imagem do artigo em causa e criticada aqui.Domingo, Janeiro 31, 2010
Conspiração?
imagem do artigo em causa e criticada aqui.Sábado, Janeiro 30, 2010
A gestão do Parque Natural das serras de Aire e Candeeiros

Vale por isso a pena analisá-lo no que ele tem de essencialmente correcto e no que ele tem de essencialmente errado.
Sexta-feira, Janeiro 29, 2010
Prioridades no Ambiente
Saiu esta semana o Índice de Desempenho Ambiental das Universidades de Yale e Columbia (The 2010 Environmental Performance Index - EPI). Este Índice analisa dez categorias de políticas ambientais em 163 países com base em 25 indicadores (ver http://epi.yale.edu/). Portugal, embora recuando face à posição do ano passado situa-se, no segundo grupo de desempenho ambiental numa relativamente confortável 19ª posição, em linha com a maioria dos países Europeus.
(http://epi.yale.edu/file_columns/0000/0045/alphacountryprofiles_epi2010_complete.pdf)
Os dados mostram aquilo que em princípio já sabíamos. Nas políticas relacionadas com a água, o saneamento básico e actividades associadas está praticamente tudo feito (falta repensar a eficiência do modelo institucional de gestão, mas isso a este nível são detalhes), assim como nas políticas de protecção da Biodiversidade e redução de impactos sobre os Ecossistemas estamos ao nível do pior que é conseguido pelos nossos parceiros da União (e mesmo atrás de muitos países em desenvolvimento…).
Daqui, torna-se óbvio (se é que já não o era) que pensar numa política de Ambiente em Portugal obriga a equacionar prioritariamente o que fazer para garantir o reforço da Vitalidade dos Ecossistemas no território nacional. Bom desafio para o Ano Internacional da Biodiversidade que agora começa.
João Menezes
Quinta-feira, Janeiro 28, 2010
Preservando um lugar para a ciência na era da democracia
Ler notícia completa aqui
"Hesito por momentos e uma amargura me submerge inconsolável"
Ler hoje o Público, depois de ter escrito o post de ontem, poderia ter-me dado alguma satisfação decorrente de aparentemente não ter dito muitas asneiras numa área que não é a minha.Mas não, foi um nó na garganta que foi crescendo.
O défice que se reduz com as receitas extraordinárias das concessões das barragens (e o movimento ambientalista a falar de património natural importante que desaparece, a discutir a racionalidade económica de investir em produzir mais em vez investir em ser mais eficiente, mas a deixar de lado a questão essencial da opção política pelo endividamento) e venda de património (explicitamente edifícios, terrenos, habitações e outros bens de investimento).
A dívida, com juros a crescer nos próximos anos, das obras não essenciais muitas vezes contestadas pelo movimento ambientalista apelidado de inimigo do desenvolvimento pelos que prometiam o paraíso na Terra através de Alqueva (mais 11% da verbas do PRODER para afundar neste lago), auto-estradas para desencravar o interior (encravado também pelo desvio dos 11% das verbas do PRODER gastas em Alqueva), Pólis e outras coisas.
Discussões sobre o excesso de construção na Matinha e o destino dos hospitais de Lisboa, com o Estado central a pedinchar 9,5 hectares de terreno às autarquias, como se a localização de um novo hospital fosse uma questão de disponibilidade de terrenos em abstracto e não de necessidade de pessoas concretas.
O pior ano da procura na aviação comercial em mais de cinquenta anos, que não levanta dúvidas aos que se recusam a discutir a proposta de manter a Portela e ir crescendo noutros lados à medida das necessidades, como há muito propõe a generalidade do movimento ambientalista, porque o futuro só será risonho com mais uma obra fundamental e estruturante. Provavelmente porque isso pode não ser do interesse da TAP e o Estado precisa do dinheiro da sua privatização, em mais uma demonstração da captura do Estado pelos interesses sectoriais.
A empresa que fazia os despejos que cortaram a CREL por semanas e que ao mesmo tempo construía e pagava uma estrada para a Câmara Municipal da Amadora (a quem com certeza falta o dinheiro para fazer as estradas necessárias nos sítios adequados).
Mas o que verdadeiramente me arrumou foi ver o gráfico que reproduzo acima e ver como os efémeros ocupantes do poder negociaram as concessões das estradas de forma a que até 2013 as contas sejam baixinhas e simpáticas e depois das eleições que se farão nesse ano quem as ganhar (provavelmente por falta de comparência dos adversários) que resolva a súbita e incompreensível subida das rendas, que liquidarão qualquer hipótese do Estado decidir do destino dos nossos impostos durante muito tempo.
Nessa altura será inútil votar porque não há liberdade para decidir: quem quer que seja o incumbente só terá como alternativas pagar as dívidas das obras dos outros (se tiver com que), independentemente de cumprirem os objectivos para que foram construídas ou abrir falência.
No fundo deixámos de nos preocupar em viver com o que temos e alguma coisa que herdámos (isto é, o que sobrou da riqueza que antes de nós foi criada) e passámos a usar os recursos dos nossos filhos prometendo-lhes que com o que lhes tiramos hoje lhes vamos deixar uma herança fabulosa.
Com este passe de mágica livramo-nos da responsabilidade dos riscos que assumimos, empurrando o risco para os nossos filhos, o que aliás é muito conveniente porque eles não podem protestar.
Escolhi uns versos de Jorge de Sena para título e fui simplesmente verificar como o desespero e a angústia podem apesar de tudo ser tão bonitos. Especialmente quando a música ouvimo-la nós mas o desespero é o dos outros.
Infelizmente parece ser exactamente o contrário do que nos espera daqui a poucos anos.
henrique pereira dos santos
Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
A ambiente e as contas do Estado
- o Estado é o grande actor em matéria ambiental;
- o carácter ambiental do Estado pode ser aferido pela dimensão e conteúdo das rubricas estritamente ambientais.
Terça-feira, Janeiro 26, 2010
Erradicar para conservar
Foto de Jan Buys, tirada no Alvão em 2003
A semana passada, recebi de um amigo um e-mail com uma listagem das espécies que tinha observado durante uma saída de campo que tinha feito às lagoas de Chaves, existente junto ao Rio Tâmega, entre algumas espécie como a Andorinha-do-mar, o Mergulhão-pequeno, a Garça-real ou Aves-frias, apareceu um mamífero, o Visão-americano (Mustela vison).
É sempre bom ver uma espécie rara, contudo esta é uma espécie exótica e o seu carácter invasor e oportunista poderá ter um impacto negativo nos sistemas aquáticos. Não me admirava nada que muitas espécies de aves que nidificam nesta zona (regionalmente uma área importante para avifauna aquática), possam vir a sofrem impactos directos (e.g. predação) ou indirectos (e.g. perturbação ou efeito repulsa) face à sua presença.
Não sendo eu especialista em aves, a minha maior preocupação é sobre o impacto que esta espécie exótica e invasora possa provocar sobre a Toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) espécie de mamíferos classificada como Vulnerável (LVVP), pertencente ao anexo B-II e B-IV da Directiva Habitats, endémica da Península Ibérica e Pirenéus e presente na Bacia do Tâmega.De facto uma das ameaças identificada no PSRN200 é a introdução e expansão de espécie animais não autóctones, nomeadamente os potenciais predadores da Toupeira-de-água (e.g. Visão americano e Lúcio), deste modo uma das orientações de gestão referida no mesmo Plano é controlar introduções furtivas de espécies animais exóticas e controlar ou erradicar as populações já introduzidas.
A erradicação de qualquer espécie (de fauna, já a flora é outra conversa) é sempre questionável e polémica, mas será que vamos perder a oportunidade para resolver o problema em quanto temos algum controlo?
Paulo Barros
o polvo
Este mês, é a segunda vez que me roubam galinhas. Decidi montar guarda, para ver se descubro o culpado. Ou melhor, eu sei quem é o culpado... apenas quero provar quão certo estou, para não se rirem mais da minha cara, na tasca da aldeia. Coitados. Boa gente, sempre pronta a acreditar em respostas simplistas para tudo o que acontece. Não veem para lá do visível! A meio da noite, o inusitado e frenético cacarejar vindo do galinheiro faz-me saltar da poltrona. Da janela embaciada, nada se vê. Saio em passos corridos rumo à escuridão, por entre a pequena vinha, e vejo raios de luz riscarem o céu. Estrelas cadentes, chamam-lhes alguns, mas eu sei lá o que mais inventaram... dos aviões auto-pilotados que espiam tudo, aos satélites que, do céu, conseguem ler as páginas dos jornais que eu, no alpendre da casa, folheio... Eu sei lá! O imperialismo usa os mais maquiavélicos meios de controlo para tudo e todos vigiar. É como um enorme polvo, inócuo, com infinitos tentáculos que percorrem cidades, vilas e aldeias de todo o mundo, abrem portas, ouvem as mais silenciosas conversas, matam incómodas personagens. Move supostos poderes, que mais não são do que seus testas de ferro. Pinta de diabo os santos que escolhe aniquilar. Monta o cenário e, com bombas ocultas no fundo do mar, ceifa agora a vida a muitas dezenas de milhares de inocentes. Os seus tentáculos percorrem agora as ruas de Port-au-Prince. Por entre corpos inertes, entulho e desgraça, sugam o fruto do seu veneno.
O breu da noite sem luar não me deixa ver para além do escuro. Volto para casa. Embrulho-me em dois cobertores. Tenho frio. Muito frio. A luz dos carros, que fazem a curva da estrada, penetra pela janela da pequena sala. As paredes brancas da sala, são pontualmente percorridas por pequenos mas assustadores quadrados iluminados. Parecem olhos que me observam e não me deixam dormir. De madrugada, menos duas galinhas no meu galinheiro. Na vinha, coberta de geada da invernia, nem o cantar dos pássaros se ouve. Silêncio. Apenas um vulto de uma raposa que corre como se tivesse visto o diabo, por entre as videiras já podadas. Um dia destes provo a certeza da minha suspeita. Aos simplistas, porque para mim há muito que deixou de ser preciso.
Gonçalo Rosa
Segunda-feira, Janeiro 25, 2010
Fabricar caro ou importar barato?



henrique pereira dos santos
Ano Internacional da Biodiversidade
Artigo publicado no Público de 24 de Janeiro, com alterações pontuais, sobretudo no primeiro parágrafo, que a minha negligência deixou que saísse para publicação com um português horrívelLi com atenção o seu artigo do Público de 15 de Janeiro apelando a que todos os que queiram assinalar este Ano Internacional da Biodiversidade se juntem à sua aposta.
Respondendo a esse apelo aqui estou.
Nos muitos anos que passei no Ministério do Ambiente, reparei que a falta de sensibilização para a Biodiversidade de que fala, e bem, a Sr.ª Ministra não era um grande problema no público, não o era, salvo algumas excepções, nos promotores, mas era muito evidente nos decisores públicos aos mais variados níveis.
Conhece tão bem como eu essa situação, portanto não preciso de lhe lembrar o efeito de se ter contratado especificamente um Presidente da Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental da Barragemdo Sabor cuja sensibilidade está bem expressa nos comentários que foi fazendo aos pareceres técnicos emitidos.
Não preciso também de lhe lembrar a falta de sensibilidade do decisor da barragem de Odelouca, que com a pressa do calendário político lançou um concurso de concepção construção de uma barragem (foi a primeira vez que tal vi), muito antes de decididos todos os aspectos em discussão em matéria de biodiversidade, do que resultaram atrasos e custos brutais para o processo.
Não preciso de lhe lembrar as mentiretas dos responsáveis pelas Estradas de Portugal, que com falta de dinheiro para fazer uma estrada em Vimioso decidiram inventar que o problema era o rato de cabrera.
Não preciso de lhe lembrar as várias auto-estradas com concessões atribuídas sem estarem acabados os estudos ambientais, de que resultaram alterações de traçado em que a posição negocial do Estado estava completamente enfraquecida, optando os responsáveis por culpar os lobos, em vez da sua incompetência, para justificar os milhões de sobrecusto.
Não preciso de lhe lembrar as campanhas públicas do Sr. Presidente da AICEP (e organismos antecedentes) responsabilizando a biodiversidade pelos atrasos na aprovação de projectos que, tal como foram apresentados, violavam grosseiramente a lei, com o objectivo de pressionar a decisão e enfraquecer os organismos e os técnicos responsáveis pela salvaguarda da biodiversidade.
Não preciso de lhe lembrar os anúncios públicos de projectos, protagonizados pelo Sr. Primeiro Ministro, mesmo antes das avaliações ambientais, numa clara demonstração da insensibilidade que tão bem caracteriza no seu artigo:
“Não é que alguém se afirme contra a natureza ou não amigo da biodiversidade. Em abstracto todos a apreciam. Mas quando em concreto se trata de fazer as dificeis opções entre outros valores, outros projectos, e a biodiversidade, aí surge facilmente a rejeição da opção de conservar.”
Dificilmente se poderia dizer de melhor maneira.
Por isso venho oferecer-lhe a minha proposta: organizar umas sessões de sensibilização no início do Conselho de Ministros para a qual levarei um caso concreto e o seu desenvolvimento após a decisão, o seguimento no contencioso comunitário e o que a falta de sensibilidade para a biodiversidade custou ao uso eficiente dos recursos, ao bolso dos contribuintes e, sei que para si não é um detalhe, à biodiversidade.
Não sei de acção mais barata que tenha um potencial positivo tão grande como esta dirigida exactamente para onde a falta de sensibilidade é mais evidente e onde mais falta faz.
Seria uma belíssima maneira de assinalar o Ano Internacional da Biodiversidade.
henrique pereira dos santos
Domingo, Janeiro 24, 2010
U.S. Feeds One Quarter of its Grain to Cars While Hunger is on the Rise
The 107 million tons of grain that went to U.S. ethanol distilleries in 2009 was enough to feed 330 million people for one year at average world consumption levels. More than a quarter of the total U.S. grain crop was turned into ethanol to fuel cars last year. With 200 ethanol distilleries in the country set up to transform food into fuel, the amount of grain processed has tripled since 2004.

The United States looms large in the world food economy: it is far and away the world’s leading grain exporter, exporting more than Argentina, Australia, Canada, and Russia combined. In a globalized food economy, increased demand for food to fuel American vehicles puts additional pressure on world food supplies.
From an agricultural vantage point, the automotive hunger for crop-based fuels is insatiable. The Earth Policy Institute has noted that even if the entire U.S. grain crop were converted to ethanol (leaving no domestic crop to make bread, rice, pasta, or feed the animals from which we get meat, milk, and eggs), it would satisfy at most 18 percent of U.S. automotive fuel needs.
Ethanol Demand, Rising Food Prices, and Hunger
When the growing demand for corn for ethanol helped to push world grain prices to record highs between late 2006 and 2008, people in low-income grain-importing countries were hit the hardest. The unprecedented spike in food prices drove up the number of hungry people in the world to over 1 billion for the first time in 2009. Though the worst economic crisis since the Great Depression has recently brought food prices down from their peak, they still remain well above their long-term average levels.
The amount of grain needed to fill the tank of an SUV with ethanol just once can feed one person for an entire year. The average income of the owners of the world’s 940 million automobiles is at least ten times larger than that of the world’s 2 billion hungriest people. In the competition between cars and hungry people for the world’s harvest, the car is destined to win.
Continuing to divert more food to fuel, as is now mandated by the U.S. federal government in its Renewable Fuel Standard, will likely only reinforce the disturbing rise in hunger. By subsidizing the production of ethanol, now to the tune of some $6 billion each year, U.S. taxpayers are in effect subsidizing rising food bills at home and around the world.
For more information on the competition between cars and people for grain, see Chapter 2 in Plan B 4.0: Mobilizing to Save Civilization (New York: W.W. Norton & Company, 2009), on-line for free downloading with supporting datasets.
Neutro, seguramente não, ciência, talvez

O blog nuclearista A ciência não é neutra é um blog a que vou de vez em quando aprender umas coisas.
Vou menos do que iria se não tivesse alguma dificuldade em lidar com pessoas que insultam os outros com a maior das facilidades mas demonstram uma hiper-sensibilidade à menor crítica que lhes seja feita.
Como acontece com a generalidade dos nuclearistas, a crítica às energias renováveis é uma constante. É uma crítica muitas vezes justa, e partilho com aquele blog alguma apreensão pela ideia instalada de tudo o que é renovável é bom e o que é preciso é andar (talvez por ouvir no fundo dessa argumentação o eco do para Angola em força que a pátria não se discute, agora substituído por renováveis).
Também acho que é preciso discutir o preço dessa política e tenho poucas dúvidas de que na sua base não está qualquer preocupação ambiental mas sim o facto das renováveis serem um meio fácil de captar investimento sem aumentar o défice. E embora com algum prejuízo da competitividade, a política compensa porque isso da competividade é coisa mais difícil de dar por ela e pode sempre dizer-se que são os empresários que são maus.
Mas o conjunto de posts sobre o facto de pontualmente se estar a produzir energia a um preço de 9 cents o kWh e a entregar de graça a Espanha merece alguns comentários de um ignorante como eu, que não comento lá no sítio dada a tendência do dono do blog se sentir insultado por dá cá aquela palha.
O essencial da questão é que em algumas alturas chove muito, venta muito e há pouco consumo. Nessas alturas, como o comprador está obrigado a comprar toda a electricidade eólica produzida, ele é obrigado a entregá-la em qualquer lado. Como não há consumo suficiente em Portugal, entrega ao lado. Mas como ao lado estão com o mesmo problema, e não precisam da energia, aceitam-na, mas de graça.
Onde começam as minhas perplexidades?
Em primeiro lugar no facto do autor do blog deixar entender que toda essa energia está a ser produzida a 9 cents por kWh, o que me parece que não será bem assim porque aqui estará incluída alguma energia produzida de outra forma (hídrica, por exemplo).
Depois, porque daria a impressão de que durante todo o tempo em que isso acontece a exportação seria a custo zero (enfim, num post mais à frente lá se fala da exportação em horas de cheio, que será a 5 cents, e há pelo meio um diagrama que mostra variações diárias).
Também não percebo por que razão se escolhe como diagrama demonstrativo um que diz respeito a um Domingo.
E tenho ainda dificuldade em perceber como se tiram conclusões gerais de uma situação particular (todos os dias há produção de muitos outros bens que não se vendem, desde bilhetes de avião, a quartos de hotel a outros menos perecíveis, como bananas), em vez de se fazer a análise global da questão.
Reparo ainda, que com certeza por distracção, quando se demonstra a correlação entre precipitação e vento se esquece a frase final do gráfico: essa correlação é particularmente verdadeira para barragens sem albufeira. Claro que pegar em correlações climáticas escandinavas e aplicá-las em Portugal é um detalhe, no meio disto tudo, incluindo essa coisa da irregularidade das chuvas nas nossas condições, que faz com que haja muitos anos em que faz vento, chove, mas ainda assim muitas albufeiras (que muitas vezes são de regularização inter-anual) estão muito menos que cheias.
Enfim, estou de acordo na necessidade de discutir o preço da política das renováveis (nomeadamente face à apatia perante a eficiência energética), estou de acordo na necessidade de introduzir racionalidade económica e etc..
Mas quando vejo tantas coisas a levantar-me dúvidas sobre a forma como um nuclearista lida com as renováveis fico com a sensação de que talvez as renováveis sejam mais competitivas do que parece à primeira vista, sobretudo face ao nuclear.
Mas isto é um ignorante a falar, claro.
henrique pereira dos santos
business as usual ?
Há algumas semanas atrás, a SPEA lançou um inquérito ao sócios sobre qual deveria ser a ave do ano. Existiam três propostas disponibilizadas, uma das quais a Cegonha-preta. Como existiam vários erros na página daquela espécie, publicada no website da SPEA, entendi contactar o Director Executivo da SPEA, Luís Costa. Eis a troca de e-mails:
Depois deste email, não recebi resposta/contestação ao que afirmei. O primeiro erro que apontara foi corrigido, o restante, não.
Hoje, no Público (ver aqui), fiquei a saber que a Ave do Ano eleita pela SPEA foi mesmo a Cegonha-preta. A notícia cita a SPEA, referindo que “A maior ameaça à sua sobrevivência é a perturbação humana, especialmente devido às actividades de recreio e de turismo em áreas de nidificação. A colisão com linhas eléctricas, a florestação com espécies exóticas e a poluição dos rios e ribeiras são também ameaças consideráveis”.
Tendo trabalhado vários anos, enquanto técnico do então ICN, precisamente com Cegonha-preta, não seria razoável a SPEA questionar a pertinência da minha correcção contrapondo-a com evidências ou provas do contrário, assim sustentando o que insistem em afirmar? Em busca de resposta para esta insistência e silêncio, não encontro nada de muito agradável. Deve ser da minha mente perversa, ferina e sempre desconfiada da candura natural das coisas...
Gonçalo Rosa
Sábado, Janeiro 23, 2010
Para quê estar a moer a QUERCUS?

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
QUERCUS e Insurgente: a mesma luta, a mesma falta de juízo

Soube-se também agora que de acordo com a Direcção Geral de Saúde, no Verão de 2009 - ano em que as ondas de calor tiveram o seu início mais cedo – morreram precocemente mais mil pessoas. Os custos, só para o Estado, parecem ascender a mais de 80 milhões de euros, sem contar com os enormes prejuízos em termos de agricultura, edificações e infra-estruturas."
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
A avó do Eduardo
Quarta-feira, Janeiro 20, 2010
Rolhas
Pede o Miguel Champalimaud debate, respostas e comentários para animar o País mas, será que o que o subscritor do documento pretende não é tão-somente polémica e propaganda grátis que o ajudem a escoar o seu produto que, pelo que se diz, tem vindo a ter uma significativa queda nas suas vendas tanto no mercado Nacional como no Internacional?
Como entretanto ninguém lhe respondeu apesar dos seus apelos, o que eventualmente seria o mais sensato a fazer-se, achei por bem ser eu a dizer algumas coisas para que as pessoas, de uma maneira geral, não ficassem com uma única visão da questão, que ainda por cima na versão Miguel Champalimaud, no meu ponto de vista, se apresenta incompleta, distorcida, tendenciosa e desactualizada.
Mesmo para quem possa defender que “à excepção da honra, tudo se vende” não será possível negar que, sem verdade, a honra sai sempre menorizada; e a discussão sobre a cortiça precisa de mais verdade.
Assim, vamos lá:
Em primeiro lugar gostaria de dizer, para aqueles que não me conhecem, que sou Português, tenho mais de 50 anos, sou Produtor Florestal (cortiça inclusive), pertenço a uma família que há 6 gerações está neste negócio e que me considero razoavelmente informado sobre a questão que o MC levanta. Nunca organizei, apoiei ou participei em qualquer boicote organizado á compra de vinhos com tampas de rosca de alumínio mas entendo perfeitamente todos aqueles que o façam. Faço-o particularmente e pelo que sei, muitos outros (e cada vez mais), sem estarem engajados em nenhum movimento organizado, também o fazem.
A razão porque o faço? Simples. Por que carga de água iria privilegiar um produto sem fronteira, poluidor, que não traz nenhuma riqueza a Portugal e aos Portugueses e que ainda por cima corta os dedos ao ser utilizado quando, em Portugal, existe um produto que faz melhor a sua função, é natural, reciclável, amigo do ambiente e que gera uma riqueza enorme para o meu País. Só se fosse doido.
Em segundo lugar é importante que seja também dito que na sua missiva e em alguns pontos (poucos) o MC tem razão. Dentro destes destaco a sua menção á passividade e mesmo irresponsabilidade dos produtores de cortiça que pelo seu individualismo nunca quiseram assumir a sua cota parte na defesa do sector em que estão inseridos. Mas mesmo com essa atitude Portugal graças ao Grupo Amorim (e é bom que se diga isso) é líder mundial neste sector e se eventualmente as repartições dos proveitos e das responsabilidades desta situação podem ser questionáveis não é menos verdade que por exactamente existir essa situação os próximos anos estão garantidos para toda a fileira da cortiça. É essa a situação também nos vinhos da casa vinícola Montez Champalimaud? Espero que sim sinceramente pois não desejo gratuitamente mal a ninguém e muito menos a um Produtor de vinhos Português.
O MC para justificar as suas decisões aponta as suas baterias ao “bando” com especial ênfase no problema do TCA/sabor a rolha.
Começava então exactamente por ai.
A- Facto número 1: Tem a ver com o crítico de vinhos número 1: Robert Parker.
MC, que diz ser “a favor da modernidade”, poderia ter lido as últimas declarações de R Parker no seu blog, uma forma moderna de obter informação actualizada. Assim, em vez de cometer o erro de repetir afirmações feitas em 2004, poderia ter acesso às declarações do mês passado em que Robert Parker diz que “the tiny percentage of corked bottles (TCA) confirms what I have been seeing for the last 3-4 years...that industry has awakened following the decline in cork quality…less then 1% of corked bottles”. As palavras de Robert Parker, na primeira pessoa, estão disponíveis para o mundo moderno em:
http://dat.erobertparker.com/bboard/showthread.php?t=209945.
Caso as opiniões de Robert Parker deixem, a partir de agora, de ser uma referência útil para o Miguel Champalimaud, afirmações semelhantes também têm sido proferidas por pessoas tão relevantes para o vinho como Stephen Spurrier, Dr Christian Butzke, Dr Jamie Goode, David Denton e, pasme-se, o próprio Australian Wine Research Institute. Tenho a certeza que o MC por mais que procure não os encontrará numa lista de “gente da indústria corticeira” ou numa lista de”gente da Pátria”; mas, para o MC, parece que a verdade não se deve intrometer no meio de um mau argumento. É pena.
B- Facto número 2 tem a ver com a opinião de MC que elementos do processo produtivo de vedantes para vinho serão quimicamente instáveis ou inapropriados para o seu contacto com produtos alimentares. Podemos preferir ignorar o parecer favorável da Food and Drug Administration dos Estados Unidos sobre estes produtos usados pela cortiça. Mas isso não implicaria apenas escamotear o parecer de uma autoridade como a FDA; seria invalidar toda a indústria farmacêutica que o próprio MC, na sua carta, parece reter como paradigma. Mas talvez não se trate aqui de um caso de incoerência. De facto, tendo em conta as inúmeras questões médicas recentemente levantadas sobre componentes plásticos, também usados nos vedantes de rosca dos vinhos Quinta do Cottô, talvez valha a pena consultar o que tem sido escrito por meios de informação como Beverage Daily que em:
http://www.beveragedaily.com/Publications/Food-Beverage-Nutrition/FoodProductionDaily.com/Quality-Safety/BPA-causes-reproductive-health-defects-at-levels-currently-considered-safe-study/?c=YtUctU%2B%2Fv6ErwLhvSIOGzQ%3D%3D&utm_source=newsletter_daily&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter%2BDaily
dá conta do trabalho da North Carolina State University sobre o possível impacto na saúde pública de ingredientes utilizados em material para contacto com produtos alimentares. Além disso e bem ao estilo da argumentação que o MC utiliza podemos sempre dizer que não precisamos ir tão longe e basta atentar para as manchetes dos jornais e das Tv´s Portuguesas de ontem que noticiaram com grande alarde a interrupção do fornecimento de água a Évora por a mesma conter resíduos exagerados de Alumínio (não é o mesmo material das tampas de rosca do MC?) e que é muitíssimo perigoso para a saúde pública.
C- O terceiro facto prende-se com a “ideia” do MC que screwcaps significam modernidade, que a sociedade e as caves empobrecem por causa da cortiça e que as rolhas de cortiça são mais caras que os screwcaps (“esquecendo-se” é claro que ambas os famílias de produtos tem especificações diferentes e dentro desses parâmetros, preços diferentes).
Não haverá, aqui, necessidade de recorrer aos peritos estrangeiros que o MC parece favorecer quando discute a cortiça. Assim, deixemos de lado as opiniões do Forest Stewardship Council, do WWF, da RainForest Alliance e de milhares de cientistas internacionais sobre o significado de um futuro sem sustentabilidade ambiental e social. Imagino ser difícil para o MC que viu todo o sucesso alcançado pelo seu Tio António nos anos 50, 60 e 70 do século passado com enormes e poluentes fábricas siderúrgicas (e não só), começar agora a considerar que não pode haver futuro sem sustentabilidade e equilíbrio ambiental. É bom que o MC reconheça que todo o sucesso alcançado pelo seu Tio não foi pelo tipo de fábricas e produtos que teve e sim por ter sido um homem extremamente inteligente, um visionário e um enorme empreendedor e é bom não confundir o tipo de polémica que ele criou com este tipo de polémica.
Talvez não seja necessário relembrar que a fabricação de alumínio, como aquele usado nos vedantes artificiais dos vinhos do MC, constitui o processo industrial que mais energia consome em todo o mundo e que, por exemplo, o Governo da Noruega boicota as acções da maior empresa produtora de screwcaps por esta violar os princípios éticos de investimento do maior fundo soberano da Europa. Mas podemos preferir ler o artigo da Bloomberg News sobre o impacto de outra empresa de alumínio na floresta tropical da Amazónia e perguntar que tipo de modernidade seria criada se todos seguíssemos as “ideias” de MC. Exercício assustador mas fácil se consultarmos:
http://www.bloomberg.com/news/marketsmag/mm_0909_story3.html
D- Quanto à “ideia” de M Champalimaud que a cortiça pode contribuir para o empobrecimento da sociedade e da indústria do vinho, por tão manifestamente inane, valerá a pena analisar alguns factos que, por tão óbvios, imploram a questão: Têm noção o MC do peso do sector da cortiça no PIB Nacional? Tem noção o MC do valor das exportações anuais Portuguesas do sector da cortiça? Tem noção o MC do valor que o Estado Português arrecada em Impostos com as actividades ligadas á cortiça? Tem noção o MC da quantidade de empregos directos e indirectos que estão ligados a este sector? Sabe o MC que um dos trabalhos agrícolas mais bem pagos do mundo, pela sua especialização, existe em Portugal, exactamente na extracção da cortiça do Sobreiro? Sabe o MC que, à medição de riqueza monetária convêm também somar a riqueza derivada de uma biodiversidade única no mundo? Sabe o MC que sem sobreiros o problema da desertificação não deixaria o país mais rico? Sabe porventura o MC que os preços médios de vinho são mais altos nas garrafas vedadas com cortiça natural? E sabe também o MC que os preços absolutos mais altos do mundo são alcançados por garrafas que têm rolha de cortiça?
Mas afinal o que é que sabe o MC? Será que a sugestão dele é que toda esta riqueza criada em Portugal seja abandonada e entregue nas mãos de uma multinacional do Alumínio que hoje está aqui e amanha noutro qualquer lugar do mundo em troca de subsídios e de mão-de-obra barata?
E- Exemplo óbvio é a série de 21 questões colocadas na carta de M Champalimaud e, das quais, gostaria de destacar algumas.
- “a água mineral (…) há muito deixou de usar cortiça”. Por acaso, a água mineral mais cara do mundo até usa cortiça. Inovadora, moderna, bom gosto? Não sei, mas decidam vendo o produto e o preço (ah, essa questão 2.15…) em http://www.blingh2o.com/
- “ a cerveja há muito que deixou de usar cortiça (…).” Não só se vendem milhões de rolhas todos os anos para cerveja, como este mês uma marca portuguesa de cerveja lançou um produto com rolha de cortiça. E, a propósito, a cerveja mais cara do mundo também usa rolha de cortiça. Denominada Vintage Nº2, custa 250 euros a garrafa e é produzida pela Carlsberg. Empobrecedora, a cortiça? Só se comprar toda a produção desta cerveja ao preço de retalho….
- “(…) 75% das mulheres (…) têm dificuldade em abrir uma garrafa de vinho usando um saca-rolhas”. Com este tipo de afirmações sexistas e misóginas, não admira que MC se refira à “gente da retaliação e do boicote”. E a grande maioria dessa “gente” devem ser as mulheres da “Pátria” que acham que este tipo de atitudes não é “a favor da modernidade”.
Pergunto eu: E que tal incluir o numero crescente de queixas apresentadas por cortes nas mãos provenientes exactamente das folhas de alumínio afiadas de que é feito a tampa de rosca?
- “Porque é que na indústria da construção não se usa (sic) em Portugal e no mundo, a cortiça como isolante?” Eu uso e sei de outros que usam (ex: cadeia mundial de lojas Ghant) e se os meios de informação nacionais dão eco do reconhecimento do Museu Guggenheim em relação à utilização da cortiça como material de construção, assume-se que o MC é daqueles que herdou uma televisão e esta permanece (ah, essa questão 2.19…) dentro de um móvel que está sempre fechado?
Se Portugal, todos os anos, fabrica e exporta milhões e milhões de euros de material para construção em cortiça e um líder do tecido empresarial nacional nunca ouviu falar desse facto, sugiro vivamente que marque uma reunião com o Instituto Nacional de Estatística?
- “Quando vai comprar uma garrafa de vinho fá-lo na expectativa de comer a rolha?” Aplicando o mesmo raciocínio ao facto de o vinho também vir dentro de uma garrafa de vidro, poderemos deduzir que o próximo Grande Escolha irá adoptar uma lata de alumínio tipo Coca-Cola, com “easy-open” e tudo. Boa, vai com certeza ser um sucesso de vendas.
Pergunta-se ainda ao MC se quando se compra o vinho tem-se a expectativa que ele esteja deficientemente selado? Ou esteja oxidado? Ou mesmo se têm a expectativa de cortar os dedos no processo da abertura da garrafa? E o produtor de vinho terá a expectativa de que as suas garrafas vão verter, que o vinho vai ficar oxidado e que vai cortar os dedos dos seus clientes?
É que já muitas vezes aconteceu e foi amplamente divulgado (como ao “PORCO” do Francis Ford Coppola; http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=email_en&sid=aMtOOCYDuqeU) mas acredito que este tipo de argumentos não interessa ao MC trazer para aqui.
- “um produtor paga mais dinheiro por uma rolha de qualidade do que recebe pela venda (…). Alguns dos produtores de vinho com mais êxito no mundo usam rolhas de nova geração com custos semelhantes ao de um screwcap. Nobilo, marca da maior empresa de vinhos do mundo, é o vinho branco neozelandês mais vendido nos EUA; há alguns meses mudou de screwcap para cortiça, como reportado pela britânica Decanter. Como não se chega a número 1 de nada tomando decisões operacionalmente ineficazes e financeiramente ineficientes, a Constellation não o teria feito se isso significasse perda de competitividade ou não fosse um factor de diferenciação positivo.
Preocupa-me de sobremaneira este ponto da dissertação do MC pois os seus argumentos parecem indicar que acredita piamente que mais de 90% dos produtores de vinho engarrafados (e entre eles, sem duvida, os produtores dos considerados melhores vinhos do mundo) não fazem a menor ideia de como é que se deve vedar as suas garrafas de vinho. Sugere o MC que ninguém sabe o que é que está a fazer e que só ele é que sabe? Preocupante.
Finalmente, sendo eu também daqueles que acreditam que “recusar o progresso científico de nada serve” gostaria de terminar chamando a atenção de M Champalimaud para o que a ciência, hoje em dia, tem a dizer sobre vinhos e vedantes. Tal seria claro se tivesse lido os estudos publicados em 2006, 2007 e 2008 em revistas científicas como o Journal of Agriculture and Food Chemistry dos EUA, que prova que a rolha não é “apenas uma matéria subsidiária” do vinho. A rolha é parte integrante de um processo de ingresso de oxigénio considerado fundamental. Artigos do Dr. Jamie Goode publicados em revistas norte-americanas e britânicas (por exemplo, Harpers; Dezembro 2006, Reino Unido) traduzem a ciência para os amantes do vinho. Mas se 2006 ainda é demasiado perto no tempo, uma leitura sobre as opiniões de Pasteur em 1863 sobre o impacto positivo do oxigénio no vinho terão já, porventura, uma difusão significativa entre o grande público.
Termino lembrando que, para produtores florestais e industriais, pouco relevância tem que algumas caves decidam promover o seu vinho com artifícios publicitários focados não no produto, mas sim na “novidade” do tipo de obturador adoptado. Pensei que o MC tinha dito e acreditava que o vedante era “apenas uma matéria subsidiária”.
Parece-me que o MC apesar de ser um amante da modernidade até aqui está desactualizado pois inúmeras caves australianas já o fazem há anos e, pelas notícias dos últimos dois anos, já ninguém aponta esse mercado vinícola como modelo de negócio a seguir ou exemplo de futuro. As implicações e consequências técnicas dessa decisão são, realmente, discutidas não na praça pública mas em fóruns técnicos especializados. Quanto às implicações junto do consumidor, essa soberana “gente do produto 100% natural”, continua a preferir a cortiça em todos e cada um dos mercados onde se vende vinho. E está disposta a, cada vez mais, valorizar o natural, o orgânico e o genuíno. Nos EUA, mercado fundamental para a nossa economia, o consumo deste tipo de produtos duplicou de 2003 a 2008 e já representa mais de 16 mil milhões de dólares.
Pareceria, pois, não apenas prudente mas também “moderno” tomar decisões baseado no que se sabe hoje e não no que parecia certo há anos atrás.
Respeito intrinsecamente todas as decisões do Miguel Champalimaud nas suas opções empresariais e desejo-lhe até sucesso, sinceramente é-me indiferente. O que não posso de maneira nenhuma aceitar é que alguém, seja quem for, só porque de alguma maneira se sente na necessidade de justificar ou promover o que quer que seja venha dar conhecimento público de notícias falsas, tendenciosas e desactualizadas, tentando condicionar comportamentos, sobre um produto e um assunto que merece respeito de todos nós porque a todos nós pertence e toca.
Com a esperança de humildemente ter contribuído para o esclarecimento do assunto.
António Posser de Andrade
Produtor Florestal"





