sábado, julho 12, 2008

O renascimento da tourada


No fim de semana passado o Diário de Notícias trazia várias páginas com um reportagem feita sobre o renascimento da tourada em Portugal, relacionando-a directamente com a abertura do Campo Pequeno.
Mais espectadores, mais corridas pelo país fora, mais pessoas a querer entrar para os grupos de forcados, garraiadas nas festas universitárias, etc..
Pode ser que sim, que a abertura do Campo Pequeno tenha tido esse efeito.
Mas a mim ninguém me tira da cabeça o papel fundamental que tiveram as organizações anti-tourada e, em particular, a associação Animal.
É que com um discurso completamente desfazado da realidade e agressivo, nomeadamente em relação à cultura de pequenas comunidades quase indefesas, chamou a atenção para o assunto, criando curiosidade e, hélas, levaram muita gente a descobrir que afinal a coisa não era bem assim.
Quando há pessoas como Jane Goodall, cujo contributo para a defesa dos animais e, sobretudo, para a discussão do post anterior sobre o tratamento que damos aos grandes símios, dizem claramente preferir o tratamento que damos aos touros de lide ao que damos aos animais que aprisionamos em casa porque os primeiros desenvolvem toda a sua vida em quase plena liberdade e os segundos a desenvolvem quotidianamente condicionados pelas nossas idiossincrasias, percebe-se melhor o contributo da Animal e outras associações para o renascimento dos touros de lide.
Quando a PETA tem de reduzir o número de pessoas que participam no seu protesto contra as touradas nas festas de S. Fermin porque a corrida dos nus se tinha tornado ela própria uma atracção turística (as acções de protesto com pessoas nuas ainda se compreendiam quando se questionava o uso de peles mas são uma atitude oportunista de mediatização para protestar contra as touradas porque é evidente que não há qualquer relação entre a nudez a o protesto contra as touradas) é evidente que a estratégia de mediatização pela mediatização falhou rotundamente.
Há aspectos filosóficos a discutir em relação às touradas (como por exemplo, se num grupo civilizado de pessoas um tratamento que provoca sofrimento num animal deve ser aceite como espectáculo público) mas primeiro é preciso reconhecer e respeitar os outros para estabelecer a discussão.
A opção das organizações anti-touradas (que infelizmente radicaliza tendências semelhantes do movimento ambientalista) pela recusa de reconhecer os outros levou dezenas de pessoas a querer afirmar socialmente a sua distância em relação a gentinha que procede assim com a conivência da grande maioria dos jornais.
E a encher de novo as praças de touros numa atitude de resistência ao rolo compressor da dominância das culturas alglo-saxónicas e do politicamente correcto.
Os aficionados devem uma grande homenagem ao contributo da Animal para a Festa.
henrique pereira dos santos

55 comentários:

O Raio disse...

Concordo 100%!

Este tipo de grupos extremistas, amigos dos animais, ambientalistas & similares, independentemente das razões que possam ter, perdem-na toda e funcionam tirando crédito aos principios que dizem defender.

A luta por um ambiente saudável, por exemplo, é extremamente importante. Infelizmente os grupos ambientalistas estão a cair no descrédito devido às suas posições demagógicas e estão a provocar o contrário do que pretendem. Veja-se o apoio que começa a reaparecer à construção de centrais nucleares...

Quanto ás touradas é um espectáculo tradicional e antigo de que muita gente gosta.

O aparecerem grupos de amigos dos animais a compararem as touradas aos sacrifícios humanos nos circos romanos, como eu já li, tem só por efeito ridicularizar quem faz a comparação e, de tabela, as ideias que defende.

Gonçalo R. disse...

Concordo em boa medida com o seu post, Henrique.

Confesso que não gosto de touradas e afins, pelo que me sinto particularmente à vontade para o comentar.

Em boa medida, o que está normalmente em causa nesta questão, é o confronto entre dois valores: 1) o respeito pela opções de vida e pelos interesses dos outros, ou, se preferirem, pela liberdade individual (dos que gostam e dos que não gostam), e; 2) os direitos dos animais. Se ambos me são caros, tenho particular empatia pelo primeiro que, aliás, procuro que seja regra de vida. E, às vezes de forma muito pouco "honesta", é bem fácil pisarmos a liberdade individual dos outros em deterimento da nossa...

Concordo também com o facto de que o extremar posições de uma parte, leva também a que a outra parte extreme argumentos (se os houvessem, seria bem interessante olhar para estudos sociológicos que demonstrassem qual o impacto do extremar argumentos nesta situação). Estou convicto que raramente se "leva a água ao moínho" desta forma e as ONG's têm bastante a aprender com isso...

Gonçalo Rosa

Anónimo disse...

As touradas são ambientalmente correctas.

Se estas deixassem de existir seria uma perda irreparável para o ambiente.

Não vou pela lógica do animal ter sido criado em liberdade e ter uma existência mais feliz dos que foram criados em vacarias com espaços confinados e que a sua existência se destina a bifes nos nossos pratos.

Se acabarem os bovinos selvagens consequentemente acabam os habitats necessários para a sua criação.

A tourada é negócio. O comércio de touros permite aos seus criadores rentabilizarem as suas herdades. Só se pode criar um verdadeiro touro se houver condições para o fazer.

Em Portugal as herdades em que há criação de touros têm de ser zonas preservadas que enriquecem o nosso património ambiental.

Acabar com as touradas será a sentença de morte de riquíssimos ecossistemas.

Não sou aficionado e não vou a touradas. Mas quem vai, ao comprar um bilhete para assistir a este espectáculo, está a contribuir para a preservação do nosso património ambiental.

Manuel Ramalho

Anónimo disse...

Quem escreveu estas coisas de dizer que é bom e que gostam de ver a torturar animais, ver o seu sangue e ve-los a sofrer, só pode ser puro sadico e ter problemas mentais.

Gostariam de estar no lugar do touro?

Tenham vergonha na cara.

Anónimo disse...

Para alem das óbvias mentiras aqui ditas, quem escreveu estas coisas de dizer que é bom e que gostam de ver a torturar animais, ver o seu sangue e ve-los a sofrer, só pode ser um puro sadico e ter problemas mentais.

Gostariam de estar no lugar do touro?

Tenham vergonha na cara.

Também a AMBIO devia ter vergonha de deixar que tais posts vergonhosos e doentios sejam colocados oficialmente no seu blog, perde toda a credibilidade.


Daniel

Anónimo disse...

"No fim de semana passado o Diário de Notícias trazia várias páginas com um reportagem feita sobre o renascimento da tourada em Portugal, relacionando-a directamente com a abertura do Campo Pequeno."

Falso, a tourada está a retroceder em Portugal e a prova disso é que são raríssimas as vezes em que esta praça, e por sinal a mais importante do país, está cheia.


"Mais espectadores, mais corridas pelo país fora, mais pessoas a querer entrar para os grupos de forcados, garraiadas nas festas universitárias, etc.."

Novamente falso, de acordo com números da IGAC em 2002 e 2003 as touradas tiveram o seu auge tanto em número de corridas com em número de espectadores, tendo estes números vindo a decrescer (mesmo depois da reabertura do Campo Pequeno).


"curiosidade e, hélas, levaram muita gente"

A palavra "hélas" não existe no dicionário de Português!

"O aparecerem grupos de amigos dos animais a compararem as touradas aos sacrifícios humanos nos circos romanos, como eu já li, tem só por efeito ridicularizar quem faz a comparação e, de tabela, as ideias que defende."

A analogia é um modo de raciocínio perfeitamente válido se bem aplicado, como é o caso da comparação das touradas a outros espectáculos de exploração animal (tanto de animais humanos como não humanos).


" o respeito pela opções de vida e pelos interesses dos outros, ou, se preferirem, pela liberdade individual (dos que gostam e dos que não gostam), "

Os valores de liberdade individual têm obrigatoriamente de coexistir com a liberdade individual dos outros seres, o que não acontece numa tourada.

"As touradas são ambientalmente correctas. Se estas deixassem de existir seria uma perda irreparável para o ambiente."

O touro de lide é uma espécie genéticamente selecionada pela mão do homem, naturalmente não existe nem faz parte de num ecossistema. Logo se deixasse de existir não iriam haver alterações nos ecossistemas e na biovidersidade.

"Se acabarem os bovinos selvagens consequentemente acabam os habitats necessários para a sua criação."

Será que a terra desaparece se deixarem de existir touros?


"Em Portugal as herdades em que há criação de touros têm de ser zonas preservadas que enriquecem o nosso património ambiental."

Frase própria de quem não percebe nada de ambiente! As herdades a que se refere devem estar, provavelmente, inseridas na RAN - Reserva Agrícola Nacional, ao contrário da REN - Reserva Ecológica Nacional.


"Acabar com as touradas será a sentença de morte de riquíssimos ecossistemas."

- Nos dias de hoje ainda há quem não conheça o significado de ecossistema, ambiente, biodiversidade...


"Não sou aficionado e não vou a touradas. Mas quem vai, ao comprar um bilhete para assistir a este espectáculo, está a contribuir para a preservação do nosso património ambiental. "

- Sem comentários!

aeloy disse...

No passado dia 23 de Setembro de 2006, a RTP transmitiu o programa “A Voz do Cidadão” sobre a responsabilidade do Provedor do Telespectador, José Manuel Paquete de Oliveira.

Transcrevo o que na altura o Provedor do Telespectador afirmou em relação ao facto das corridas de toiros serem transmitidas pela RTP.

“Não obstante o respeito pela posição daqueles que condenam as touradas e pela luta que legitimamente desencadeiam, parece-me ser de relevar o seguinte : Uma das missões fortes da democracia, é à democracia cultural.

O espectáculo das touradas é acolhido, no seio da generalidade da população portuguesa, como um espectáculo legal, legítimo e lícito.

Há populações locais, desde grandes cidades como Lisboa a outras, como Santarém, Montijo, Vila Franca, Montemor, Figueira da Foz, Póvoa do Varzim, ou ainda outras mais reduzidas ainda como Sabugal ou Barrancos, com forte sentido de identidade, em relação àquilo que representa, para essas populações, espectáculo taurino.

Há todo um ritual e um conjunto de regras a cumprir, que identificam, bravura, solidariedade, nobreza, que fazem parte de um repertório cultural dessas populações.

A tourada, é um espectáculo que acontece no espaço público e como tal, é susceptível de ser transmitido via televisão e via RTP.”

A RTP, empresa pública que todos nós sustentamos através dos impostos que pagamos, contribuições estas que servem para sustentar os ordenados principescos dos administradores e direcção de programas, deve ter em consideração na sua programação, como serviço público que é, respeitar que os aficionados possam ter acesso às corridas de toiros que devem ser transmitidas por esta estação.

Para a RTP, deve ser uma vergonha verificar que, nos dias em que a concorrente privada TVI emite uma corrida de toiros, verificar pela análise do Share que, metade da população que estava a ver televisão nesta última quinta-feira seguia a corrida de toiros via TVI.

Assim como Portugueses que contribuímos para que a RTP realize o serviço público de informação que é obrigada, teremos de nos manifestar junto dos seus responsáveis, para que, de uma vez por todas, respeitem todos os portugueses que desejam e querem ver transmitidas as corridas via RTP.

Teremos todos de enviar um mail para a administração, direcção de programas, direcção de comunicação e marketing e, com conhecimento para a Tauromania, (jose.fragoso@rtp.pt;antonio.luis.marinho@rtp.pt;m.ramos@rtp.pt;ana.gaivota@rtp.pt;geral@tauromania.pt) enviando-lhes a mensagem que, conforme afirmou o Provedor do Telespectador:

"O espectáculo das touradas é acolhido, no ceio da generalidade da população portuguesa, como um espectáculo legal, legítimo e lícito. A tourada, é um espectáculo que acontece no espaço público e como tal, é susceptível de ser transmitido via televisão e via RTP." Palavras do Provedor do Telespectador em 23 de setembro de 2006.
Assim como Português exijo que a RTP transmita corridas de toiros em directo.

Eu farei o minha parte, todos nós teremos de ter a Responsabilidade e Atitude de Aficionado para manifestarmos a nossa indignação.

De um artigo de Fernando Potier.

Só quem não vai aos toiros (corridas ou tauromaquias popoulares) e ignora os shares...é que não vê o ressurgimento de todo este mundo de ruralidade e compatibilização da cultura com a natureza, que se deve como o Henrique bem diz também à boçalidade e atitudes extremistas e completamente sem qualquer fundamento de associações como a tal Animal ( que uma vez me referiram ser constituida só por um louco, amigos de outras associações dessas, que se queria manifestar numa praça que não existia numa terra que se orgulha, Barrancos).
Felizmente que contra a corrente muitos mais se levantam.
CC
António Eloy

Anónimo disse...

Julgo que a opinião de todos os aficcionados acerca desta matéria so se tornaria válida a partir do momento em que experimentassem inverter o jogo e colocar sobre si mesmos 6 bandarinhas espetadas na sua região lombar e se aguentassem assim no mínimo por um período de 24 horas.

Então aí estariámos a falar da tourada como um jogo ou um dito desporto em que as equipas estão no mesmo plano de igualdade e jogam de igual para igual.

Mas infelizente,a covardia tem falado mais alto.

Qualquer opinião que condene o abuso de direitos de animais e humanos será sempre válida em qualquer circunstância,portanto poupem aqueles que lutam por um plano de justiça em qualquer circunstância que seja,dos vossos argumentos desculposos e hipócritas.

Anónimo disse...

Sr "Raio"...

...vá falar em "ambiente saudável" para o seu planeta pessoal,que é demasiado vergonhoso alguem defender ambientes saudáveis,enquanto aficcionado da tauromaquia.

Defender os torturados,massacrados e injuriados nunca foi nem será NUNCA, extremismo.

Alguém atento a Erros Ortográficos disse...

É desfasado que se escreve.

Anónimo disse...

É espantoso como alguns urbanos falam daquilo que não sabem... é no mínimo triste que a ignorância e a arrogância de quem vive nas cidades, condene sistematicamente aqueles pobres bárbaros que maltratam tudo e todos, inclusive toiros, e que ainda por cima são uns párias da sociedade, ao receberem em muitos casos subsídios para produzirem os alimentos, que quem os condena sem perceber nada do assunto, consome... isto sim, é triste!

O Raio disse...

Tenho assistido, sem intervir a este interessante debate que prova com um certo rigor a tese que se defendia, a de que os extremistas não conseguem levar a sua água ao moinho, antes pelo contrário, ridicularizam as teses que defedem.

Vamos pegar nalguns dos comentários:

"só pode ser puro sadico e ter problemas mentais" (referente a quem gosta de touradas)

Frase tipica do extremista, incapaz de aguentar com quem dele discorda e que vê maluquinhos em todos os opositores.
Este tipo de frases é importante e tem de ser combatido. Senão veja-se, por exemplo, o caso da antiga União Soviética que internava opositores ao regime em asilos para doentes mentais.

Exemplos de alguns "maluquinhos" célebres: Ernest Hemingway, Orson Welles, etc.

"Gostariam de estar no lugar do touro?"

Pergunta idiota, claro que não.


"Tenham vergonha na cara"

O autor desta frase é que não tem nem pode ter vergonha na cara. E isto porque se acha detentor da razão, digam o que disserem os outros..

"Também a AMBIO devia ter vergonha de deixar que tais posts
vergonhosos e doentios
sejam colocados oficialmente no seu blog, perde toda a credibilidade."

As tendências totalitárias destes indivíduos assustam-me!

"Falso, a tourada está a retroceder em Portugal"

Todas as informações que tenho dizem o contrário... mas, a mentira e falsidade é própria de todos aqueles que têm tendências totalitárias. Para eles a verdade é um mero instrumento para o seu combate e, principalmente, independente da realidade. A verdade é a que for necessária!

"Os valores de liberdade individual têm obrigatoriamente de coexistir com a
liberdade individual dos outros seres, o que não acontece numa tourada."

Eu imagino que a casa do autor destas linhas está cheia de ratos, baratas, pulgas e percevejos. E que, quando adoece não se trata pois o tratamento pode implicar a morte de alguma bactéria ou vírus...

Além de que é rigorosamente vegetariano... apesar de ser vegetariano implicar com os direitos das plantas... que, coitadas, são seres vivos que ninguém defende.

"Será que a terra desaparece se deixarem de existir touros?"

Outra técnica usada pelos extremistas é colocar na boca do oponente coisas que ele não disse... todos os ditadores são useiros e vezeiros nestas técnicas.

"Julgo que a opinião de todos os aficcionados acerca desta
matéria so se tornaria válida a partir do momento em que
experimentassem inverter o jogo e colocar sobre si mesmos
6 bandarinhas espetadas na sua região lombar e se aguentassem
assim no mínimo por um período de 24 horas."

??? Mas, já agora, gostaria de fazer uma pergunta:

Quantas pessoas é que aceitariam ter uma vida regalada, com todas as mordomias em troca de, um pouco antes de morrer, ter algumas farpas espetadas nas costas?
Ainda por cima com uma esperança de vida superior á média e pequenas a granel...


"Mas infelizente,a covardia tem falado mais alto."

Lá vem o insulto gratuito! Este gajo é um perigo! Se eu fosse como ele pedia já o seu internamento num qualquer hospício para doentes mentais, mas como não sou, não peço...

"...vá falar em "ambiente saudável" para o seu planeta pessoal,que é demasiado vergonhoso alguem defender ambientes saudáveis,
enquanto aficcionado da tauromaquia." (isto é um comentário ao que eu escrevi)

Bom, não chamo burro ao autor deste escrito porque o burro é um animal muito inteligente.
Quando critiquei os que atacam as touradas, estendi a critica a outros grupos do mesmo género e que utilizam técnicas semelhantes. Foi por isso que falei em ambiente saudável (estava a referir-me aos ambientalistas).

Quanto a ser aficionado da tauromaquia, não é verdade. Não gosto de touradas e nunca as vejo.
Vi algumas quando era miudo porque tinha um tio avô que adorava touradas e me levava ao Campo Pequeno.

"Defender os torturados,massacrados e injuriados
nunca foi nem será NUNCA, extremismo."

Em todos os campos há extremistas...

Gonçalo R. disse...

Ao lêr muitos dos comentários a este interessante post, senti a necessidade de reler o seu texto.

Verifiquei que, de facto, a questão de fundo levantada pelo Henrique eram o eventuais efeitos do extremismo de algumas associações de defesa dos direitos dos animais relativamente às touradas e afins, bem como o respeito pelas opiniões contrárias às nossas (e consequentemente, pelos outros) e, não muito mais que isso.

Muitos dos comentários aqui escritos, demostram, ironicamente e infelizmente, quão oportuna é a publicação deste post.

Um abraço,

Gonçalo Rosa

Gonçalo R. disse...

Aproveito para informar que em circusntância alguma respondo a comentários "não assinados". Aceito a opção de "anonimato" e estou certo que aceitarão a minha posição.

Gonçalo Rosa

Anónimo disse...

Claro que sim! As opções de cada um devem ser sempre respeitadas, desde que não interfiram com a liberdade dos outros, como alguns comentaristas acima pretendem. É curioso que acabei de passar agora mesmo, por acaso, pela RTP 1 e, vejam lá, reparei que a Praça de Toiros da Póvoa de Varzim está completamente apinhada dos tais bárbaros...

Rita disse...

Esta atitude de afastamento de movimentos ambientais ou de defesa dos animais para não se ser enfiado no mesmo saco que os "radicais"... enfim... quem não duvida do que pensa ou do que é não precisa de ter medo de ser confundido com nada. Depois desta o blog Ambio morreu como blog ambiental.

Ricardo Petinga disse...

A mim, o que me parece, muito sinceramente, é que esta é apenas uma tentativa de moralizar e motivar os aficcionados para resistirem contra os supostos movimentos "extremistas" e "radicais" que defendem os Direitos dos Animais, para manterem a esperança de que as touradas não acabem, que não sejam proibídas.

De facto tem-se notado uma maior resistência por parte dos aficcionados, uma reacção apenas natural à crescente influência e vitórias de associações como a ANIMAL, que tem vindo a conseguir sensibilizar e informar cada vez mais pessoas que têm dado a sua voz a protestos bem sucedidos contra a tauromaquia, como se pode constatar pela perda de apoios e patrocínios por parte de várias empresas a esse negócio, assim como por recentes decisões judiciais, entre outras vitórias.

Os aficcionados têm erguido a sua voz também, para se tentar fazer ouvir. É natural. O problema deles é que não têm qualquer base ética e moral que sustente e justifique a perpetuação do espéctaculo doentio de que tanto gostam. A tradição não é justificação, e o gosto pessoal também nunca o será. O facto é que a tauromaquia afecta vidas que não as dos aficcionados, e essas vidas não deverão ser sujeitas aos caprichos patológicos de animais humanos de mentalidade retrógrada. Felizmente, está estatísticamente provado que os aficcionados são uma minoria (e sabem-no, daí o seu insurgimento), e que a maioria da população deseja que a tauromaquia seja relegada para o passado, como uma mancha vergonhosa na nossa história nacional.

Os argumentos utilizados pelos aficcionados, se fossem válidos para eles, seriam válidos para pedófilos e violadores, seriam válidos para pessoas que matam e magoam outros por gosto, seriam válidos para justificar outras tradições bárbaras que se praticam noutros cantos do mundo e que cá condenamos. As touradas não apresentam qualquer benefício cultural ou social (nem ambiental, como aqui tem sido sugerido), são simplesmente um negócio de exploração animal, de tortura pelo espectáculo da tortura, de violência pelo espectáculo do sangue derramado.

Quero ainda acrescentar que em diversas manifestações anti-touradas a que tenho dado a minha voz e todo o ar dos meus pulmões, tenho encontrado aliados dos touros que, ao contrário das insinuações e ignorantes acusações de extremismo que os aficcionados dirigem aos manifestantes, não são activistas pelos Direitos dos Animais em geral nem ambientalistas, mas sim simplesmente pessoas que percebem que não se retira qualquer benefício para os humanos através das touradas e que portanto, estas não têm qualquer argumento que justifique a sua crueldade e violência.

Também achei engraçado a referência a Ernest Hemingway e Orson Welles como "maluquinhos" opositores de extremistas enquanto analogia aos aficcionados opositores dos "radicais". Por essa lógica também seriam extremistas e radicais, desprovidos de qualquer credibilidade, os seguintes históricos defensores dos Direitos dos Animais: Gandhi, Henry David Thoreau, Mark Twain, George Bernard Shaw, Isaac Bashevis Singer, H.G. Wells, Jean-Jacques Rosseau, Leo Tolstoy, Leonardo da Vinci, Pitágoras, Zenão... só para mencionar uns poucos.

Meus caros aficcionados, não vão por aí que só se vão afundar.

Anónimo disse...

Claramente existem dois grupos de "defensores da Natureza": aqueles que mesmo inconscientemente o fazem por questões estético-culturais, porque vivem apegados a uma imagem de ruralidade e tradição que querem conservar a todo o custo como se o mundo fosse estático e não evoluísse; e aqueles que o fazem porque compreendem o seu lugar no mundo e vivem de acordo com a ética de que não temos o direito de usar os outros (humanos, não-humanos, vivos e não-vivos (refiro-me a recursos naturais, p.ex.)) só porque podemos e achamos piada.
Eu também acho que há extremistas - em ambos os lados da questão - já que se fala nisso, mas os extremistas não são a maioria e meter toda a gente no mesmo saco (pró ou contra) é em si mesmo um extremismo. Por isso tenham teno na língua.
Eu cá acho que esse suposto aumento de interesse nas touradas e demonstrações semelhantes apenas reflecte um último esforço das poucas pessoas que têm algum apego a essas coisas de mostrarem que ainda há quem se interesse por elas. É como aquela última reacção de força num corpo moribundo antes mesmo de morrer. Isso sim explica porque é que aconteceu (supostamente) depois das recentes evoluções civilizacionais que tiveram lugar neste país relativamente às touradas.
Vai uma aposta?

Anónimo disse...

Muito bom texto Ricardo Petinga!

Se os defensores dos direitos dos animais e a ANIMAL, em particular, fossem tão insignificantes nem se dariam ao trabalho de nos mencionarem tantas vezes nos seus seus sites e fóruns. Se fôssemos tão insignificantes não teriam perdido muitos patrocínios à nossa custa entre muitas outras coisas. Porque é que tentam esconder os patrocinadores das touradas o mais que podem? Porque é que a banda e os forcados já não dão a volta à praça do Campo Pequeno? Porque é que agora põem música nos altifalantes nos dias das touradas? Porque é que agora não põem o cartaz com o programa da próxima tourada?

Ass: Uma vegan radical e extremista!

O Raio disse...

"Os argumentos utilizados pelos aficcionados, se fossem válidos para eles, seriam válidos para pedófilos e violadores, seriam válidos para pessoas que matam e magoam outros por gosto, seriam válidos para justificar outras tradições bárbaras que se praticam noutros cantos do mundo e que cá condenamos"

Aqui está uma frase que mostra bem o modo de raciocinar de um extremista.
Para levar a água ao seu moinho entra no exagero e mete tudo no mesmo saco.
Como se houvesse alguma semelhança, mesmo remota, entre a pedofilia e a violação e uma tourada!

Aquele raciocínio é muito perigoso pois pode ser visto dos dois lados.
Um é que a tourada é tão má como a pedofilia, o outro é de que a pedofilia é tão inóqua como uma tourada... depende da posição de quem a ouve.

É este um problema dos extremistas, na sua ânsia de convencerem os outros acabam muitas vezes por ajudar a desvalorizar e tornar aceitável aquilo que combatem!

O Ricardo Petinga, escreve que:

"Também achei engraçado a referência a Ernest Hemingway e Orson Welles como "maluquinhos" opositores de extremistas enquanto analogia aos aficcionados opositores dos "radicais"."

Isto é uma breve observação a um comentário meu que o Ricardo, de uma forma geral ignorou. O que não me admirou.

Bom, mas o Ricardo não percebeu nada do que eu escrevi, ele estava a dizer que quem gostava de touradas tinha problemas mentais e eu dei como exemplo, Ernest Hemingway e Orson Welles que, embora não fossem nem portugueses, nem espanhóis, nem sequer latino americanos, gostavam de touradas.

Será que seriam maluquinhos?

Por fim, o Ricardo refere-se a mim, o autor da referência como aficcionado.

Apre, quantas vezes é que eu necessito de dizer que não gosto de touradas e que nunca as vejo?

A questão é que não sou extremista e não me meto com os gostos dos outros.

Ainda estou à espera que estes anti-touradas me digam se têm ratos, baratas, pulgas, percevejos, etc., em casa.

É importante para avalizar a coerência destes comentadores.

Os monjes tibetanos, por exemplo, recusam-se a fazer mal a qualquer animal e, se forem ao Tibete e entrarem num templo, facilmente encontram gordas ratazanas a passear por lá.

Isto sim, é coerência!

(só é pena é que os tibetanos gostem de saborear um bom bife de yack, desde que ele seja morto por um não budista...)

Anónimo disse...

"Os argumentos utilizados pelos aficcionados, se fossem válidos para eles, seriam válidos para pedófilos e violadores, seriam válidos para pessoas que matam e magoam outros por gosto, seriam válidos para justificar outras tradições bárbaras que se praticam noutros cantos do mundo e que cá condenamos"

Sem dúvida que para o ser que é violado (seja um animal humano ou não) isso é um acontecimento irreparável, logo, obviamente, não inócuo para quem sofreu esse dano. Ao analisar-mos problemas devemo-nos por sempre no lugar do mais fraco, que no caso das touradas é o touro que tem tudo a perder invariávelmente!

Quando dizemos que queremos que os animais tenham os mesmos direitos que as pessoas, normalmente os exploradores de animais reagem violentamente porque simplesmente não querem abdicar dos seu modo de vida exploratório. Conceder mais direitos aos animais não humanos não implica reduzir os direitos dos animais humanos como alguns demagogos querem fazer parecer.


Quanto à parte de precisar de se referir ao Ernest Hemingway e Orson Welles para justificar a sua posição é muito lamentável. É o tipo de falácia Argumentum ad Verecundiam (Apelo à autoridade): Argumentação baseada no apelo a alguma autoridade reconhecida (famosa ou importante) para comprovar a premissa.

Quando se defende uma boa ideia não se precisa de falácias para provar seja o que for.

Como nós dizemos "Vão se cultivar em vez de torturar!"

P.S. - Ernest Hemingway é conhecido por ter sido mesmo "maluquinho"...tanto que até se suicidou!

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

Preciso de saber o que fazer com o meu filho de 2 anos.

Este fim-de-semana encontrei-o todo divertido a chacinar formigas na cozinha da quinta dos meus sogros.

Achei um acto absolutamente bárbaro porque ele estava a divertir-se.

Repreendi-o porque em vez das esmagar devia ter-lhes oferecido os restos do bife de vitela que tinha acabado de comer ao almoço.

Coitado do vitelo tinha tanto para dar…….e foi abatido no matadouro local. Acho que foi electrocutado e seguidamente esquartejado. Que destino horrível.

Aqueles gajos do matadouro são uns assassinos. Que forma de ganhar a vida.

Após este longo processo de evolução como é que o espécime dominante deste planeta pode ter estas atitudes.

Não me lembrei desta horrível morte quando me deliciava com aquele repasto. O bife daquele desgraçado vitelo raça barrosã estava divinal.

Haja juízo e bom senso.

A tourada nada me diz, mas gosto de ver os combates de K1 na Eurosport bem como outros desportos de luta. São homens que antes e depois de se agredirem respeitam-se. É espectáculo.

Estou certo que a maioria das pessoas intervenientes no “negócio dos touros”, fornecedores ou clientes, têm muito mais amor e consideração pelos animais, bem como consciência e atitudes pró ambiente, do que muitos dos obsessivos apologistas da defesa dos “direitos” do touro.

E os direitos das formigas chacinados pelo meu filho?

Anónimo disse...

O seu filho é um potencial assassino. Hoje esmaga formigas. Amanhã poderá ser caçador, pescador desportivo, toureio ou, pior que tudo, aficionado por touradas. Reflicta no facto do seu filho não ter esmagado as formigas acidentalmente mas por puro (sádico) prazer. A conclusão óbvia é que o seu filho tem tendências subversivas. Ele revelar-se-à num futuro próximo um (líder) rebelde contra a nova ordem que promoverá a igualdade Homem-Animal. Sendo as formigas os seres mais espezinhados do planeta os crimes contra as ditas nunca serão esquecidas. O julgamento do seu filho, tal como daquele sérvio aguardado há uns anos em Haia, é uma questão de tempo. Desfaça-se do pequeno enquanto pode (por ex. um rapto durante um jantar...) evitará muitos trabalhos...
Já agora dou-lhe outro conselho: vá a um canil, a uma loja de Animais de um Centro Comercial ou pesquise na internet e adopte um cão. Poupa nas fraldas e nos trabalhos. É só uma questão de hábito: verá que em pouco tempo o amor que tinha pelo pequeno é esquecido e ultrapassado pelo amor ao canito. E não se esqueça: apenas comida vegetariana para o seu fiel amiguinho e companheiro. Há por aí uns enlatados mas, com tempo, verá que o canito também se habituará à sopa de ervilhas ou feijão verde.

Um (seu)amigo comedor de vegetais.

Anónimo disse...

Porque motivo a vida na forma animal há-de ser mais sagrada do que na forma vegetal? Que escala é essa em que um bife de soja é menos obsceno que um bife de boi? Ou pisar plantas é menos grave que espetar bandarilhas nas costas de um boi?

Anónimo disse...

"Porque motivo a vida na forma animal há-de ser mais sagrada do que na forma vegetal? Que escala é essa em que um bife de soja é menos obsceno que um bife de boi? Ou pisar plantas é menos grave que espetar bandarilhas nas costas de um boi?"

Aqui está um exemplo de um exercício de filosofia com prentensão de ser esperto e quiçá...engraçadito!

De certeza que os princípios éticos pelos quais se regem os defensores dos direitos dos animais são desconhecidos para si. É incapaz de conseguir perceber o significado de palavras como sensiência, veganismo e ecologia, assim como noções básicas de biologia. Se não consegue distinguir um animal de uma planta isso é uma grande falha sua!

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

Vou tentar responder ser cair no nível latrinário em que se move esta vegan radical e extremista.
Os seus conhecimentos sobre a origem da vida fazem-me concluir (na melhor das hipóteses) que não passa de uma imbecil criacionista: quando Deus fez o mundo dividiu logo a vida pelos protistas monera fungos plantas e (fantástico) os animais!...

Anónimo disse...

Para si é impossível cair num nivel em que já está permanentemente! Como já se previa, não conseguiu conter os seus instintos mais primários e teve de recorrer a argumentos ad hominem!

- "O comportamento é um espelho em que cada um mostra a sua imagem."
Johann Wolfgang von Goethe

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

Com base numa afirmação que não é insultuosa, respondeu sem argumentos científicos e com considerações sobre o carácter de alguém que não conhece. Levou uma resposta ao seu nível, e vem armar-se em virgem ofendida?
Johann Wolfgang von Goethe?!? Mas o que é que o Goethe tem a ver com uma afirmação sobre biologia???!!!... Ò criatura, seja pelo menos coerente: vá lá ler o que você própria escreveu sobre Argumentum ad Verecundiam mais em cima...
Já agora quando citar alguém mantenha a língua original, indique a obra, e no limite a edição e a página.
Pela insuficiência revelada por este facto, não lhe sugiro a leitura (entre vários bons exemplos que se podiam arranjar) de Genesis de Robert M Hazen. Está em inglês, que não sendo técnico, tem mais técnica do que aquela que é capaz de assimilar! Além disso seria um choque para si: ainda podia concluir que a soja e o boi podem ter um antepassado comum...
Pela falta de resposta ao meu comentário inicial, e pelo conteúdo do que tem escrito, é evidente que os seus «conhecimentos de biologia» foram obtidos da leitura da caixa duma farinha «pensal», e a sua especialidade são os livros da prateleira «Esoterismo» da FNAC. As citações, obviamente, foram retiradas daquela agenda bonita que uma amiga lhe ofereceu no Natal de 2003 ou 2002; não percebe o que significam, mas que usa e abusa pelo chique pseudo-intelectual que conferem à prosa completamente vácua que produz.
Quando não perceber o que os outros comentam, não se ponha em bicos de pés a exibir esse QI de galináceo. Embora aqui ainda reste alguma esperança para si de subir um ou dois pontitos se mudar – rapidamente - a dieta alimentar que segue: coma uns bifes de boi e logo vê.

Anónimo disse...

Não preciso citar os nomes que me chamou, basta ler os seus altamente elaborados textos. Por isso peço ao moderador do blog que gentilmente os retire visto serem argumentos ad hominem.

Critica a minha argumentação mas na sua emprega falácias de pressuposição a torto e a direito.

De certeza que deve conhecer o ditado popular - "Nunca discutas com um ignorante, ele baixa-te ao nível dele e depois vence-te por experiência".

Ao contrário do seu desejo não me vai conseguir arrastar para o seu nível. Não lhe vou chamar nomes nem comer bifes.

Pelo seu tipo de discurso parece-me que está habituado a discutir com pessoas mentalmente inferiores que não têm capacidades para se defender ou por pessoas que se deixam intimidar por argumentos de todas as maneiras falaciosos.

Posso assegurar-lhe que os defensores dos direitos dos animais não se incluem nestes tipos de pessoas e é por isso que estamos e vamos acabar com as touradas!

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

Recapitulemos:
pergunta 1: porque motivo a vida na forma animal há-de ser mais sagrada do que na forma vegetal?
pergunta 2: que escala é essa em que um bife de soja é menos obsceno que um bife de boi?
pergunta 3: pisar plantas é menos grave que espetar bandarilhas nas costas de um boi?
a que se adicionou a sugestão de ler um livro de divulgação científica de um especialista em astrobiologia Robert Hazen, sobre um tema absolutamente fascinante (pelo menos para mim): a origem da vida. Sim! Não é a origem dos bois! É a origem da vida! Está uns milhares de milhões de anos, mais coisa menos coisa, lá para trás.

Em que ponto é que argumentou com fundamentação científica alguma coisa?!?!

Em compensação começou por escrever, e passo a citar:
«Aqui está um exemplo de um exercício de filosofia com prentensão de ser esperto e quiçá...engraçadito!».
Entusiasmada continuou:
« É incapaz de conseguir perceber (.../...)noções básicas de biologia».
E atingiu o nirvana:
«Se não consegue distinguir um animal de uma planta isso é uma grande falha sua».

É difícil fazer mais estragos em tão poucas linhas!...

Para além do erro idiota de pensar que sou homem, foi adicionando sucessivamente a intolerância a tudo o que não partilhe a sua pequenina visão da realidade, o preconceito de que há formas de vida superiores (bois) e inferiores (soja), e finalmente (!) o apelo ao lápis vermelho da censura (desconfio que há para aí umas tentações «fascistoídes»)...

Deixo-lhe dois nomes:
- pinus longaeva,
- wollemia nobilis,
Das primeiras algumas das que ainda hoje estão vivas, já existiam antes da grande pirâmide ser um esboço em papiro.
As segundas porque são incarnação de um dinossauro vegetal vivo!
Já se percebeu que é completamente ignorante em biologia e microbiologia, e filosofia; mas será que é minimamente ecologista para atingir a dimensão espiritual do que acabei de lhe referir? Ou é apenas o terror culinário da soja?

Ah! Apreciei o facto de desta vez a citação ser de um ditado português escrito em português... À próxima experimente o Camões ou o Pessoa. Ou invente e diga que é Lobo Antunes, vai ver que ninguém percebe!

Anónimo disse...

Pelos vistos é uma pessoa que não consegue perceber isto "Comentários anónimos são permitidos sempre e quando os seus autores se abstiverem de usar este espaço para desenvolver argumentos de tipo "ad hominem"."

A isto chama-se iliteracia ou propositadamente infringir regras pré-estabelecidas.

Se pretende que os outros consigam ver o seu ponto de vista deve explica-lo e não deixar a procura de respostas para as suas questões a cargo dos outros.

Ao que está a fazer chama-se a falácia da Inversão do Ônus da Prova - Quando o argumentador transfere ao seu opositor a responsabilidade de comprovar o argumento contrário, eximindo-se de provar a base do seu argumento.

Em seguida deixo-lhe um exemplo pois parece ter dificuldades em termos de compreensão. Ex: "A Fada-do-Dente existe, pois ninguém nunca conseguiu provar que ela não existe."

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

Será muito difícil à vegan radical (chamemos-lhe Rita, por exemplo) explicar que a fundamentação filosófica para os direitos dos animais se centrarem no conceito de dor, sendo que esta (a dor) - de acordo com os conceitos actuais - se associada apenas a organismos com sistema nervoso desenvolvido, logo excluindo as plantas?

Pode-se discutir o conceito mas explicando isto responderia ao seu detractor anónimo sem recorrer a tanta retórica oca de conteúdo.

Anónimo disse...

Grata pela explicação, já percebi a ideia geral.

Todas as formas de vida interagem com o ambiente, e partilham um «desejo» de sobreviverem. É um facto que algumas têm sistemas muito mais complexos do que outras para o fazer. Usar isto para desqualificar o direito à vida de umas sobre outras (o ponto de partida era a soja vs o boi), conduz a resultados imbecis. Vejamos.
Imaginemos que a função dor, F, depende das seguintes variáveis:
e – tipo de ser vivo,
i – susceptibilidade à dor de um indivíduo dentro desse tipo,
o – parte do organismo que provoca a dor.
Aplicando F(e,i,o) à espécie humana, somos levados a concluir que qualquer indivíduo com um organismo menos completo, está desqualificado no seu direito à vida face a um que está completo (por razões cirúrgicas p.e.).
É extremamente importante sublinhar que eu não escrevi, nem sugeri sequer, que a sua opinião é esta! Obviamente que não é a minha.

Boas férias
IR

E agora para si minha cara vegan (e já lhe dei mais atenção do que merece, mas dadas as circunstâncias estou cheia de paciência, mas aviso-a que a partir de agora desligo!). É óbvio desde o início quais são as minhas respostas às perguntas que escrevi - sou ecologista por formação e não por dogma. Não me passa pela cabeça tornar vegetarianos os crocodilos do rio Mara porque maltratam os búfalos quando o atravessam; e muito mais do que um touro numa arena portuguesa... Acredito que o desaparecimento de uma espécie de vida – qualquer que ela seja – nos empobrece, e sou demasiadamente estúpida para quantificar o fenómeno vida, e dizer se a soja é menos ou mais importante que um boi. Para além de não perceber o que eu escrevo, e paradoxalmente o que você própria escreve, também desconhece a importância - e nobreza - da inversão do ónus da prova (que não usei nos posts, incluindo este). Por exemplo na defesa do ambiente através da responsabilidade do produtor na lei sobre gestão de resíduos industriais perigosos, e duma maneira geral na defesa do cidadão contra uma empresa.
Aproveite o Verão e leia, mas escolha coisas diferentes das que tem lido, areje as ideias, e não se esqueça de tomar os suplementos alimentares que a sua dieta contra natura (o Homem é um animal omnívoro) exige.

homo vegetus disse...

Há tanto tempo que não encontrava um blog humorista a tentar fazer-se passar por algo sério. A carga de subjectivismo e ausência de referências por detrás das opiniões de quem quer que seja(m) o(s) autor(es) só dá vontade de rir, se não de chorar.

Anónimo disse...

homo vegetus
isso é nome de quê? já nasceste assim ou precisas de treinar todos os dias?
Gostava de te meter um par de bandarilhas para te ajudar a aliviar o stress.

homo vegetus disse...

é latim, mas compreendo que a sua ignorância não dê para tanto.

Anónimo disse...

homo vegetus
venha mais vezes, enquanto aqui está não faz outras coisas. Entretanto não deixe de procurar ajuda psiquiátrica.

Ass: Bife de Boi

homo vegetus disse...

certamente, não serei eu o visado dessa ajuda.

Anónimo disse...

cheire um bom bife � cortador em vez de incenso que isso passa. Olha! eu disse �passa� mas � um trocadilho.
Ainda voc� andava de fraldas e j� outros que por aqui andam estudavam declina�es.

homo vegetus disse...

estudavam declinações? meu deus, devem ser uns génios...
Mas se eu ainda "andava de fraldas" é um bom sinal, significa que não teremos de aturar tamanhas faltas de educação, ataques verbais - passíveis de serem levados a tribunal, não fosse a valentia dos Anonimos - por muito tempo.
Enfim, não sei de onde me conhece e onde foi buscar tamanha revolta e selvajaria.

Anónimo disse...

Estes vegans fanáticos são mil vezes pior que a paneleiragem mais asquerosa. Sou amigo de alguns gays, daqueles que assumem a sua homossexualidade sem contudo sentirem necessidade de andar a gritar aos 4 ventos que o são. Nunca serei amigo dos asquerosos, daqueles que se rebolam, provocam quem passa, pretendem sempre fazer-se notados, enfim, um vómito. Mas nunca conheci nenhum destes nojentos que andasse a dizer às pessoas que toda a humanidade deveria ser como eles, tal como faz esta seita dos infernos, que apenas serve para desinquietar quem está quedo.

O homo vegetus, na sua pág da net, afirma que não quer ter filhos. Porquê? por jogar no outro clube? por odiar carne de todas as maneiras? por preferir um lulu a um filho? por andar a copular com vegetais? por desejar criar um Kid vegetus?

Psiquiatra? um par de bandarilhas? a si colocava-o numa prisão americana cheia de cadastrados necessitados de carne! e era pouco, para o mal e confusão que você e apaniguados causam à natureza e ao ambiente.

Anónimo disse...

Tanto interesse na orientação sexual do homo vegetus começa a ser suspeito....

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

O grande mundo das Touradas --> http://www.youtube.com/watch?v=XJq_2PaJakk

Anónimo disse...

Grande homo vegetus! Sempre lá! É uma pena a maior parte destes seres pensarem que só ficam vegetus se comerem carne!

P.S. - Mais uma vez peço gentilemente ao moderador do blog que retire todos os comentários com argumentos de tipo "ad hominem".

Ass: Uma vegan radical e extremista!

Anónimo disse...

- "Sou amigo de alguns gays"

Parece-me que, mais do que amigo, está a fazer-se à descarada a alguns dos utilizadores aqui presentes... :P

Anónimo disse...

huuu temos gays na area? nao sabia q os forcados vinham praqi comentar....
ahahah

n liges vegetus.. tao-se a tentar fazer a ti -.-

JAIR disse...

Também defendo os animais, leia e divulgue meu blog: www.jairclopes.blogspot.com

Höel disse...

Relativamente à liberdade individual versus direitos de terceiros, sou plenamente a favor da liberdade de pensamento e de opinião, por mais que essas ideias possam ser não politicamente correctas e/ou contrárias às minhas. Já quanto à liberdade de pôr essas ideias em prática, penso que deve existir regulação e legislação que proteja os interesses (nomeadamente o bem estar e direito à vida e não sofrimento) de terceiros que podem ser prejudicados com a aplicação dessas ideias quer tenham ou não capacidade de defender os seus interesses.
Especificamente em relação às touradas, acho que o problema de extinção do touro bravo caso deixasse de haver touradas poderia resolver-se criando uma reserva natural para preservação da espécie que poderia ser financiada por subsídios da mesma forma que as actuais ganadarias se bem que em menor dimensão.
Em relação ao factor cultural das touradas, apesar de português não faz parte da cultura com que me identifico, apesar de reconhcer que existem pessoas que o fazem. As tradições culturais não são estáticas e evoluem podendo até desaparecer. No entanto, para evitar uma situação de impasse resultante da falta de diálogo e compreensão de ambos os lados desta questão, poder-se-ia chegar a uma solução de compromisso, mantendo os espectáculos taurinos mas tentando diminuir o sofrimento infligido aos animais, por exemplo através da utilização de ventosas em vez de farpas. É certo que para alguns a lide perderia um pouco do seu cariz de "bravura" ao deixar de haver corrimento de sangue por parte do animal, mas permaneceria aquilo que faz com que tenha ainda adeptos, nomeadamente a destreza da lide a cavalo e o desempenho dos grupos de forcados.