Quarta-feira, Junho 30, 2010
A Hard Rains A Gonna Fall
A coisa parece estar mesmo complicada.
E não se pense que esta não é uma questão ambiental.
numa interessante versão de pete seeger, numa altura em bob dylan era apenas um young fellow.
henrique pereira dos santos
Ai flores do verde PINo

Terça-feira, Junho 29, 2010
Hipocrisia
Segunda-feira, Junho 28, 2010
Pedocidas
Para entender a estrutura do recurso solo neste país, nada melhor do que fazer Bragança-Lisboa, pela manhã, de avião – é verdade Bragança e Vila Real têm duas ligações diárias de avião à Capital do Império (os aeroportos regionais são o ponto de encontro mais seguro dos deputados e autarcas da região) – e voltar, depois de almoço, de camioneta aos solavancos, com o coração nas mãos, pelo IP5.
Não é precisa uma formação especial em pedologia (ciência do solo) para percepcionar algumas das características dos solos continentais portugueses:
- a maioria são derivados de rochas ácidas plutónicas ou metamórficas, muito antigas;
- por essa razão são ácidos, pobres em nutrientes, nutricionalmente desequilibrados e, regra geral, delgados - em resumo, pouco férteis;
- uma longa história de uso agrícola e pastoril depauperou seriamente a sua já magra fertilidade;
- os escassos solos de elevada aptidão agrícola têm uma distribuição muito irregular, rendilhada, concentrando-se, sobretudo, em superfícies aluviais (e.g. Tejo e Vouga), em pequenas nesgas coluvionares a marginar cursos de água (e.g. Trás-os-Montes e Beira interior), nos afloramentos de rochas básicas (e.g. Região Saloia, Beja e Macedo de Cavaleiros), em plataformas litorais (e.g. Minho), nos vales amplos sublitorais ou neotectónicos (Minho e Vale da Vilariça) e em depósitos de superfície (e.g. Miranda do Douro).
Como é natural, onde há solo agrícola, há gente. Por sua vez, o solo condicionou a demografia e os sistemas de povoamento do passado … e do presente.
Tradicionalmente, havia a preocupação de construir a casa, o estábulo e o palheiro nas terras de pior qualidade. A escolha era fácil porque os solos em Portugal são por natureza heterogéneos. Também havia menos gentes, e como éramos pobres contentávamo-nos com menos 100 m^2 de área habitada, com vacas por debaixo, para aquecer a casa.
Enriquecemos, e com a riqueza emergiu uma suicidária vocação pedocida (do grego, pedon, solo; e do latim cidium, acto de matar).
É terrível ver o aconteceu aos solos de elevada aptidão agrícola que antes envolviam Lisboa. Um mar de betão, real, não metafórico, engoliu a cidade. Onde estão os famosos solos agrícolas de Odivelas, de Belas, da Amadora e de Queluz? Quando o avião aponta ao Estoril, para curvar sobre o Forte do Bugio, e sobrevoar a Tapada da Ajuda, antes de aterrar na Portela, percebo que o que sobra é nada!
Preferia mil vezes ver ovelhas e vacas a pastar nos molissolos da Amadora, e, vislumbrar, ao longe, o Palácio da Pena soterrado por bairros sociais. A Serra de Sintra apinhada de prédios de 10 andares até ao cocuruto e Monsanto atafulhado de edifícios públicos é que estavam bem. Lisboa mais do que um “pulmão” precisava de uma cintura hortícola que garantisse o seu abastecimento alimentar futuro e, já agora, que produzisse riqueza no presente.
A vocação pedocida persiste.
Trás-os-Montes está transformado num estaleiro, dizia há dias um jornal. Perdi a conta aos IP; é mais fácil memorizar nomes científicos. Apenas sei que a construção do IP2 está a destruir os solos do vale da Muxagata, uma versão menor do vale da Vilariça, a sul do Douro. No Planalto de Miranda estão a duplicar a estrada Miranda-Mogadouro. Fiquei espantado quando um engenheiro de estruturas transmontano, diante da minha perplexidade, anuía e perguntava: outra estrada? Quando anterior tinha curvas suaves e um perfil de quase-via-rápida? São os agricultores mirandeses os primeiros a reconhecer que estão a devassar uma área imensa de solos de trigo, daqueles que levedam com a água: as conhecidas rañas do Planalto de Miranda que em tempos justificaram a construção da Linha de Comboio do Sabor.
E quantos anos tem o viaduto do IP4 sobre o rio Sabor, ali bem perto, a leste de Bragança? Quantos automóveis lá passam por dia? Pois bem vão construir outro ao lado! E a área de solo derivado de rochas básicas que entretanto vão submergir de alcatrão? E para que servirá a via rápida de sobrará a norte de Bragança, com a qual os governos pós-adesão à CEE despudoradamente aniquilaram a parte melhor da Veiga de Gostei, os solos que os Beneditinos descobriram e aproveitaram antes da nacionalidade e, muito provavelmente, explicam a importância regional da Cidade de Bragança?
O pedocídio é uma forma de homicídio tentado das gerações futuras.
Domingo, Junho 27, 2010
desperdício energético a escala micro
Quando se trilho o percurso da melhoria, ao progredir percebe-se mais da parte que falta do que da parte já percorrida.
A parte percorrida do trilho mostrou que foi possível usar somente energia solar para as águas quentes sanitárias (AQS) da minha casa desde início de março, quando o sol resolveu voltar (para ser completamente honesto, houve uns dias de chuva seguida em abril que tive de reforçar um pouquinho com a bomba de calor).
Com o aumento gradual da potência da insolação na primavera, assisto já há um mês e tal a um fenómeno que me mostrou que a capacidade do meu equipamento é desaproveitada: quando a água no depósito chega a 80º C, ela é recolhida dos painéis solares térmicos e armazenada no depósito por motivos de segurança contra sobre-aquecimento. Desde maio, isto acontece por volta da hora do almoço. Quer isto dizer que grande parte de tarde, a minha capacidade de armazenamento de energia solar térmica é desaproveitada (os painéis estão a trabalhar, literalmente, em seco). Isto é desperdício energético passivo.
Esta situação resulta naturalmente do dimensionamento do equipamento para os momentos em que o consumo (AQS + aquecimento central) é maior e a insolação menor: o inverno. Não há muito a fazer, a não ser encontrar formas de armazenar energia térmica no verão para consumo no inverno. Essa forma podia ser através do armazenamento no subsolo e se calhar um dia o investimento nessas soluções terá um rendimento que o justifique, atualmente o preço de energia elétrica continua de tal forma baixo que não é o caso. O resultado é que algum consumo energia elétrica no inverno que podia ser evitado, usando a água aquecida verão.
Outra solução seria, sobretudo em sítios de maior densidade urbanística, uma partilha de capacidade de equipamentos instalada em momentos de excesso. Mas isto já obrigava a soluções ao nível da comunidade em vez de cada um por si (não é nada de extraordinário: o district heating é comum em muitos paises nórdicos), e isso já obriga a intervenção política.
Ainda há uma boa parte do trilho por percorrer.
Henk Feith
Sábado, Junho 26, 2010
Cadastro? Era a fingir.
Já por diversas vezes comentei este diploma, umas vezes para dizer bem (aqui especificamente sobre o cadastro, aqui uma análise geral, outras para o criticar (aqui e aqui violentamente crítico)
Como já referi várias vezes, trabalhei nas fases iniciais deste regime jurídico e a proposta de criação de um cadastro foi feita pelo jurista que trabalhou o diploma connosco.
No essencial havia a visão clássica dos que estavam preocupados com a inventariação do património natural (que acabou por se reflectir no artigo anterior do mesmo diploma, que formaliza legalmente o Sistema de Informação do Património Naturalm cuja utilidade de consagração legal nunca percebi) e havia a visão pragmática dos que pretendiam dar força jurídica concreta aos resultados dessa inventariação.
Até hoje, com excepção do lobo, do azevinho, do sobreiro e da azinheira quase não existe legislação de protecção de espécies que não seja subsidária da legislação comunitária, o que impede Portugal de definir, com a necessária agilidade, medidas de protecção para valores que não estejam protegidos pela legislação comunitária a não ser através de áreas protegidas.
O que o Cadastro vinha fazer era tornar claro o que estava e não estava protegido, incluindo os limites das áreas protegidas (é bem possível que poucas pessoas tenham consciência de que há áreas protegidas cujo limite é, em alguns troços, controverso por nos seus diplomas de classificação existirem descrições de limites pouco claras ou impossiveis).
Por isso vale a pena transcrever o que é verdadeiramente o Cadastro, tal como definido na lei:
2 — O Cadastro, a aprovar por decreto regulamentar, sob proposta da autoridade nacional, contém informação sobre:
a) Os territórios definidos no continente e nas Regiões Autónomas e as áreas demarcadas nas águas sob jurisdição nacional, com interesse internacional, nacional, regional ou local, cartografadas a uma escala adequada à sua gestão;
b) Os ecossistemas, habitats, espécies e geossítios, identificados de acordo com os seguintes parâmetros, quando aplicáveis:
i) Descrição e distribuição geográfica;
ii) Razões que lhe conferem um reconhecimento internacional, nacional, regional ou local;
iii) Estado de conservação;
iv) Ameaças à sua conservação e, se atribuído, o respectivo estatuto de ameaça;
v) Medidas de conservação já adoptadas;
vi) Objectivos e níveis de protecção a assegurar;
vii) Medidas de conservação e orientações de gestão a adoptar.
Note-se que tudo isto é para cada valor classificado, da área protegida à espécie, passando pelos habitats.
Coerentemente o diploma considera uma gradação de gravidade das contra-ordenações em função do Cadastro:
"constitui contra -ordenação ambiental, punível nos termos da Lei n.º 50/2006, de 29 de Agosto:
a) Muito grave, quando a espécie em causa esteja inscrita no Cadastro com a categoria de ameaça «criticamente em perigo»;
b) Grave, quando a espécie em causa esteja inscrita no Cadastro com a categoria de ameaça «em perigo»;
c) Leve, quando a espécie em causa esteja inscrita no Cadastro com a categoria de ameaça «vulnerável»."
Verdadeiramente este post é para chamar a atenção para um único artigo da lei:
"Artigo 52.º
Cadastro Nacional dos Valores Naturais Classificados
O primeiro Cadastro Nacional dos Valores Naturais Classificados é aprovado no prazo máximo de dois anos a contar da entrada em vigor do presente decreto -lei."
É só isto. Este prazo de dois anos termina daqui a um mês. E a aprovação do Cadastro é precedida de discussão pública (nunca percebi como esta exigência, colocada por mim nas fases iniciais do diploma, sobreviveu até à versão final aprovada, mas tiro o meu chapéu ao Governo por ter mantido este módico de decência democrática).
A lei quando nasce não é para todos.
É pena que o cumprimento da lei seja por todos (incluindo todos os que poderiam fazer propostas para o dito Cadastro) considerado tão irrelevante.
O governo que tanto quanto sei nunca demonstrou ser o cadastro uma prioridade, as oposições que nem fazem a mínima ideia de que o problema existe, a autoridade nacional de conservação (vulgo, ICNB) que tanto quanto sei nem sequer está a trabalhar para o cumprimento da lei, o movimento ambientalista, dormente e exausto, os órgãos de comunicação social que dormem o sono dos justos (até o provedor do Público justificou a ausência de notícias sobre um acontecimento na baixa do Porto com milhares de pessoas aceitando a peregrina justificação de que ninguém avisou o jornal previamente) e eu, que só a um mês do fim do prazo acordei do meu sono sobre o assunto ao precisar de consultar o diploma por razões que não vêem ao caso.
Certo, certo, é que a lei não vai ser cumprida.
Realmente razão tinha o John Lennon "I’m just sitting here doing time/ I’m just sitting here watching the wheels go round and round/ I really love to watch them roll".
henrique pereira dos santos
Sexta-feira, Junho 25, 2010
Há coisas insuspeitadas em Portugal
Fiquei tão surpreendido com estas placas há algum tempo que apesar do atraso, da chuva e etc., virei o carro para as seguir.Encontrei um viveiro florestal que parecia um viveiro florestal, umas placas de rotas que quase ninguém usa que pareciam umas placas de rotas que quase ninguém usa, um sítio aprazível e bem tratado e uns edifícios que suponho que estariam relacionados com este centro nacional de caprinicultura.
Mas fiquei desde essa altura com uma dúvida: será que Portugal tem um centro de caprinicultura e não tem um centro de pastorícia?
Eu gostava de conhecer o centro experimental de pastorícia.
Eu gostava que a pastorícia fosse tratada ao nível das outra actividades económicas e produtoras de riqueza para Portugal.
henrique pereira dos santos
Quinta-feira, Junho 24, 2010
A responsabilidade das empresas e eu (um post narcisista)
henrique pereira dos santos
Triste sinal positivo

Tarouca, 4 de junho 2010. Fuinha acabada de ser atropelada. Apesar da violência da imagem, não deixa de ser um sinal positivo da presença da espécie. Pode parecer absurdo, mas seria excelente sinal se tivéssemos dezenas de linces atropelados por ano em Portugal.
Henk Feith
Quarta-feira, Junho 23, 2010
Derrames de petróleo e recuperação de sistemas
Barrow's Goldeneyes
Black Oystercatchers
Clams
Designated Wilderness Areas
Harlequin Ducks
Intertidal Communities
Killer Whales
Mussels
Sea Otters
Sediments
Not Recovering: Resources that are Not Recovering continue to show little or no clear improvement from injuries stemming from the oil spill. Recovery objectives have not been met.
Pacific Herring
Pigeon Guillemots
Human Services: Human services that rely on natural resources were also injured by the oil spill and can thus be placed in one of the above categories. Because the recovery status of injured services is inextricably linked to the state of the resource on which it depends, full recovery of the spill area cannot occur until both resources and services are restored.
Commercial Fishing
Passive Use
Recreation and Tourism
Subsistence
Very Likely Recovered: While there has been limited scientific research on the recovery status of these resources in recent years, prior studies suggest that there had been substantial progress toward recovery in the decade following the spill. In addition so much time has passed since any indications of some spill injury, including exposure to oil, it is unlikely that there are any residual effects of the spill.
Cutthroat Trout
Rockfish
Subtidal Communities
Recovered: Recovery objectives have been met, and the current condition of the resource is not related to residual effects of the oil spill.
Archaeological Resources
Bald Eagles
Common Loons
Common Murres
Cormorants
Dolly Varden
Harbor Seals
Pink Salmon
River Otters
Sockeye Salmon
Recovery Unknown: For resources in the unknown category, data on life history or the extent of injury from the spill is limited. Moreover, given the length of time since the spill, it is unclear if new or further research will provide information that will help in comprehensively assessing the original injury or determining the residual effects of the spill such that a better evaluation of recovery can occur.
Kittlitz's Murrelets
Marbled Murrelets
Burrocracia
A vida ensinou-me, ao longo de 41 anos, a ter pouco respeito pela burocracia. Sei que as generalizações nunca são correctas e que a realidade é mais complexa. Se quiserem poderei dizer que tenho pouco respeito pela burrocracia. Com dois "r".
Os Estados, quando não sabem o que fazer, tendem a inventar normas que têm como único resultado entorpecer a vida aos cidadãos, consolidar uma casta de funcionários cuja sobrevivência depende da existência de uma burocracia complexa e favorecer a pequena (por vezes grande) corrupção.
Vem isto a propósito da indefensável decisão da FCT de dificultar o acesso de estudantes comunitários às bolsas de doutoramento. A nova norma obriga estes cidadãos a ter um certificado de residência. É uma norma estranha já que os cidadãos Europeus não são obrigados, por Lei, a ter um certificado de residência quando vivem noutro País da Europa. Mas a norma, como tantas outras, permite "furar" o sistema.
A partir de agora, um investigador de um centro Português que queira que um estudante estrangeiro concorra a uma bolsa de doutoramento terá de pedir, além do projecto científico da tese, que o estudante se desloque a Portugal para solicitar um certificado de residência. Como não reside, não tem morada e não ter morada impede a residência. A solução passará por alguém bem intencionado e com vontade de ajudar, mentir alegando que a pessoa reside na sua casa.
Em abono da verdade esta mentira é um acto de pequena corrupção. Actos de pequena corrupção como este são comuns quando a burocracia se transforma em burrocracia. Curiosamente, são actos que com o tempo se tornam oficiosos. Mas fazer depender o sucesso da investigação científica de expedientes como estes dificilmente se reconhece como boa política científica. O único resultado palpável é colocar os investigadores Portugueses em desvantagem na hora de recrutar os melhores cérebros para ajudar a desenvolver a ciência Portuguesa. Triste sina a deste País.
Alguém falou no SIMPLEX?.
Segunda-feira, Junho 21, 2010
Doações, empresas e independência
Quarta-feira, Junho 16, 2010
Compra e venda de terrenos privados para a conservação
Há menos de um ano, por ocasião de um seminário em que participei na Fundação Gulbenkian, tive oportunidade de me sentar ao lado da Presidente de uma Fundação Americana de conservação da natureza. A conversa foi amena e a partir de certa altura conversámos sobre as actividades de dita fundação. A actividade principal da fundação era o financiamento de projectos com vista à aquisição de terras para conservação por parte de ONGAs. A fundação optou por não gerir terras mas financiar a compra de terras pelas ONGAs. É frequente as propriedades terem património imobiliário que é cuidadosamente restaurado pelas ONGAs.
Acontece que o papel das ONGAs na gestão destas áreas é temporário. Elas compram e gerem a terra até a valorizarem biologicamente e conseguirem modificar as normativas que definem os usos nelas permitidos. Em Portugal seria o equivalente à classificação destas áreas como áreas protegidas (privadas). Uma vez definido este estatuto, as áreas não podem ser usadas para fins diferentes dos que são defenidos pelo decreto lei que cria a área protegida.
Quando tal acontece a política das ONGAs consiste em vender as áreas protegidas privadas, por elas criadas, a algum magnata que valorize a ideia de ter uma terra protegida por lei com uma casa onde possa viver ou passar momentos de lazer.
Com o dinheiro da compra, as ONGAS compram novas propriedades onde repetem o procedimento.
Milhões de hectares já foram comprados usando este sistema nos EUA.
Haverá algo que impeça a ATN, ou outra organização semelhante, na Europa, de avançar, no longo prazo, para uma política deste tipo? A vantagem é óbvia: com um orçamento limitado, conseguir afectar a maior área possível à conservação da natureza.
Propaganda
Terça-feira, Junho 15, 2010
Primeira área protegida privada em Portugal
A fotografia é de Paulo Pimenta, do PúblicoSegunda-feira, Junho 14, 2010
Porque é que há tantas?
Domingo, Junho 13, 2010
Mais um Campo de Trabalho Científico
No passado fim-de-semana, eu e um grupo de amigos, organizamos conjuntamente com a Reserva Natural da Serra da Malcata, um Campo de Trabalho Cientifico (CTC) voluntário, embora tenha sido muito curto, os resultados foram bastante profícuos, no que diz respeito ao grupo da minha responsabilidade, através deste CTC voluntário foi possível confirmara a presença de mais 6 espécies de morcegos (Myotis bechsteinii, Myotis nattereri, Myotis daubentonii, Hypsugo savii, Barbastella barbastellus e Plecotus austriacus), duplicado assim a lista de Quirópteros presentes para a RNSMalcata.
Este é o quinto CTC que organizo e participo em Portugal, e cada vez mais, tenho a prefeita noção que este tipo de actividade é uma óptima via de aquisição de conhecimento e de produção de informação.
Em Portugal os Campos de Trabalhos estão muito dirigidos para acções não científicas, como a recuperação ou construção de infra-estruturas, instalação ou controlo de espécie. Seria bastante interessante existir uma ONGA (ONGA – Associação que se declaram com finalidades públicas e sem fins lucrativos, que desenvolvem acções em diferentes áreas e que, geralmente, mobilizam a opinião pública e o apoio da população para modificar determinados aspectos da sociedade) que tivesse como principal objectivo (se não único) a organização de Campos de Trabalhos Científicos dedicados à aquisição de conhecimento, onde os seus sócios pudessem participar.
Por mim falo, pois não participo em mais CTC’s porque preciso de tempo em organiza-los, o qual não tenho.





