas familias que vivem dos touros, e da Festa brava, pais a tentarem dar de comer aos filhos e agora vêm vocês a acabar com a cultura e tradição do proprio país?
Ai, é macabro e eu não posso ver o Touro sofrer, porrah, vão manifestar-se a porta dos aviários por matarem tanta galinha e não deixarem os pintinhos nascerem, dass!