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sábado, julho 10, 2010

Agricultura urbana

Aconselho vivamente a leitura da discussão que se pode ver neste link.
Depois aconselho a ler sobre a campanha "eat the view", aqui ou aqui.
Talvez seja tempo de pensar mais consistentemente na integração dos sistemas produtivos primários (agricultura, pastorícia) nas funções urbanas.
Não estou a falar apenas de espaços urbanos, estou a dizer que as funções urbanas sempre incluíram a produção de alimentos e não há razão nenhuma para manter a separação criada pela revolução industrial e que é hoje dominante da gestão urbana. É certo que de vez em quando se cede a umas iniciativas mais ou menos folclóricas à roda das hortas urbanas, criando a ideia redutora de que a agricultura e pastorícia urbana é um mero arrebique decorativo.
Eu não estou de acordo.
Se quiserem ver mais de perto coisas relacionadas perguntem ao meu colega Jorge Cancela, que tem um trabalho notável de mobilização na Alta de Lisboa (já lhe sugeri que se candidatasse a presidente de Câmara com um programa baseado em meia dúzia de ideias de bom senso que transmitiu num inquérito que o Público faz aos Domingos, mas riu-se, infelizmente. Teimoso como sou, não perdi a esperança mesmo assim).
Este é o trabalho de base, começando na horta da varanda. Um dia chegaremos outra vez a ver olivais e trigais em Lisboa. Sem com isso estarmos a falar de espaços rurais, estaremos com certeza a falar de outros olivais e outros trigais, que se integram nas cidades como partes de pleno direito e contribuindo para cidades melhores, e não como resquícios de educação ambiental sem sustentabilidade e sem sentido.
henrique pereira dos santos

segunda-feira, junho 07, 2010

Crime? Talvez, mas quem é o criminoso?

Imagem retirada de um blog de que gosto
José Sócrates, de quem discordo frontalmente há muito tempo, muito tempo antes de ser primeiro ministro, resolveu dizer que seria um crime não encerrar as escolas com menos de 20 alunos.
Utilizou a técnica retórica habitual de comparar as suas decisões com não fazer nada, como se no mundo existissem apenas duas opções para cada problema: não fazer nada ou as soluções óbvias, fundamentadas e certas de José Sócrates.
Tomada uma decisão, seja por que razão for, José Sócrates costuma fazer um brain storming com a sua entourage política para saber que razão formal, com que toda a gente esteja mais ou menos de acordo, pode ser usada para justificar a decisão tomada.
Neste caso o argumento invocado foi o do maior insucesso escolar nas escolas com menos de vinte alunos.
Dando de barato que exista algum estudo sobre o assunto e que o estudo conclui que há mais insucesso escolar nas escolas com menos de vinte alunos (eu não acredito em nada do que é dito por José Sócrates neste tipo de argumentações, mas não é isso que interessa agora e por isso dou essa parte de barato), é evidentemente curto como justificação para o encerramento das escolas.
Porque naturalmente as escolas com menos de vinte alunos estão nas comunidades mais pequenas, mais empobrecidas, mais "tão fora de esperar bem" e menos dinâmicas do país. É por isso natural que os filhos destas comunidades partam para a vida em desvantagem, nomeadamente em escolas que, justamente, estão formatadas para a maioria que tem um ponto de partida diferente.
Não fazer nada perante esta situação é de facto mau, nisso estou de acordo com José Sócrates.
Mas a única solução apresentada até agora tem os efeitos que já descrevi neste post e neste e estão muito longe de serem preferiveis ao não fazer nada.
Há outras soluções, entre o nada fazer e a loucura normal de considerar a institucionalização de crianças de seis anos contra a vontade dos pais, ou o seu rapto diário por doze horas, como soluções pedagogicamente defensáveis.
São soluções que partem de pressupostos diferentes: o uso dos recursos públicos de forma eficiente aconselha a reorganização da rede escolar, sem dúvida, mas essa reorganização deve servir as comunidades rurais ou deve estar ao serviço da estúpida concentração de recursos nas sedes de concelho (com uma ou outra excepção em aldeias maiores)?
Se se admitir que deve estar ao serviço das populações rurais, então não há dúvida que muitas soluções diferentes existem, desde escolas móveis, a concentrações por afinidade geográfica e muitas outras.
Eu que não percebo nada do assunto pergunto-me se não seria esta uma matéria referendável.
Não podem 75000 cidadãos interessados obrigar à convocação de um referendo?
Para perguntar às pessoas se estão de acordo com o encerramento de escolas com menos de vinte alunos, ou outra pergunta que seja mais consistente (eu posso estar de acordo com o fecho de escolas com menos de vinte alunos, mas não estou seguramente de acordo com a forma como o problema está a ser gerido).
Tenho poucas dúvidas de que algumas das soluções alternativas são mais caras que concentrar os miúdos todos em escolas das sedes de concelho (ou perto disso). De qualquer maneira essa é uma contabilidade que tem muitas zonas cinzentas, a principal das quais a de saber o que nos custa perder o controlo social sobre grande parte do território nacional.
Mas ainda que sejam mais caras, não temos nós o direito de nos pronunciar sobre a retracção do Estado em matéria de gestão territorial?
Será que começando passo a passo não podemos mesmo forçar esta discussão, forçando um referendo sobre isto?
henrique pereira dos santos

segunda-feira, maio 24, 2010

Biodiversity4all (V)

Uma vez mais torno a este projecto. Sábado era o dia internacional da biodiversidade e o dia B, do programa BioEventos que assinala o ano internacional da biodiversidade.
O dia B pretendia que as pessoas fossem para o campo e assinalassem observações, regitando-as na base de dados Biodiversity4all.
É natural que ainda não estejam registados todas as observações recolhidas nesse dia, mas mesmo que não haja mais nenhuma gostava de assinalar que já estão registadas nesse dia quase 250 observações.
E que estão registadas na base mais de 640 observadores. Eu sei que é preciso não nos deixarmos enganar por este número, porque até eu estou lá registado e o meu contributo como observador será sempre muito próximo do zero (não quero ser responsável por aumentar a taxa de identificações erradas que necessariamente existem neste tipo de sistemas).
E a base já tem mais de onze mil observações.
Os portugueses já são preponderantes em quase todas listas de observadores mais activos (estão organizadas por grupos) e em termos absolutos de mais espécies registadas, Paulo Eduardo Cardoso já está em segundo.
Às vezes dizem-me que os portugueses não são mobilizáveis, não se associam, não partilham organizadamente interesses comuns e não são participativos.
Às vezes não acredito.
henrique pereira dos santos

sexta-feira, abril 30, 2010

Uns gananciosos, estes trabalhadores - crónica de Daniel Oliveira


in Expreso, 13 de Abril de 2010

A Galp propôs aos seus funcionários um aumento de 1,5 por cento. Os trabalhadores vão fazer uma greve. O presidente do conselho de Administração, Ferreira de Oliveira, acusou os trabalhadores de "falta de solidariedade para com o futuro da empresa".

Alguns dados:

1 - Ferreira de Oliveira recebeu, em 2009 , quase 1,6 milhões de euros, dos quais mais de um milhão em salários, 267 mil em PPR, quase 237 mil euros de prémios de desempenho (mais de 600 mil em 2008) e 62 mil para as suas despesas de deslocação e renda de casa. É um dos gestores mais bem pagos deste país.

2 - Os sete administradores da empresa (ex-ministros Fernando Gomes e Murteira Nabo incluídos) receberam 4,148 milhões de euros. Mais subsídio de renda de casa ou de deslocação, no valor de três mil euros mensais. Os 13 administradores não executivos receberam 2,148 milhões de euros. Entre os administradores não executivos está José António Marques Gonçalves, antigo CEO da petrolífera, que levou para casa uma remuneração total de 626 mil euros, incluindo 106 mil de PPR e 94 mil de bónus. No total, os 20 gestores embolsaram 6,2 milhões de euros, 2,9% dos lucros da companhia.

3 - Os trabalhadores pedem um aumento de 2,8 por cento no mínimo de 55 euros. Perante estas exigências de aumento, a administração que recebe estes salários diz que, tendo sido estes dois últimos dois anos "de crise", elas são "impossíveis de satisfazer".

4 - A Galp não está em dificuldades. Os lucros ascenderam, no ano passado, a 213 milhões de euros. No ano anterior foram de 478 milhões de euros. A empresa vai distribuir dividendos pelos accionistas. Mas ao contrário do que tem acontecido nos últimos cinco anos os trabalhadores ficam de fora. "Não é possível distribuir resultados que não alcançámos", diz Ferreira de Oliveira, que, tal como o resto da administração, não deixou de receber o seu prémio pelos resultados que não alcançou.

Os factos comentam-se a si mesmos. Por isso, ficam apenas umas notas:

A administração que suga (com uma grande contribuição do seu CEO) quase três por cento dos lucros de uma das maiores empresas nacionais acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento de 2,8 por cento. E que a greve "não defende os interesses nem de curto nem de longo prazo dos que trabalham e muito menos dos que aspiram a vir a trabalhar" na Galp.

De facto, ex-ministros pensarão duas vezes em escolher aquela empresa para dar conforto à sua reforma se os trabalhadores receberem 2,8 por cento de aumento. De facto, um futuro CEO que precise de receber mais de sessenta mil euros para pagar a sua renda de casa e deslocações (que um milhão nem dá para as despesas) pensará duas vezes antes de aceitar o cargo se os funcionários que menos recebem tiverem um aumento de 55 euros mensais. De facto, gestores que recebem prémios por "resultados não alcançados" não aceitarão dirigir uma empresa que distribui dividendos quando os lucros baixam.

A ganância destes trabalhadores desmoraliza qualquer homem de negócios mais empenhado. Assim este País não vai para a frente. A ver se os trabalhadores da Galp percebem: todos temos de fazer sacrifícios.

domingo, março 28, 2010

Paroquialismo e cientifismo

Eu sei que já usei esta imagem, mas a questão é mesmo esta

A discussão na caixa de comentários deste post vai interessante. Talvez eu tenha reagido excessivamente a alguns comentários mas tenho razões históricas para isso: as várias vezes que tentei, a partir do ICNB, construir um sistema de registo de dados de biodiversidade aberto e acessível (nos dois sentidos, isto é, na consulta, mas também no registo de dados) a qualquer pessoa falharam sempre por paroquialismo, cientifismo ou as duas.
O paroquialismo caracteriza-se pela ideia de que os meus dados, ou o meu sistema, dispensam os outros porque são muito melhores (não vou discutir o que significa melhores). Na discussão do post esta questão surge a partir dos comentários positivos do Henk no sentido de se criarem redes de partilhas de dados em vez de multiplicar bases que não comunicam. Não podia estar mais de acordo, veremos como se comportam os possuidores de dados.
Devo dizer que espero que o meu contributo para a base do biodiversity4all seja exactamente neste campo, a partir de informação pública que existe mas está pouco acessível.
O cientifismo, muito mais complexo de combater e muito mais corrosivo nos seus efeitos, caracteriza-se pela hipervalorização da informação produzida no sistema científico formal (ou pelo menos com as suas regras) e a desvalorização da informação produzida pelas pessoas comuns.
A questão que é sempre levantada é a do espantalho dos erros da informação que podem existir na informação não validada. Por exemplo, o Henk fala de uma observação altamente improvável de corvo.
A base biodiversity4all responde a isto de várias maneiras. É possível saber o autor da observação, é possível contactar e discutir a observação. É portanto possível aferir o grau de confiança da observação. Mas mais que isto, se à medida que as observações se acumulam mais ninguém confirmar essa observação estranha, naturalmente ela perde a confiança dos utilizadores.
Repare-se que nas observações produzidas pelo sistema científico isto é resolvido exactamente da mesma maneira e mais uma: confiando no observador. Se a confiança acrescida é técnica, na certeza da identificação, faz sentido supor que quanto mais especializado o observador mais confiança merece a observação.
Mas deixem-me contar uma história (garanto, não é única):
Num processo de AIA o ICNB estava a ser fortemente pressionado para aprovar um determinado projecto. Numa reunião muito tensa, outros sectores do Estado insurgem-se contra o facto do ICNB referir um habitat prioritário na área porque tinham um parecer de um professor universitário especialista em botânica e habitats de cinco páginas (que mostraram) dizendo taxativamente que o tal habitat não tinha sido encontrado na área. Como é habitual em mim (mas raro na administração pública portuguesa e nos centros de investigação) disse que não havia problema nenhum: o Sr. Professor (Carlos Pinto Gomes) que viesse connosco, o promotor que levasse quem quisesse e o ICNB teria todo o gosto em ir ao terreno verificar quem tinha razão (como é evidente com espécies da fauna este tipo de verificação é bastante mais complexo). Marcada a visita ao terreno lá se encontra o dito habitat, tendo o Sr. Professor explicado que quando esteve no terreno o tinham levado por outro caminho que não aquele que conduzia à área que continha o habitat.
Sei por isso de ciência certa que se a qualidade técnica das pessoas pode ser aferida e relacionada com a qualificação académica, a qualidade da informação que prestam não pode (por muitas razões. Por exemplo, no caso do lince da Malcata que terá ou não morrido da anestesia, tenho ideia de ter lido trabalhos publicados sobre o assunto que omitem a segunda anestesia dada o bicho, numa boa demonstração de que como é errada a ideia de que a informação científica ou produzida por cientistas é inerentemente correcta).
Por isso os modelos de produção de informação científica devem ser abertos e escrutináveis.
As bases de dados das pessoas comuns devem integrar tanto quanto possível o know how e a boa vontade da academia (que existe na maioria dos casos) mas devem ser claramente autónomas, o que implica aceitar o aumento o risco de produzir informação com erros. Aceitar esse risco não significa diminuir o esforço para reduzir a produção de informação errada, aceitar esse risco significa aceitar que para ter um volume de informação mais robusto é inevitável que venham associados erros.
Só isso permite a estas bases independentes ficar o mais livres possíveis de paroquialismos e cientifismos que, em Portugal, têm conduzido à fraquíssima produção de dados de biodiversidade, entre outras razões porque há vários investigadores que acham que não ter dados nenhuns é melhor que ter dados com problemas de verificação e validação.
Eu não estou de acordo.
henrique pereira dos santos

terça-feira, fevereiro 16, 2010

10th Essex Conference in Critical Political Theory



THEORY IN THE FACE OF GLOBAL CHALLENGES:
CAPITALISM & ECOLOGY, COMMUNITY & CITIZENSHIP

Call for Papers

Dates: 16-18 June 2010
Location: University of Essex, Colchester, UK
Call for Papers Deadline: 30 April 2010
Website:http://www.essex.ac.uk/idaworld/10th_Essex_Conference_in_Critical_Political_Theory.html
All Inquiries to: polcon@essex.ac.uk

Keynote Speakers
ROMAND Coles is Professor of Community, Culture & Environment at Northern Arizona University.
DIANA Coole is Professor of Political & Social Theory at Birkbeck, University of London.
STEPHEN K. White is James Hart Professor of Politics at the University of Virginia.

Other Confirmed Speakers Include
JANE Bennett, The Johns Hopkins University (USA)
WILLIAM E. Connolly, The Johns Hopkins University (USA)
ERNESTO Laclau is Emiritus Professor of Political Theory at the University of Essex.
FRANCISO Panizza, London School of Economics and Political Science (UK)

Organizing Committee at the University of Essex
JASON Glynos, Department of Government, University of Essex
DAVID Howarth, Centre for Theoretical Studies, University of Essex
ALETTA J. Norval, Centre for Theoretical Studies, University of Essex
JONATHAN Dean, Department of Government, University of Essex
KHAIRIL Ahmad, PhD Candidate, Department of Government, University of Essex
GRAHAM Walker, PhD Candidate, Department of Government, University of Essex

Methodology Workshops Organizing Committee
GRAHAM Walker, PhD Candidate, Department of Government, University of Essex

The Conference Theme: Theory in the Face of Global Challenges: Capitalism
& Ecology, Community & Citizenship


FEW doubt, today, that we face a series of connected global challenges: the dangers of climate change and environmental degradation; a crisis of international finance and global capitalism; an ever-increasing logic of minoritization, which threatens to fragment communities and societies;
greater social and economic inequalities, both nationally and globally; the intensification of various forms of religious belief, including fundamentalism, alongside a growing secularization of communities and societies; and a palpable disillusionment with politics and politicians.

THEORISTS and scholars in the humanities, social sciences, and the natural sciences also face new challenges: insistent demands to show the relevance? of their research for the ?real world?; diminishing resources and institutional support; a growing marginalization from mainstream and
corporately subsidized research. Universities and colleges are being compelled to show that their research has a ?direct impact? on the economy, public policy, or society in order to secure funding and research grants.

THEORY in the Face of Global Challenges: Capitalism & Ecology, Community & Citizenship? takes up the challenge of rethinking different aspects of global capitalism, religion, the place of minorities, and the environment.
It will also problematize and explore the role of theory in the academy and in relation to the pressing issues we confront.

HOW do we problematize and critically explain these new phenomena? What are the limits and potentials of contemporary political and ethical theory in addressing these new issues? What is the relationship between community, citizenship, and democracy? What kind of ethos needs to be cultivated in the face of these new challenges, and how can it be brought about? Must ecology be sacrificed on the altar of rebuilding the global capitalist system, or is an eco-egalitarian alternative possible? In what ways can various fundamentalisms be challenged and engaged with in the name of a democratic politics that is not itself fundamentalist in character? What is the relationship between cultural theory, radical materialism and various sorts of naturalism? What are the prospects and limits of pluralizing pluralism? Ought we to restrict agency to humans, or
does it extend to the material and non-human world more generally? What is the relationship between nature and culture? How can cultural theory respond to recent developments in science? How do these broad sets of issues and questions get addressed in specific contexts and policy arenas?
And what theoretical languages and methods are best able to respond to these changes and trends?

THESE are just some of the tasks of critical political theory today. Our invited speakers shall deliver keynote addresses to the conference that will shape the discussions with their distinctive voices and perspectives.
Each of the speakers will address one or more of the themes announced in the title.

ROMAND Coles is Professor and Director of the Programme in Community, Culture & Environment at Northern Arizona University. He works at the intersections between radical democratic theory, continental philosophy, and grassroots democratic activism. During his two decades at Duke University he co-founded and co-directed an interdisciplinary project called Dialogical Ethics and Critical Cosmopolitanism, as well as The Third Reconstruction Institute, which cultivated collaborations between scholars and grassroots organizers across the South-Eastern United States.
He currently directs the Programme for Community, Culture, and Environment at Northern Arizona University where he writes, teaches and organizes politically on issues pertaining to building grassroots democracy in schools, developing a green economy, crafting public spaces, immigration rights, urban agriculture, and the engaged pedagogy movement in higher education. His writings include: Self/Power/Other: Political Theory and Dialogical Ethics; Rethinking Generosity: Critical Theory and the Politics of Caritas; Beyond Gated Politics: Reflections Toward the Possibility of Democracy; and (with Stanley Hauerwas) Christianity, Democracy, and the Radical Ordinary: Conversations Between a Radical Democrat and a Christian. Romand`s address will explore possibilities for radical democratic transformation toward a green political economy, focusing on vital micro-relational dynamics among humans and the nonhuman that nurture revolutionary enthusiasms, hopeful visions of possibility, and networks of political power necessary for constructing alternatives to ecocidal global capitalism. His discussion will make connections between grassroots community organizing initiatives in which he is involved, theories of mimesis and mirror neurons, and broadening experiments in alternative political economy.

DIANA Coole is Professor of Political and Social Theory at Birkbeck, University of London. Her many books and articles include Women in Political Theory: From Ancient Misogyny to Contemporary Feminism, 2nd Edition (Hemel Hempstead, Harvester-Wheatsheaf & Colorado, Lynne Rienner, 1993); Negativity and Politics: Dionysus and Dialectics from Kant to Poststructuralism (London & New York, Routledge, 2000); Merleau-Ponty and Modern Politics after Anti-Humanism (Rowman and Littlefield, 2007); Materialism and Subjectivity (Duke University Press, 2007). Her address will focus on the discursive and ethical framing of question the population question for developed countries. Her concerns thus engage the intersection between capitalism and the environment, whilst raising significant controversies about immigration, community and new forms of citizenship. Drawing on her extensive knowledge of modern political and social theory, and contemporary continental political philosophy, she will also explore the role of theory and theorists in addressing these issues and their policy implications.

STEPHEN K. White is James Hart Professor of Politics at the University of Virginia. His books include The Recent Work of Jurgen Habermas (Cambridge University Press, 1988) and Political Theory and Postmodernism (Cambridge University Press, 1991); Edmund Burke: Modernity, Politics and Aesthetics (Sage, 1994). He has also edited volumes entitled Lifeworld and Politics:
Between Modernity and Postmodernity (University of Notre Dame Press, 1989) and the Cambridge Companion to Habermas (Cambridge University Press, 1995). His contribution to the forthcoming conference arises from his most recent book - The Ethos of a Late-Modern Citizen ? where he contends that the global challenges facing Western democracies require a systematic
re-examination and re-articulation of the role of citizens and citizenship. His approach does not deny, in the name of tradition, the force of what is new, nor does he imagine that we can adequately confront change by simply rejecting the traditions of modern Western political thought. Instead, he offers an incisive interpretation of our late-modern ethical-political condition and explains how a distinctive ethos or spirit of citizenship might constitute part of an exemplary response. This ethos requires reworking basic figures of the modern political
imagination, including our conception of the self, citizenship, and democratic politics.


***

THE TENTH CONFERENCE IN CRITICAL POLITICAL THEORY at the University of
Essex provides a space to address and engage with these issues. The conference has achieved a renowned reputation for the quality of the papers presented and the large number of international participants.
Previous guest speakers have included Bill Connolly, Michael Hardt, Wendy Brown, Judith Squires, Quentin Skinner, Joan Copjec, James Tully, Jane Bennett, Fred Dallmayr, Bonnie Honig, David Owen, David Campbell, Simon Critchley, Ernesto Laclau, and Chantal Mouffe, amongst others. This year the conference will be hosted by the IDAWorld, Centre for Theoretical Studies, and the Department of Government at the University of Essex.

THE conference provides an important opportunity to engage with the contemporary challenges and possibilities of social and political theory and to exchange views on ongoing research. We welcome papers from all scholars, including postdoctoral researchers, postgraduates and early
career scholars from a wide variety of backgrounds in the field of social and political theory. But as is customary with the Essex conference, the themes are in part shaped by the thought and writings of our invited guests, and this year is no exception. We are delighted to host Professors
Romand Coles, Diana Coole, Ernesto Laclau & Stephen White.

Broad Themes Include
* Rethinking Community and Citizenship
* Critical Political Economy
* Discourse & the Media
* Politics of Immanence and Transcendence
* Ecology and Capitalism
* Politics and Technology
* Latin American Politics
* Universalism and Particularism
* Democracy and Representation
* Capitalism, Multiculturalism, Globalization
* Identity Politics and Mobilization
* Subjectivity and Psychoanalysis
* Religion, Faith and Pluralism
* Discourse and Affect
* Fundamentalisms
* New Ecologies
* Philosophies of Nature
* Discourse, Governance & Public Policy
* Culture and Political Economy
* The Politics of Space, Time and Territoriality
* Reworking Identity/Difference


Proposals for Papers, Panels and Roundtables
The conference organizers welcome proposals for individual papers; full panels (with papers); and roundtables (focused on discussion of a common theme rather than the formal presentation of papers). Paper, panel, and roundtable proposals (short abstracts) should be sent to polcon@essex.ac.uk no later than 30th April, 2010. Inquiries may also be sent to that address. Decisions on proposals will be made on a rolling basis. Inquiries may also be sent to that address. Final papers will be posted on the conference website.

Methodology Workshops
Some of the sessions will be devoted to methodological workshops. The 90-minute workshop sessions feature specialists in different aspects of critical and poststructuralist political analysis. The workshop sessions take the form of a master-class, with senior researchers meeting a small
number of early career researchers using a particular methodological strategy or technique. The focus will be on questions raised by researchers, and their research will be treated as case studies to generate and engage a set of methodological questions.
The workshops aim at creating a setting where early career researchers can benefit from interaction with experts in their field. The sessions will be facilitated by fellow early career researchers, and the discussants will be established and renowned names in the field of interpretative political analysis, such as Jason Glynos, David Howarth and Aletta Norval. The
sessions are fully incorporated into the regular conference program, and the sessions are open to all conference participants.
In order to take part in a workshop session, early career researchers invited to present their work in one of these will be asked to introduce their research project in a 2-3 page summary, pointing to the particular difficulties or methodological questions that arise from their research
that they would like to explore in the workshop. Please note it clearly in your inquiry if you wish to be considered for inclusion in a Methodology Workshop. The deadline for inquiries is 30 April 2010. For additional questions, please do not hesitate to contact the chair of the Methodology
Workshop Advisory Board (polcon@essex.ac.uk) marking your inquiry clearly for attention: Graham Walker.