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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O que arde em Portugal quando se fala de floresta?

Por Luís Silva Reis

Para além da óbvia perda económica e da desflorestação que grassa em várias regiões do País, considero não ser linear nem totalmente esclarecedor, por mais paradoxal que pareça, apurar o(s) impacte(s) que os fogos florestais tiveram ao longo do último quarto de século em Portugal. Existem ainda demasiados ângulos de análise e de conhecimento, onde as áreas não se encontram sendimentadas por razões de variada ordem, o que dificulta sobremaneira abordagens sumárias a este tema.

Talvez a questão mais unanimemente aceite será a de que a destruição incidiu sobretudo em áreas de resinosas, nomeadamente pinheiro bravo (PB) e, em menor grau, resinosas de altitude (pinheiro larício, pinheiro silvestre e pseudotsuga).

Mesmo ao nível das espécies resinosas, existem evidências de “contra-ciclo”, como o esforço importante de arborização com pinheiro manso, que ocorreu no decorrer dos anos 90, essencialmente nas áreas do Alentejo, Algarve, Ribatejo e Oeste. Muito provavelmente, este esforço vai fazer com que a área desta espécie dê um salto interessante/visível nas estatísticas do próximo Inventário Florestal Nacional (IFN2006), já contabilizando o desconto da perda de áreas que possa ter ocorrido no distrito de Viseu e do litoral a Sul do Tejo.

Ao nível das cupressáceas, a tendência será, muito provavelmente, equivalente, embora a representatividade destas espécies no panorama português continue ainda ser residual/invisível aos “olhos” do IFN2006.

Antes de me concentrar nas questões mais relevantes, não queria deixar de alertar para uma questão que, mesmo no meio técnico florestal/silvícola português, tem sido sistematicamente subdimensionada ou mesmo desvalorizada. É a que respeita ao desaparecimento das áreas de resinosas de altitude.

É neste contextoque Portugal assiste às mais intensas taxas do poder destrutivo dos fogos, tendo em conta que as áreas destas espécies muito raramente sobrevivem (a não ser em casos de fogos pouco intensos que não atingem as copas, tanto quanto me é dado ver). Ou seja, as áreas ardidas deste tipo de espécies passam rapidamente a áreas de matos.

No espaço de 15 anos, terão desaparecido mais de 10.000 hectares de áreas destas espécies (avalio neste momento em cerca de 50.000 hectares, a área ocupada pelas referidas resinosas). Trata-se de povoamentos de grande interesse florestal e histórico, para além do óbvio interesse económico. Basta fazer contas para prevêr o ano em que estas espécies vão desaparecer do cenário florestal português, se nada mais estruturante for feito para as gerir, já que o nível de arborização é absolutamente residual, permitindo-se que se encerre um capítulo interessantissímo da história florestal portuguesa.

Existem distritos onde estimo que se tenham verificado perdas esmagadoras, como é o caso do distrito de Viana do Castelo. Aqui, para além da área ainda existente no Parque Nacional da Peneda Gerês, só consigo contabilizar mais umas centenas de hectares repartidos pela Serra de Arga, (Serra da) Boalhosa (estes maioritariamente na posse de privados), nas serranias entre o rioVez e o rio Coura e nas entre o rio Lima e o rio Neiva.

Para além do seu valor económico, estas espécies estão normalmente em áreas onde nenhuma outra espécie crescerá de imediato, caso, por hipótese, se proceda rearborização dessas áreas.

Por outro lado, pela sua localização, dificuldade de arborização, etc, prognostico que muitas delas, uma vez ardidas, dificilmente serão rearborizadas, situação que deveria gerar redobrada atenção por quem de direito.

Gostaria de referir que parte da dificuldade inicialmente mencionada, reside no facto de não haver um registo cartográfico sistemático, anual e preciso, a nível nacional, que tenha mais do que 15 anos, o que permitiria, de forma mais evidente, relacionar durante um prazo mais alongado, o fogo e a dinâmica de transformação da paisagem.

Mesmo assim, e retomando o fio condutor inicial, pode afirmar-se que, com toda a certeza, o PB é de longe a espécie mais atingida pelos fogos nos últimos 15 anos. Não me é possível apresentar aqui dados mais estabilizados, mas acrescento que o PB nunca representa, a nível anual, menos de 50% da área florestal ardida, por espécie, havendo inclusivamente um número razoável destes 15 anos em que ronda os 75% da área total ardida.

Este efeito destrutivo é, aliás, visível pelo desaparecimento de pinhais em muitas áreas de PB de Norte a Sul do País, indo certamente confirmar-se esta tendência de regressão no IFN2006.

De entre os fenómenos que muito terão contribuído para este facto destacam-se não apenas o número de fogos ocorrido em áreas de PB, mas principalmente a insistência com que eles ocorrem na mesma área geográfica. Nos últimos 15 anos, dezenas de milhar de hectares de Portugal, foram percorridos, por dois, três fogos e mais fogos.

Em paralelo com este fenómeno, na década de 90 viveram-se anos em que a área de eucalipto (EUC) continuou a crescer em Portugal, muito embora a estratégia de expansão, por parte das empresas de celulose, tenha vindo a alterar-se significativamente. A progressão anual da área de eucalipto em Portugal foi mais intensa nos finais dos anos 80 e no início da década de 90, muito por via directa da acção florestal das referidas empresas, passando para níveis inferiores na 2ª metade da década de 90 e seguintes.

Relembro que no início da década de 90, a área total de EUC já se encontrava acima dos 600.000 hectares.

Em meados da década passada, a expansão passa por um período que denomino de “rentabilização”. As celuloses passam a apostar fortemente na gestão/arborização das melhores áreas para produção de eucalipto em Portugal (essencialmente nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém), abandonando/transformando as “áreas marginais” e evitando assim repetir erros passados de política florestal e financeiros. Para além disso, adquire outra relevância a “transformação silenciosa” das áreas de PB do minifúndio florestal do Centro e Norte litoral, promovidas pelos seus proprietários, numa acção paulatina em que o corte de uma área de PB, é seguida pela plantação de EUC.

A conjugação destas duas acções permitiu que ao nível das regiões atrás referidas se produzissem/ampliassem áreas consideráveis contínuas de EUC, escassamente entrecortadas, essencialmente por PB, preparando/anunciando a quase inevitabilidade das pirotragédias que nos últimos anos aconteceram e que, infelizmente, penso ainda que vão acontecer nessas regiões, por mais uns anos.

Como referi noutras ocasiões, a área ardida de EUC em Portugal entre 2000 e 2003 manteve-se em níveis inferiores a 5.000 hectares/ano, sendo também o cenário dominante na década passada. Embora não possa agora apresentar dados mais concretos, avanço que houve vários anos na década de 90 em que a área ardida de EUC foi residual (inferior a 1.000 ha) e, salvo erro, pelo menos um, no qual subiu a patamares em torno dos 5.000 ha. Este foi um período durante o qual o EUC se expandiu de forma contínua em Portugal, com uma aparente contenção dos efeitos perniciosos dos fogos florestais, muito por via do efeito conjugado de uma gestão florestal mais activa e de acções de prevenção/combate mais eficazes, em comparação com as exercidas por parte de outros proprietários florestais.

Estou em crer que a área de eucaliptal em Portugal já se encontra no patamar dos 800.000 hectares, aproximando-se da área de PB (ou mesmo disputando a primazia?), espécie que entretanto sofrerá uma queda importante e situar-se em patamares abaixo de 1.000.000 de hectares.

Hoje em dia, como já referi, a aposta clara da expansão do EUC em Portugal passa pela arborização, essencialmente nas áreas de reconhecida qualidade para o efeito.

Não queria ainda deixar de referir que, especialmente nos distritos do Norte, se assiste com frequência à propagação seminal de EUC (e até a um comportamento que localmente se pode configurar como espécie “pré-invasora”), sem que no entanto estes padrões de comportamento tenham qualquer expressão significativa para a progressão da área de EUC em Portugal.

Deixo ainda uma última nota de reflexão final, ao nível das folhosas, já que do meu ponto de vista, existe uma espécie deste grupo florestal que, tem tido a Norte, uma tendência equivalente, à do pinheiro manso a Sul. Essa espécie é o castanheiro.

Em 1995, o IFN estimava a existência de cerca de 70.000 hectares desta espécie, e no decorrer dos últimos 15 anos, apesar dos problemas fitossanitários que afectam o castanheiro, houve um esforço de arborização importante, na sua esmagadora maioria promovida por pequenos proprietários agro-florestais, essencialmente nos distritos de Bragança, Vila Real e na parte norte da Guarda e Viseu, o que conjugado com um menor impacte do efeito dos fogos, vai certamente promover a representatividade desta espécieno contexto nacional.


Engenheiro Florestal

terça-feira, janeiro 31, 2006

Pinheiro e eucalipto: caminhos para actualização de atitudes e posições no movimento ambientalista

Por Carlos Aguiar

Haverá pouca gente que sinta um misto de amizade, gratidão e admiração pelo Dr. Paiva tão profundo como eu. Além das qualidades humanas e da generosidade como activista pela causa ambiental, admiro no Dr. Paiva o saber botânico e o trabalho Científico que produziu, e produz, nesta ciência em Portugal (para quem não sabe, o Dr. Paiva é editor de alguns dos volumes da Flora Iberica, talvez a mais prestigiosa obra de taxonomia botânica Europeia pós Flora Europaea). Alguém tão perseguido pelos seus pares por delito de opinião como o Dr. Paiva entende que as suas posições públicas estão sujeitas a um escrutínio atento e cuidadoso. Além do mais, o Dr. Paiva sabe que a sua opinião conta e, por isso, escreve com um evidente intuito de estimular a discussão e de abanar as mentes. Como ambos recusamos o beija-mão das ideias dominantes, julgo seria incorrecto para com ele e para com os leitores deste blogue não assumir a minha discordância com algumas das suas opiniões.

O preâmbulo paleoecológico do artigo do Dr. Paiva foi já suficientemente dissecado [nota do blogue: este aspecto será abordado noutro "post"] . Por isso, vou focar a análise numa questão paralela ao texto do Dr. Paiva: é o pinheiro-bravo indígena de Portugal? Ser ou não ser autóctone faz toda a diferença porque condiciona a interpretação da acção dos serviços florestais durante o séc. XX. A informação paleoecológica disponível é peremptória, o Pinus pinaster é indígena de Portugal!


Durante grande parte do Holocénico co-existiram no território português dois ecótipos distintos: um litoral e outro continental. O ecótipo litoral é indígena, pelo menos, dos sistemas dunares a norte da Figueira da Foz e das paleodunas sadenses. O ecótipo continental foi extinto pelo Homem através da acção combinada do encurtamento do ciclo de recorrência dos fogos, sobrexploração e poluição genética. Este ecótipo ocupava solos delgados, sobretudo em encostas de grande declive; possivelmente alternava nos mesmos espaços com Querci, num ciclo controlado pelo fogo. Lamentavelmente, as arborizações feitas no interior do país foram realizadas com o ecótipo litoral (a maioria dos sementões portugueses estão nas matas nacionais do centro-oeste) daí as fraquíssimas taxas de crescimento nos territórios mais mediterrânico-continentais (algo que ninguém sabia no início do séc. XX).

Do ponto de vista técnico, as arborizações com Pinus estão correctamente justificadas no Plano de Povoamento Florestal (1938-1968) ou no "Reconhecimento dos baldios do continente", documentos, diga-se de enorme solidez e substância técnica. Está escrito que os Pinus actuariam como espécies pioneiras que, além de produzirem riqueza, abririam caminho aos Quercus e à reconstituição de fertilidades perdidas (reparem nos objectivos de emulação dos sistemas naturais). A ideologia subjacente aos planos de arborização era simples: produzir riqueza e restaurar a fertilidade do solo num país pobre, sobrepovoado e sem recursos naturais, profundamente degradado pelo Homem, de fraca aptidão agrícola e com uma enorme falta de matérias lenhosos. Os objectivos de produção de riqueza e de restauração ecológica foram cumpridos enquanto as premissas sociais dos planos de arborização i.e., as características dos sistemas sociais não se alteraram. No meu entender, é injusto apontar um dedo acusador aos idealizadores do Plano de Povoamento Florestal porque este dificilmente podiam prever que o fogo acabaria por atrasar os objectivos de criar um Portugal mais produtivo, e que seria o abandono a abrir caminho aos Querci. De facto, para já não falar nos sistemas de preços e no controlo estatal dos mercados, os sistemas sociais nas sociedades modernas mudam a um taxa francamente superior à duração do ciclo biológico das árvores: por isso é tão difícil planear a floresta.

A conclusão avançada pelo Dr. Paiva " ... pinhais e eucaliptais contínuos, os incêndios florestais tornaram-se não só frequentes, como também incontroláveis. Desta maneira, o nosso país tem já algumas montanhas transformadas em zonas desérticas" necessita de ser clarificada. Na realidade, as montanhas e outras áreas marginais onde o pinheiro (e o eucalipto) têm baixos crescimentos anuais e são pouco rendáveis, utilizando a metáfora do deserto, voltaram a ser o "deserto" que eram. Portanto, a crítica maior às arborização em áreas marginais, concretamente de montanha, tanto de Pinus como de Eucalyptus, não é uma hipotética degradação do território mais sim o enorme desperdício de recursos públicos e privados para tudo ficar na mesma, i.e., um mau investimento da riqueza num país pobre. Quando os erros começaram a ser percepcionados - e o movimento ecologistas foi essencial neste processo - as políticas públicas e os comportamentos demoraram demasiado tempo a mudar, em grande parte por causa o hábito nefasto, que nos caracteriza e persiste, de não fazermos contas e de nada monitorizarmos. As empresas de celuloses, após a mudança de uma lógica pública para uma lógica privada, aprenderam com o erro e rapidamente arrepiaram caminho: investiram em I&D e concentraram as suas actividades onde o eucalipto é rentável … e o mesmo pode acontecer com o pinheiro-bravo. Como os critérios de eficiência e eficácia económica, por atavismo ideológico, demorou (demora?) a impregnar ao Estado, as políticas estatais de arborização continuaram a propagar e a repetir os mesmos erros por muito tempo (até hoje?).

Agora vamos ao eucalipto. A questão que se põe é a seguinte: devemos repudiar a cultura do eucalipto? Esquecer a floresta de produção e dedicar os recursos públicos aos Querci? Começo por expor as minhas dúvidas. Alguém já estudou a taxas de rentabilidade associadas à produção de eucalipto? Por outras palavras, nas áreas onde o Eucalipto é rentável, e estas são cada vez menores com a expansão por exemplo do Eucalyptus grandis (e derivados híbridos) no Brasil, esta cultura compromete significativamente o seu uso futuro? Estamos a passar uma factura pesada para as gerações futuras? Vejamos. É maior o impacte (controlo) nos usos futuros da agricultura de eucaliptos, porque na realidade é isso que se trata (o eucalipto fertiliza-se e cuida-se como uma árvore de fruto), do que usos alternatives como sejam o cultivo de cereais, o corte tradicional de matos ou a produção de mato para arder, e a consequente exportação de nutrientes? Por exemplo, no médio-longo prazo, a hipotética produção de energia a partir de biomassa, defendida pelo actual governo, não será ambientalmente mais gravosa do que a produção de eucaliptos? Para onde irão as cinzas da oxidação das lenhas nas centrais de biomassa? Não bastaram já 5000 anos de "nutrient mining" nas paisagens portuguesas? Na realidade, o eucalipto é tão estranho aos ecossistemas portugueses como o milho, o trigo, o pessegueiro ou a amendoeira. O seu efeito simplificador (ou de substituição) das biocenoses autóctones não é maior do que um milheiral regado com um pivot ou um campo de cebolas numa maceira do Minho. As dificuldades em restaurar os espaços cultivados com eucalipto são bem menores do que num baldio queimado de 5 em 5 anos. Mais perguntas. Não é verdade que a fertilização do eucalipto garante a manutenção da fertilidade do solo de uma forma francamente mais eficiente do que os cereais extensivos "criados" à custa da mineralização da matéria orgânica? e que a cerealicultura deixa o solo bem mais exposto à erosão do que árvores e as toiças dispostas ao longo de curvas de nível? Nas áreas onde o eucalipto é rentável o efeito facilitador da agricultura de eucaliptos nos Querci não é maior do que os pomares macieiras ou aveleiras ou a cerealicultura? E recupero mais uma vez a velha questão: onde é maior o impacte da produção de uma tonelada de pasta de papel? No Minho ou na baixa fluminense? Mais; é ambientalmente mais vantajoso produzir uma tonelada de papel num sistema semi-intensivo ou extensivo (i.e. numa área de maior dimensão)? Portanto, partindo do princípio que o papel é indispensável, a bandeira ecologista nos dias de hoje não pode ser a mesma de há 20 anos atrás.


O movimento ecologista tem que lutar, sim, 1) pelo fim das transferências de riqueza, mediadas pelo estado, através de benefícios fiscais e subsídios, para as celuloses e para produtores florestais irresponsáveis; 2) pugnar por políticas e um planeamento florestal a escalas cartográficas cada vez mais pequenas, em que os custos de oportunidade dos usos sejam quantificados (e.g. substituição de bosques nascentes por monoculturas). A produção de riqueza com a agricultura de eucaliptos tem de ser real e as suas taxas de rentabilidade alteradas (provavelmente reduzidas), através da internalização das suas externalidades negativas (por exemplo, taxas sobre a redução na recarga dos aquíferos e sobre a erosão), mas também das suas externalidades positivas (fixação de carbono). Adicionalmente, é fundamental a internalização das externalidades positivas das folhosas (o que no entanto já tem sido parcialmente feito através dos apoios à florestação) e, para evitar enviesamentos, não esquecer a internalização das externalidades negativas de usos alternativos como a cerealicultura. Como há já alguns anos defendi na AMBIO os critérios de eficiência económica têm cada vez de estar mais próximos do pensamento ecologista.

No meu entender a crítica radical contra o eucalipto de hoje é, sobretudo, ideológica, e, por definição, não refutável. Consequentemente, por uma questão de honestidade científica, estou acordo com as posições do Paulo Canaveira. Não há que ter medo da transferência do eucalipto para antigas áreas agrícolas, pelo contrário! Esta modificação da geografia agro-florestal seria francamente favorável porque libertaria as áreas marginais para a conservação da Natureza e para a produção de bens e serviços que nos são indispensáveis (amenidades, ciclo da água, etc).

Agora, a luta do Dr. Paiva foi inútil? Não, de modo algum? Alertou para os perigos da conivência entre o poder político e as falsas promessas de riqueza. A sua luta foi sobretudo contra a ignorância, a incoerência e contra um estado amador e dominador: portanto, estou com ele.



Engenheiro Agrónomo , Escola Superior Agrária de Bragança