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quarta-feira, março 31, 2010

Novos desafios

Vieram esta semana a público os relatórios sobre a investigação efectuada pelo parlamento Britânico relativos ao caso dos emails na Climate Research Unit da University of East Anglia.

Apenas três notas breves. Primeiro, a reputação científica de Phil Jones não foi afectada por este caso tendo, embora com algumas dúvidas, sido defendida na comissão de inquérito. A Universidade (e a Unidade de Investigação sobre o Clima) foi fortemente criticada nas suas práticas e relacionamentos organizacionais (“não vale a pena enterrar a cabeça na areia…”).

Segundo, o impacto deste caso, obviamente explorado até à exaustão pelos detractores da posição que as alterações climáticas existem e são maioritariamente resultado da acção humana, foi devastador não só para a questão em si mas também para o movimento ambientalista em geral.

Terceiro, se associarmos estes factos com o desastre da cimeira de Copenhaga em Dezembro último, duas perguntas são óbvias. Face aos enormes interesses já colocados no terreno como e quem irá reiniciar o movimento sobre as alterações climáticas? Que impactos e que novos desafios resultarão para a agenda ambiental?

João Menezes

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Prioridades no Ambiente

Saiu esta semana o Índice de Desempenho Ambiental das Universidades de Yale e Columbia (The 2010 Environmental Performance Index - EPI). Este Índice analisa dez categorias de políticas ambientais em 163 países com base em 25 indicadores (ver http://epi.yale.edu/). Portugal, embora recuando face à posição do ano passado situa-se, no segundo grupo de desempenho ambiental numa relativamente confortável 19ª posição, em linha com a maioria dos países Europeus.

(http://epi.yale.edu/file_columns/0000/0045/alphacountryprofiles_epi2010_complete.pdf)

Os dados mostram aquilo que em princípio já sabíamos. Nas políticas relacionadas com a água, o saneamento básico e actividades associadas está praticamente tudo feito (falta repensar a eficiência do modelo institucional de gestão, mas isso a este nível são detalhes), assim como nas políticas de protecção da Biodiversidade e redução de impactos sobre os Ecossistemas estamos ao nível do pior que é conseguido pelos nossos parceiros da União (e mesmo atrás de muitos países em desenvolvimento…).

Daqui, torna-se óbvio (se é que já não o era) que pensar numa política de Ambiente em Portugal obriga a equacionar prioritariamente o que fazer para garantir o reforço da Vitalidade dos Ecossistemas no território nacional. Bom desafio para o Ano Internacional da Biodiversidade que agora começa.

João Menezes