domingo, dezembro 12, 2010
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sexta-feira, outubro 08, 2010
Imbecilidade animalista
Nas palavras de Monbiot:
"Had these people tipped a tanker load of bleach into the headwaters of the River Finn, they would have done less damage. The effects would be horrible for a while, but the ecosystem could then begin to recover. The mink, by contrast, will remain at large for years, perhaps millennia. Like many introduced species, American mink can slash their way through the ecosystem, as they have no native predators, and their prey species haven’t evolved to avoid them. Is there anything the animal lovers in Donegal could have done which would have harmed more animals?"
terça-feira, janeiro 26, 2010
Erradicar para conservar
Foto de Jan Buys, tirada no Alvão em 2003
A semana passada, recebi de um amigo um e-mail com uma listagem das espécies que tinha observado durante uma saída de campo que tinha feito às lagoas de Chaves, existente junto ao Rio Tâmega, entre algumas espécie como a Andorinha-do-mar, o Mergulhão-pequeno, a Garça-real ou Aves-frias, apareceu um mamífero, o Visão-americano (Mustela vison).
É sempre bom ver uma espécie rara, contudo esta é uma espécie exótica e o seu carácter invasor e oportunista poderá ter um impacto negativo nos sistemas aquáticos. Não me admirava nada que muitas espécies de aves que nidificam nesta zona (regionalmente uma área importante para avifauna aquática), possam vir a sofrem impactos directos (e.g. predação) ou indirectos (e.g. perturbação ou efeito repulsa) face à sua presença.
Não sendo eu especialista em aves, a minha maior preocupação é sobre o impacto que esta espécie exótica e invasora possa provocar sobre a Toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) espécie de mamíferos classificada como Vulnerável (LVVP), pertencente ao anexo B-II e B-IV da Directiva Habitats, endémica da Península Ibérica e Pirenéus e presente na Bacia do Tâmega.De facto uma das ameaças identificada no PSRN200 é a introdução e expansão de espécie animais não autóctones, nomeadamente os potenciais predadores da Toupeira-de-água (e.g. Visão americano e Lúcio), deste modo uma das orientações de gestão referida no mesmo Plano é controlar introduções furtivas de espécies animais exóticas e controlar ou erradicar as populações já introduzidas.
A erradicação de qualquer espécie (de fauna, já a flora é outra conversa) é sempre questionável e polémica, mas será que vamos perder a oportunidade para resolver o problema em quanto temos algum controlo?
Paulo Barros
domingo, março 29, 2009
Invasoras

terça-feira, outubro 17, 2006
Animalistas soltam 15,000 exóticas na Galiza

Um grupo de alegados defensores dos animais soltou 15,000 indivíduos de um predador exótico, Mustela vison, nos campos da Corunha. Muitos desses indivíduos foram capturados, outros morreram, outros, inevitavelmente, sobreviverão e reproduzir-se-ão algures na Corunha. Já existem Visões na Corunha pelo que não criarão um problema de raiz. No entanto acentuarão um problema existente, designadamente no que se refere ao incremento da pressão sobre espécies autóctones como a Marta (Martes marta).
Acções como esta lembram-me o caso dos esquilos exóticos americanos nos Alpes Italianos. Alegados defensores dos animais (vulgo animalistas) conseguiram impedir as autoridades ambientais de prosseguir os esforços de erradicação desta espécie invasora com vista a reduzir a pressão que esta exercia sobre os esquilos vermelhos dos Alpes (nas Ilhas Britânicas os Esquilos americanos levaram à extinção do Esquilo vermelho em quase todo o território).
Este é mais um caso de voluntarismo bacoco, ignorante e contraproducente que, infelizmente, caracteriza muitas das acções dos alegados defensores dos animais. Era conveniente que o movimento ambientalista (nomeadamente a CPADA, Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, dado que possui animalistas no seu interior), se demarcasse publicamente deste tipo de actos, sob risco de alguns tentarem uma colagem (como aconteceu com o caso da Quercus e dos touros) estratégica entre animalismo e ambientalismo que em nada beneficiará a causa ambiental.