quinta-feira, agosto 27, 2009

diz que é uma espécie de comunicação 2: o salto


Várias ONGAs utilizam o tradicional boletim para comunicar com os seus associados. Impresso em papel, muitas centenas ou mesmo alguns milhares de exemplares são distribuídos, periodicamente, pelo correio.

Representam custos económicos tremendos, nomeadamente quando comparados com os fundos não adjudicados a projectos e outras acções contratualizadas, e que na maioria dos casos são, em boa parte das quotas dos sócios. Representam também investimentos de tempo de recursos humanos, voluntários e/ou profissionais. Representam parte não desprezável da pegada ecológica, a tal, com que algumas ONGAs, e bem, andam preocupadas, sendo por isso um péssimo exemplo.

Estes boletins associativos (para não falar de outros de índole técnico/científico que, em meu entender, bem poderiam seguir o mesmo caminho) impressos em papel vão deixando de fazer sentido. Caros a todos os níveis e poluentes, pecam ainda por serem muito pouco interactivos e dinâmicos.

Verifico que esta minha opinião não é assim tão "esotérica", colhendo mesmo alguns adeptos dentro do main stream de algumas associações, diga-se que, nem sempre pelos melhores motivos. Mas uma certa inércia e principalmente o receio das consequências do "deixar de dar o pouco que ainda se dá" aos associados, vão deixando ficar tudo na mesma para nada mudar. E o salto óbvio entre o papel e os novos meios de comunicação vai ficando por dar...

Gonçalo Rosa

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