O PS e o Bloco de Esquerda chegaram a um acordo que estabelece que 25% das novas áreas construídas tenham de ser vendidas a preços sociais.
O sector da construção, habituado a não pensar nas suas responsabilidades sociais, contesta a quota considerando-a ilegal. Não sei se, ao abrigo da Lei Portuguesa, tal quota seja ilegal mas gostaria de salientar que esta medida é uma cópia de um procedimento implementado, por Ken Livingstone, na cidade de Londres (ver plano estratégico
aqui).
Nesta cidade a regra é que 30% (em certos casos 35%) das novas construções sejam colocados no mercado com preços moderados ou baixos. Falta avaliar o resultado desta medida mas à partida parece ser um modelo interessante para controlar a especulação imobiliária.
Em Portugal, em particular em Lisboa, antevê-se um certo aquecimento do mercado imobiliário em virtude do arrefecimento do mercado em Espanha e da procura, por parte dos investidores Espanhóis, de novos paraísos para especulação. Esta medida pode ser mais importante do que parece.