terça-feira, outubro 17, 2006

Animalistas soltam 15,000 exóticas na Galiza


Um grupo de alegados defensores dos animais soltou 15,000 indivíduos de um predador exótico, Mustela vison, nos campos da Corunha. Muitos desses indivíduos foram capturados, outros morreram, outros, inevitavelmente, sobreviverão e reproduzir-se-ão algures na Corunha. Já existem Visões na Corunha pelo que não criarão um problema de raiz. No entanto acentuarão um problema existente, designadamente no que se refere ao incremento da pressão sobre espécies autóctones como a Marta (Martes marta).

Acções como esta lembram-me o caso dos esquilos exóticos americanos nos Alpes Italianos. Alegados defensores dos animais (vulgo animalistas) conseguiram impedir as autoridades ambientais de prosseguir os esforços de erradicação desta espécie invasora com vista a reduzir a pressão que esta exercia sobre os esquilos vermelhos dos Alpes (nas Ilhas Britânicas os Esquilos americanos levaram à extinção do Esquilo vermelho em quase todo o território).

Este é mais um caso de voluntarismo bacoco, ignorante e contraproducente que, infelizmente, caracteriza muitas das acções dos alegados defensores dos animais. Era conveniente que o movimento ambientalista (nomeadamente a CPADA, Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, dado que possui animalistas no seu interior), se demarcasse publicamente deste tipo de actos, sob risco de alguns tentarem uma colagem (como aconteceu com o caso da Quercus e dos touros) estratégica entre animalismo e ambientalismo que em nada beneficiará a causa ambiental.

8 comentários:

Anónimo disse...

Quinze mil visons libertados por ambientalistas na Galiza


Um grupo de supostos ambientalistas terá libertado na madrugada do passado domingo 15 mil visons criados em cativeiro na Corunha, mas apenas seis mil dos animais conseguiram efectivamente fugir, noticiou ontem o El Pais. De acordo com o conselheiro para o Meio Ambiente da Junta da Galiza, Manuel Vázquez, 70 por cento dos animais foram recuperados. Porém, durante as operações de captura morreram três mil visons, o que corresponde a 70 por cento dos animais que as autoridades conseguiram recuperar.
A Guarda Civil suspeita que se trata de uma "acção organizada" de grupos que se opõem à criação em cativeiro destas espécies e está a investigar a identidade dos autores. Manuel Vázquez considerou a acção "um atentado ambiental" que não traz "nada de positivo" aos animais.
Os animais foram anteontem libertados das suas jaulas em três municípios diferentes da província galega - Oza dos Ríos, A Baña e Muros -, onde eram criados para o fabrico de roupa e de cosméticos. A maioria deles manteve-se nas redondezas das explorações, o que facilitou a sua recuperação ainda no domingo. As autoridades não revelaram quantos animais morreram nessa primeira fase de captura.
Na captura dos restantes animais estiveram envolvidos guardas-ambientais e agentes da Guarda Civil, que procuraram evitar que os visons atacassem vizinhos, gado ou espécies protegidas da fauna galega, como a marta.
Já em 2004, a Frente de Liberación Animal abriu as jaulas de Carral, na Corunha, soltando 6500 visons, o que causou grande alarido, uma vez que eles são considerados animais perigosos, porque podem morder.
Os visons (visão-americano) são predadores que se alimentam de todo o tipo de animais pequenos. No entanto, ao serem criados em cativeiro não sobrevivem em liberdade mais de três dias, pois, não estando habituados a caçar e a pescar, a sua capacidade de sobrevivência na natureza fica debilitada. Marta Vieira, com agências

http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=17&uid={5C636927-226D-4F04-9957-A20F6F3B4D96}&id=102673&sid=11345

João Vale Serrano disse...

Qualquer VERDADEIRO "animalista", como defensor do bem-estar animal, tem de ser, evidentemente, defensor do meio a que eles pertencem - tem de ser, portanto, "ambientalista". Acções como esta são fruto de fanatismo e ignorância, podendo rotular do que se quiser os indivíduos e grupos que as praticam. Mas não é justo, não se deve, confundir e responsabilizar o "movimento" por disparates criminosos como este ou outros semelhantes.
Cumprimentos do
JVSerrano

MSoares disse...

Gostava de saber se esses indivíduos podem ser condenados especificamente por essa acção de libertação dos animais, se existem leis adequadas a este tipo de "intervenções" ignorantes no ambiente, e se costumam ser postas em prática.

No mínimo houve um roubo...mas a libertação de animais desta natureza e nestes moldes, devia ser sujeita a sanções próprias.

MSoares

Miguel B. Araujo disse...

Estou inteiramente de acordo com JVSerrano mas acrescentaria aquela máxima de que "a mulher de césar não basta ser, tem de parecer".

Por isso era conveniente que os animalistas não radicais, estando ou não estando inseridos no movimento ambientalista, se demarcassem publicamente destes actos.

Se não o fizerem, é fácil interpretar o silêncio como um acordo tácito.

Miguel B. Araujo disse...

Supuestos ecologistas liberan 15.000 visones de tres granjas de Galicia La
Xunta advierte que los animales en libertad son una amenaza para el medio
ambiente SONIA VIZOSO - Santiago de Compostela
EL PAÍS - Sociedad - 16-10-2006


Algunos de los visones recuperados el pasado verano después de que fueran
sacados de sus granjas. (EFE)
ampliar

Más de 15.000 visones criados en cautividad vagaban ayer por la provincia de
A Coruña después de que unos desconocidos los liberaran de las tres granjas
en las que vivían. Un dispositivo de rescate integrado por guardias
medioambientales, brigadas de montes y agentes de la Guardia Civil, intenta
capturar a los animales para evitar que ataquen a vecinos, ganado o especies
protegidas de la fauna gallega como la marta. Los visones, criados para
fabricar abrigos y cosméticos, estaban encerrados en tres explotaciones de
Oza dos Ríos, A Baña y Muros.
Entre las tres y las seis de la mañana del domingo, los cierres de las tres
granjas, ubicadas a decenas de kilómetros de distancia entre sí, fueron
forzados. Los autores de los asaltos esparcieron pienso en el exterior de
los recintos para atraer a los visones y colocaron rampas para facilitar su
huida. De las instalaciones de Oza dos Ríos escaparon más de 10.000
ejemplares, 5.000 de la de Muros y 500 de A Baña, según el recuento de
urgencia realizado ayer entre la Xunta y los propietarios de los negocios
afectados. Al caer la noche, quedaban por localizar 6.000 ejemplares.
La Guardia Civil sospecha que se trata de una "acción organizada" de
colectivos que se oponen a la cría en cautividad de estas especies e
investiga para identificar a los autores. Los técnicos de Medio Ambiente del
Gobierno gallego aseguran que la mayor parte de los visones liberados
perecerán en un par de días: criados en cautividad, son incapaces de lograr
alimento en la naturaleza. El director general de Conservación de la
Naturaleza de la Consellería de Medio Ambiente, Xosé Benito Reza, calcula
que el dispositivo de rescate desplegado para localizar a los visones
tardará al menos una semana en capturar a los que sobrevivan y recoger los
cadáveres de los que fallezcan. Reza sostiene que los responsables de la
liberación de los visones le han hecho un "flaco favor" al medio ambiente.
Cadáveres de visones yacían ayer ya por la mañana en el entorno de las tres
granjas y en las carreteras cercanas, mientras agentes forestales y guardias
civiles intentaban capturar los ejemplares vivos en colaboración con
brigadas municipales. La Xunta recomienda a los ciudadanos que se topen con
estos animales que no traten de atraparlos, ya que son muy feroces y podrían
herirles.
La Consellería de Medio Ambiente teme que la presencia de miles de visones
en los montes y prados de Galicia provoque daños medioambientales en un
radio de cientos de kilómetros, ya que, según el director general de
Conservación de la Naturaleza, se trata de una especie voraz que se desplaza
a gran velocidad por todo tipo de hábitats. Así lo demuestra el hecho de que
hace unos meses fueron localizados en las islas Cíes, ubicadas frente a
Vigo, algunos de los 30.000 visones liberados el verano pasado de una granja
cercana a Santiago. Aquella acción fue reivindicada por el Frente de
Liberación Animal a través de las pintadas que dejaron en los muros de la
explotación.
En esta ocasión, las personas que liberaron a los visones de las tres
granjas en el plazo de tres horas no han dejado firma. La Consellería de
Medio Ambiente coincide con la Guardia Civil en que se trata de actos
organizados. Los responsables de la investigación sospechan de colectivos
contrarios al maltrato animal y la cría en cautividad, que suelen tener a
los empresarios peleteros en su punto de mira. La propietaria de la granja
de Oza dos Ríos, de la que ayer escaparon 10.000 visones, la conocida
peletera gallega Charo Carrillo, asegura que el suceso ha arruinado "veinte
años de trabajo" y ha acabado con una explotación que se había convertido en
uno de los diez mejores centros de investigación genética del visón en el
mundo.

Emanuel Viçoso disse...

Confesso que acho este tipo de actos completamente inconcebível.

Especialmente vindo de pessoas que dizem ser "amigas dos animais". Só de imaginar o sofrimento que estes bichos passaram nos dias depois da sua libertação, sem saber caçar, ou onde refugiarem-se, completamente apavorados num mundo desconhecido, até à morte por fome, atropelamento ou outra causa, só me ocorre dizer: com amigos destes, os animais não precisam de inimigos...

Já para não falar do impacte sobre todo o ecossistema e populações de presas, muitas delas protegidas...

Paulo Gonçalves disse...

?

Anónimo disse...

Ao menos tiveram uns dias de liberdade na vida deles, se nao tivesse acontecido isso, simplesmente n tinham hipotese nenhuma de sobreviver, era simplesmente a pele q restava deles.