Vieram esta semana a público os relatórios sobre a investigação efectuada pelo parlamento Britânico relativos ao caso dos emails na Climate Research Unit da University of East Anglia.
Apenas três notas breves. Primeiro, a reputação científica de Phil Jones não foi afectada por este caso tendo, embora com algumas dúvidas, sido defendida na comissão de inquérito. A Universidade (e a Unidade de Investigação sobre o Clima) foi fortemente criticada nas suas práticas e relacionamentos organizacionais (“não vale a pena enterrar a cabeça na areia…”).
Segundo, o impacto deste caso, obviamente explorado até à exaustão pelos detractores da posição que as alterações climáticas existem e são maioritariamente resultado da acção humana, foi devastador não só para a questão em si mas também para o movimento ambientalista em geral.
Terceiro, se associarmos estes factos com o desastre da cimeira de Copenhaga em Dezembro último, duas perguntas são óbvias. Face aos enormes interesses já colocados no terreno como e quem irá reiniciar o movimento sobre as alterações climáticas? Que impactos e que novos desafios resultarão para a agenda ambiental?