quinta-feira, julho 08, 2010
Sobre consensos e credibilidade dos especialistas climáticos
Although preliminary estimates from published literature and expert surveys suggest striking agreement among climate scientists on the tenets of anthropogenic climate change (ACC), the American public expresses substantial doubt about both the anthropogenic cause and the level of scientific agreement underpinning ACC. A broad analysis of the climate scientist community itself, the distribution of credibility of dissenting researchers relative to agreeing researchers, and the level of agreement among top climate experts has not been conducted and would inform future ACC discussions. Here, we use an extensive dataset of 1,372 climate researchers and their publication and citation data to show that (i) 97–98% of the climate researchers most actively publishing in the field surveyed here support the tenets of ACC outlined by the Intergovernmental Panel on Climate Change, and (ii) the relative climate expertise and scientific prominence of the researchers unconvinced of ACC are substantially below that of the convinced researchers.
Ver artigo completo aqui
quarta-feira, julho 07, 2010
quarta-feira, junho 09, 2010
Desmontando a argumentação do Lord Monckton
Vem isto a propósito do trabalho de John Abraham, professor na Universidade de Minnesota, que, chocado com os disparates de do Visconde Monckton (uma personagem conhecida dos meios negacionistas), resolveu desmontar cada os argumentos repetidos uma e outra vez nas várias palestras de Monckton (o homem vive para isto). O trabalho de desmontagem pode ser visualizado e ouvido aqui e para quem não tiver tempo pode ler um resumo publicado no Guardian assim como a coluna de opinião George Monbiot sobre o mesmo tema.
quarta-feira, abril 21, 2010
E porque não um cluster de cientistas portugueses produzirem um contra-manifesto?
Foto: Central de Biomassa de Mortágua
1. para evitar que uma vez mais senhores como Henrique Neto, que na TV vem defender a política energética de Salazar (!!) e o primado das barragens - e Carlos Pimenta desmentiu-o e bem informando que os preços das energias por via hídrica são mais baixos porque não contabilizam o carbono e quanto às tecnologias, Portugal tem neste momento vantagens tecnológicas;
2. para aliviar e não atribuir excessivas responsabilidades às associações ambientalistas;
3. para retirar espaço de mediatização de saudosistas do fascismo, niilistas climáticos nacionais e dos defensores de mais barragens e nuclear;
Pergunto porque não um grupo de 100 ou mais cientistas do clima, energias, da mobilidade e economistas pós-carbono nacionais produzam um manifesto? Uma boa base de partida é a postagem do Henrique Santos ou eventualmente outra que possa surgir.
segunda-feira, abril 19, 2010
O Zé Pagante
domingo, abril 18, 2010
Afinal os vigaristas são os outros
Adenda,
Não quis usar fontes secundárias, mas como o primeiro link não funciona, aqui fica o link para uma fonte secundária que permite o acesso à fonte primária de informação.
De qualquer maneira penso que já funcionam os dois links e obrigado a quem foi colaborando (começando pelo José M. Sousa, que deu a primeira indicação sobre o relatório).
henrique pereira dos santos
quinta-feira, abril 01, 2010
Negacionismo versus cepticismo
By contrast, scepticism starts with an open mind, weighs evidence objectively and demands convincing evidence before accepting any claim. It contributes to the debate and forms the intellectual cornerstone of scientific enquiry."
in Kemp, Milne & Reay (2010) Sceptics and deniers of climate change not to be confused. Nature 464, 673.
quarta-feira, março 31, 2010
Novos desafios
Vieram esta semana a público os relatórios sobre a investigação efectuada pelo parlamento Britânico relativos ao caso dos emails na Climate Research Unit da University of East Anglia.
Apenas três notas breves. Primeiro, a reputação científica de Phil Jones não foi afectada por este caso tendo, embora com algumas dúvidas, sido defendida na comissão de inquérito. A Universidade (e a Unidade de Investigação sobre o Clima) foi fortemente criticada nas suas práticas e relacionamentos organizacionais (“não vale a pena enterrar a cabeça na areia…”).
Segundo, o impacto deste caso, obviamente explorado até à exaustão pelos detractores da posição que as alterações climáticas existem e são maioritariamente resultado da acção humana, foi devastador não só para a questão em si mas também para o movimento ambientalista em geral.
Terceiro, se associarmos estes factos com o desastre da cimeira de Copenhaga em Dezembro último, duas perguntas são óbvias. Face aos enormes interesses já colocados no terreno como e quem irá reiniciar o movimento sobre as alterações climáticas? Que impactos e que novos desafios resultarão para a agenda ambiental?
Depois da poeira assentar (ou que dirão os do costume?)
Phil Jones portou-se bem.
Poderia uma investigação do mesmo tipo dizer o mesmo dos que o atacaram ao longo destes meses?
henrique pereira dos santos
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Clima e ciência - a perspectiva da Economist sobre o Climate gate
claro):
Climate change and the media / Feb 17th 2010, 19:34 by M.S.
LAST week members of the Dutch parliament denounced the Intergovernmental Panel on Climate Change for including in its mammoth 2007 report the scandalous charge that 55% of the Netherlands is below sea level. This outrageous misinformation had been supplied to the IPCC by...the Netherlands Environmental Assessment Agency, the Dutch government's national institute for environmental planning. In fact 26% of the country is below sea level, with another 29% merely "at risk of flooding", according to a correction the Dutch agency has now published. In an article in the Dutch magazine Vrij Nederland, agency official Joop Oude Lohuis does not quite make it clear whether his agency supplied the incorrect figure, or whether he thinks
someone at the IPCC mistakenly added the two numbers.
A few weeks ago it was unearthed, to everyone's great relief, that the IPCC report was wrong to have stated that the Himalayan glaciers might be gone by 2035. Since then the hunt has been on for errors in the report, and a number of accusations have followed. According to the climate scientists at RealClimate, the incorrect Dutch sea-level statistic is the one that comes closest to being an actual error. An assessment that rain-fed crop yields in some African countries "could be reduced by up to 50%" is based on legitimate research, and is followed in the report by the qualifier that some other climate changes may be beneficial. A claim that up to 40% of the Amazonian rainforest could be subject to die-off due to relatively small changes in precipitation is similarly legitimate. A chart showing economic damages from climate change should not have been included in the report's supplementary materials, say the researchers whose work it is based on. But otherwise they say the IPCC has accurately represented their work.
Increasing scrutiny has shown that there is certainly room for improvement and reforms at the IPCC. But what we also see with several of these scandalous "errors", is that the IPCC's claims as reported by the mainstream media were often exaggerated. For example, while I have a general sense of a few of the broad conclusions of the IPCC's 2007 report (like a sea level rise most likely around 30 centimeters by 2100, though more recent research indicates it will probably be much more), I couldn't name many specific details. But I knew the IPCC had estimated the Himalayan glaciers would be gone by 2035 long before that estimate turned out to be false. I knew this because the mainstream media had plucked that claim out and reported it
widely, because it was so sensational. It's also perfectly understandable that elements in the report indicating very high possible levels of crop damage in certain African countries would be reported by the media without
the qualifying considerations. It would be routine and accepted practice for such an assessment to be reported in a wire-service story with the headline: "IPCC predicts 50% crop reductions in Africa".
The media like big numbers. Reporters will naturally take a 3,000-page report like that of the IPCC and skim through it, looking for affected populations over 1 billion, percentages over 50%, and catastrophes occurring within the next 30 years. The resulting picture in the media will exaggerate the results of the scientific research. In some cases, scientists who work on climate-change issues, and those who put together the IPCC report, must be truly exasperated to have watched the media first exaggerate aspects of their report, and then accuse the IPCC of responsibility for the media's exaggerations."
domingo, fevereiro 14, 2010
Phil Jones fala sobre o climategate
Com o passar dos meses o furor sobre o climategate vai passando. Entretanto a vida de uma pessoa foi destruída por um julgamento público sem defesa possível. Mas quem se preocupa com isto quando o que conta são os objectivos que, alegadamente, justificariam os meios? Continua por demonstrar a fraude científica do climategate e quando os resultados da comissão de inquérito forem divulgados será, provavelmente, demasiado tarde para impedir os estragos que entretanto foram feitos na vida deste e de outros cidadãos envolvidos. Entretanto ficam as palavras de Phil Jones na entrevista de ontem à BBC. Vale a pena ler.
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Bem vindo, Delgado Domingos
Esta imagem roubei-a daqui, para onde transbordou parte da discussão que se desenrolou (timidamente) no Expresso mas sobretudo aqui na Ambio domingo, janeiro 31, 2010
Conspiração?
imagem do artigo em causa e criticada aqui.sábado, janeiro 23, 2010
Para quê estar a moer a QUERCUS?

sexta-feira, janeiro 22, 2010
QUERCUS e Insurgente: a mesma luta, a mesma falta de juízo

Soube-se também agora que de acordo com a Direcção Geral de Saúde, no Verão de 2009 - ano em que as ondas de calor tiveram o seu início mais cedo – morreram precocemente mais mil pessoas. Os custos, só para o Estado, parecem ascender a mais de 80 milhões de euros, sem contar com os enormes prejuízos em termos de agricultura, edificações e infra-estruturas."
terça-feira, janeiro 12, 2010
A estabilização das temperaturas desde 1998
O primeiro gráfico mostra as temperaturas globais da base de dados da NASA (Goddar Institute) no período de 1975-2000 (gráficos para outras bases de dados são fornecidos no post original). O autor do blogue colocou na linha vermelha a tendência obtida com uma regressão linear e extrapolou o valor esperado até 2010. É fornecido também o desvio padrão que baliza os valores observados e esperados.
No segundo gráfico, o autor acrescenta os valores observados entre 2001 e 2009. Como é patente do gráfico, as observações enquadram-se nos valores esperados para os últimos 10 anos.
Ou seja, como tenho vindo a argumentar desde que respondi ao texto do Prof. Delgado Domingos, no Expresso, não faz qualquer sentido fazer conclusões apressadas sobre tendências climáticas com base em 10 anos pois a série climática histórica é pródiga em altos e baixos acompanhados por uma tendência generalizado de aumento de temperaturas.
Antevejo comentários de que o autor do blogue escolheu criteriosamente o período do século XX para análise. A verdade é que se escolhesse um período mais amplo, o desvio padrão seria maior pelo que os valores esperados seriam também maiores. Por absurdo, se usássemos uma série temporal de temperaturas desde o inicio do Holoceno, qualquer valor observado entraria dentro dos valores esperados pelo que ao escolher um período de aumento acentuado de temperaturas para comparar com um período de estabilização, o autor está a fornecer uma análise mais conservadora do que se tivesse escolhido um período mais amplo.
Procurando simplicidade no caos

sábado, janeiro 09, 2010
Pontos de vista sobre o rigor do Inverno

Depois da chamada de atenção do Miguel Araújo, retirei daqui, dedicando a todos os blogues que passam o tempo a confundir meteorologia com clima, retirando conclusões precipitadas do frio que está onde nós estamos.
henrique pereira dos santos
O alarmismo ambiental
Nesta discussão do climategate há um padrão de argumentação que deveria fazer o movimento ambientalista reflectir seriamente: grande parte da argumentação dos negacionistas que tem mais repercussão resulta da contestação de afirmações empoladas, quer pelo movimento ambientalista directamente, quer pelos jornalistas de causas, quer mesmo, aqui e ali, por aspectos da actuação do IPCC (veja-se a carta do Miguel Araújo e outros na Nature ou este post).
O exemplo típico é a tonteria do Greenpeace ter posto os quatro cavaleiros do apocalipse a percorrer as ruas de Copenhaga durante a cimeira do mês passado.
Este alarmismo que está no ADN do movimento ambientalista é compreensível por razões históricas e pela fragilidade intrínseca dos movimentos de cidadãos, que competem por visibilidade no espaço público com outros actores muito mais influentes.
Mas é um erro que se paga muito caro no longo prazo.
Nesse sentido, da mesma forma que não pode haver complacência para com as mistificações dos negacionistas, não deve haver complacência para com os exageros do lado das pessoas que estão preocupadas e pretendem influenciar a decisão política no sentido da crise climática potencial ser gerida eficientemente.
Um bom exemplo de onde pode conduzir este extremar de argumentos é esta entrevista. Não tanto pela fleuma britânica e imensa categoria demonstradas pelo chefe dos serviços meteorológicos britânicas, mas por se admitir que perguntas troglodíticas são normais neste nível de discussão (o óscar vai para "se não sabem prever o tempo a um mês como podem prever a vinte ou cinquenta anos", sendo que o não prever é o facto da previsão ter estado disponível nos EUA a 24 e 25 de Dezembro e no serviços meteorológicos britânicos apenas a 28).
henrique pereira dos santos
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Um gorro quentinho para André Azevedo Alves




